Como elaborar um plano de negócio
fonte: SEBRAE-MG - www.sebraemg.com.br
O que é e para que serve
Imagine que você deseja construir uma casa, organizar uma festa, viajar para o campo ou
para o litoral. Com certeza, sua intenção é que tudo dê certo, mas, para que isso ocorra, é
necessário fazer um cuidadoso planejamento.
Preste atenção nesta palavra: PLANEJAMENTO. Ou seja, a casa, a festa e a viagem não vão
se realizar apenas porque você assim deseja, mesmo que seja um desejo ardoroso. Idéias
assim nascem em nossos corações, porém, para que elas se tornem realidade, é preciso
construí-las passo a passo.
Para que uma viagem aconteça, é necessário escolher o local a ser visitado, decidir o
tempo da viagem, quanto dinheiro levar, comprar passagens, reservar hotel, arrumar as
malas, entre tantas outras coisas.
Se, para uma simples viagem, precisamos fazer tudo isso, imagine quando queremos abrir
um negócio. E empreender, muitas vezes, é uma viagem para um lugar desconhecido.
Para ajudar você a organizar suas idéias é que foi criado o PLANO DE NEGÓCIO. Nesta
viagem ao mundo dos empreendedores, o plano de negócio será o seu mapa de percurso.
Um plano de negócio é um documento que descreve (por escrito)
quais os objetivos de um negócio e quais passos devem ser dados
para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os riscos e as incertezas.
Um plano de negócio permite identificar e restringir seus erros no papel,
ao invés de cometê-los no mercado.
O plano irá ajudá-lo a concluir se a sua idéia é viável e a buscar informações mais
detalhadas sobre o seu ramo, os produtos e serviços que pretende oferecer, seus clientes,
concorrentes, fornecedores e, principalmente, sobre os pontos fortes e fracos do seu
negócio.
Ao final, seu plano irá colaborar para que você
possa responder à seguinte pergunta: “Vale a
pena abrir, manter ou ampliar o meu
negócio?”
A preparação de um plano de negócio não é
uma tarefa fácil, exige persistência,
comprometimento, pesquisa, trabalho duro e
muita criatividade.
Boa sorte, ou melhor dizendo, bom trabalho! E
tenha claro que começar já é a metade de toda
a ação. Sucesso!
* Adaptado do texto - “Plano de Negócios: Um guia para o vôo de sua empresa” -
Cláudia Pavani
Em caso de dúvidas, não deixe de entrar em contato com o SEBRAE-MG,
pelo
telefone
(31) 3269-0180, por meio eletrônico www.sebraemg.com.br ou por meio
de cartas
(Endereço: Av. Afonso Pena, n.º 2.918, 14º andar, BH/MG CEP 30.130-007).
Ao final desta página, você encontrará um formulário de plano de negócio em branco, no formato PDF, nos
moldes que estamos propondo aqui para você preencher. Agora, mãos à obra!
Construindo seu mapa de percurso
“Se quiser que algo seja bem-feito, faça você mesmo.”
Nada mais certo do que essa expressão
popular, principalmente quando se trata da
elaboração de um plano de negócio.
Elaborando pessoalmente o seu plano de
negócio, você tem a oportunidade de
preparar um plano feito sob medida, baseado
em informações que você mesmo levantou e
nas quais pode depositar mais confiança.
Quanto mais você conhecer sobre seu
mercado e sobre o ramo que pretende atuar,
mais bem-feito será seu plano.
Este manual tem por objetivo auxiliá-lo na criação
do seu plano de negócio, independentemente de
você estar abrindo um novo empreendimento ou
ampliando um já existente.
Você terá a sua disposição um modelo de plano de negócio. Encare este roteiro como uma
sugestão. Provavelmente, será preciso que você faça alterações e ajustes para que seu
plano esteja adequado ao tamanho da sua empresa e à atividade que desempenhará.
Para ajudá-lo no desenvolvimento do seu planejamento, as várias seções do plano de
negócio estarão divididas em:
O que é e como fazer
Aqui estarão explicações sobre cada etapa de elaboração do plano de negócio. Leia com
atenção todas as orientações, pois, logo em seguida, será hora de praticar.
Fique de olho
Em alguns momentos, você receberá dicas sobre um determinado assunto. Esteja alerta
para as recomendações que serão feitas.
Hora de praticar
Nesse momento, você deverá preencher todos os quadros e tabelas com as informações
levantadas e pesquisadas sobre o seu empreendimento.
Esta parte do manual irá auxiliá-lo a construir passo a passo o plano de negócio do seu
empreendimento. Ao terminar sua elaboração, analise e reflita sobre as estratégias que está
adotando e, se necessário, defina quais correções deverão ser feitas.
1. Sumário Executivo
O que é e como fazer
O sumário executivo é um resumo do PLANO DE NEGÓCIO. Não se trata de uma introdução
ou justificativa do projeto e, sim, de um sumário das definições principais do projeto. Nele
constará:
* Descrição do projeto
* Dados dos empreendedores, perfis e atribuições dos sócios
Fique de olho
* Embora o Sumário Executivo compreenda a primeira parte do Plano, ele só deve ser
elaborado após a conclusão de todo o plano.
* Ao ser lido por interessados, ele deverá deixar clara a idéia e a viabilidade de sua
implantação. O detalhamento virá nas partes seguintes.
1.1 – DESCRIÇÃO DO PROJETO
O que é e como fazer
Ao descrever o projeto, faça um breve relato das principais características dele. Mencione:
* O que é o negócio;
* Quais os principais produtos e/ou serviços;
* Quem serão seus principais clientes;
* Onde será localizada a empresa;
* O montante de capital a ser investido;
* Qual será o faturamento mensal;
* Que lucro espera obter do negócio;
* Em quanto tempo espera que o
capital investido retorne.
Hora de praticar
1.1 – DESCRIÇÃO DO PROJETO
Faça um resumo dos principais pontos do seu projeto.
| Indicadores de viabilidade |
Valor |
| Lucratividade |
|
| Rentabilidade |
|
| Prazo de retorno do investimento |
|
| Ponto de Equilíbrio (PE) |
|
|
1.2 – DADOS DOS EMPREENDEDORES, PERFIS E ATRIBUIÇÕES
O que é e como fazer
Aqui você irá informar os dados dos responsáveis pela administração do negócio. Faça
também uma breve apresentação do seu perfil, destacando seus conhecimentos,
habilidades e experiências anteriores. Pense em como será possível utilizar isso a favor do
seu empreendimento.
Fique de olho
* Para prevenir-se contra a escolha equivocada de sócios:
- Analise se os objetivos dos sócios são os
mesmos, tendo em vista o grau de
ambição de cada um e a dimensão que
desejam para o negócio;
- Divida as tarefas antes de montar a
empresa. Defina o campo de atuação e o
horário de trabalho de cada sócio;
- Defina, com antecedência, o valor da
retirada pró-labore, como será feita a
distribuição dos lucros e o quanto será
reinvestido na própria empresa;
- Estabeleça o grau de autonomia de cada um e até que
ponto um dos envolvidos pode, sozinho, tomar decisões;
- Determine se os familiares poderão ser contratados e quantos por parte de cada sócio. Sempre escolha funcionários e parceiros em conjunto;
- Defina o que acontecerá com a sociedade quando um dos sócios morrer ou não puder
mais trabalhar. Determine, se possível, o sistema de sucessão;
- Escreva esses e outros pontos que possam gerar atritos futuros em um contrato assinado
por todos os sócios.
* Tenha claro que o que vai contribuir para a permanência de uma sociedade é algo tão
simples como o que mantém um casamento, isto é, a existência de diálogo e clareza.
Conflitos são inevitáveis, a maneira de resolvê-los é que vai ditar a continuidade da
sociedade.
* Verifique se seu futuro sócio não possui restrições cadastrais e nem pendências junto a órgãos como a Receita Federal, Secretaria de Estado da Fazenda e INSS. Situações como
essas podem dificultar o acesso ao crédito junto a fornecedores e instituições financeiras,
além de impedir o registro do negócio.
Hora de praticar
1.2 – DADOS DOS EMPREENDEDORES, PERFIS E ATRIBUIÇÕES
Sócio 1:
| Nome: |
|
| Endereço: |
|
| Cidade: |
|
Estado: |
|
| Telefone 1: |
|
Telefone 2: |
|
|
Perfil (breve currículo):
Atribuições do sócio 1 (papel a ser desempenhado na sociedade):
Sócio 2:
| Nome: |
|
| Endereço: |
|
| Cidade: |
|
Estado: |
|
| Telefone 1: |
|
Telefone 2: |
|
|
Perfil (breve currículo):
Atribuições do sócio 2 (papel a ser desempenhado na sociedade):
2. Apresentação da empresa
2.1 – DADOS DO EMPREENDIMENTO
O que é e como fazer
Nesta etapa, você irá informar o nome da empresa e o número de inscrição no CNPJ –
Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, se a mesma já estiver registrada. Caso contrário,
indique o número do seu CPF.
Hora de praticar
2.1 – DADOS DO EMPREENDIMENTO
| Nome da Empresa: |
|
| CNPJ/CPF: |
|
|
2.2 – SETOR DE ATIVIDADES
O que é e como fazer
Defina qual é o negócio de sua empresa e, em seguida, assinale em qual(is) setor(es) sua
empresa retende atuar. Para ajudá-lo, leia a seguir as explicações sobre os principais
setores da economia.
* Agropecuária
São os negócios cuja atividade principal diz respeito ao cultivo do solo para a produção de
vegetais (legumes, hortaliças, sementes, frutos, cereais, etc.) e/ou a criação e tratamento de
animais (bovino, suíno, etc.). Exemplos: plantio de pimenta, cultivo de laranja, criação de
peixes ou cabras, etc.
* Indústria
São as empresas que transformam matérias-primas, com auxílio de máquinas e ferramentas
ou manualmente, fabricando mercadorias. Abrangem desde o artesanato até a moderna
produção de instrumentos eletrônicos. Exemplos: fábrica de móveis, confecção de roupas,
marcenaria, etc.
* Comércio
São as empresas que vendem mercadorias diretamente ao consumidor – no caso do
comércio varejista – ou aquelas que compram do fabricante para vender ao varejista
- comércio atacadista. Exemplos: papelaria, lanchonete, loja de roupas, distribuidora de
bebidas, etc.
* Prestação de serviços
São as empresas cujas atividades não resultam na entrega de mercadorias e, sim, no
oferecimento do próprio trabalho ao consumidor. Exemplos: lavanderia, oficina mecânica,
escola infantil, etc.
Hora de praticar
2.2 – SETOR DE ATIVIDADES
Assinale com um X qual(is) o(s) setor(es) que sua empresa pretende atuar.
( ) Agropecuária
( ) Indústria/Artesanato
( ) Comércio
( ) Serviços
( ) Outros: _______________________________________________________________
2.3 – FORMA JURÍDICA
O que é e como fazer
O primeiro passo para que uma empresa
exista é a sua CONSTITUIÇÃO. Para tanto, é
necessário definir qual a sua forma jurídica. A
forma jurídica determina a maneira pela qual
ela será tratada pela lei, bem como o seu
relacionamento jurídico com terceiros. A seguir,
estão informações básicas sobre as formas
jurídicas mais usuais para micro e pequenas
empresas.
* Sociedade Simples
Sociedade Simples é aquela constituída por pessoas que
reciprocamente se obrigam a contribuir com bens ou serviços, para o
exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados. São formadas por
pessoas que exercem profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística,
mesmo se contar com auxiliares ou colaboradores.
Exemplos: dois médicos constituem um consultório médico; dois dentistas
constituem um consultório odontológico.
* Sociedade Empresária
A Sociedade Empresária é aquela que exerce profissionalmente atividade econômica
organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços, constituindo elemento
de empresa, devendo inscrever-se na Junta Comercial.
Exemplo: dois médicos constituem um hospital, dois dentistas constituem um convênio
odontológico, duas ou mais pessoas unem-se para constituir uma empresa cuja atividade
será comércio varejista de suprimentos de informática.
* Empresário
É aquele que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção
ou circulação de bens ou de serviços, ou melhor, é a pessoa física, individualmente
considerada, sendo obrigatória a sua inscrição na Junta Comercial.
A característica fundamental dessa forma jurídica, é o fato de que o patrimônio particular
do proprietário confunde-se com o da empresa. A conseqüência é que as dívidas da
empresa podem ser cobradas da pessoa física.
Fique de olho
Procure um contabilista e informe-se sobre qual é a forma jurídica mais adequada para a
constituição de sua empresa.
Hora de praticar
2.3 – FORMA JURÍDICA
Assinale com um X qual a forma jurídica que sua empresa irá adotar.
( ) Sociedade Empresária
( ) Sociedade Simples
( ) Empresário
( ) Outra: _______________________________________________________________
2.4 – ENQUADRAMENTO TRIBUTÁRIO
O que é e como fazer
Basicamente, a pequena empresa utiliza-se do
Regime Simples ou do Regime Normal para o
cálculo e o recolhimento dos impostos devidos em
nível federal.
Encaixam-se no Regime Normal as empresas que
fazem o recolhimento de impostos da forma tradicional,
ou seja, cumprem todos os requisitos previstos em lei para
cada imposto existente.
Já o Regime Simples é para as empresas que – com possibilidade de enquadramento – irão
se beneficiar da redução da carga tributária na qual os recolhimentos dos impostos são
realizados de forma unificada e simplificada. O enquadramento no SIMPLES está sujeito à
aprovação da Receita Federal, considerando critérios como ramo de atividade e a
estimativa de faturamento anual da empresa. Além dos tributos federais, são devidos impostos e contribuições para o Governo Estadual
(ICMS) e Municipal (ISS).
Fique de olho
Busque informações junto a um contabilista sobre os tributos devidos, suas alíquotas e
possíveis benefícios fiscais.
Hora de praticar
2.4 – ENQUADRAMENTO TRIBUTÁRIO
Assinale com um X qual a forma jurídica que sua empresa irá adotar.
2.4.1 – ÂMBITO FEDERAL
( ) REGIME SIMPLES
( ) REGIME NORMAL
IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica
PIS - Contribuição para os Programas de Integração Social
COFINS – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
2.4.2 – ÂMBITO ESTADUAL
( ) MICROGERAES
( ) ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (SISTEMA DÉBITO E
CRÉDITO)
2.4.3 – ÂMBITO MUNICIPAL
( ) ISS – Imposto sobre Serviços
2.5 – CAPITAL SOCIAL
O que é e como fazer
O capital social é representado por todos os
recursos (dinheiro, equipamentos, ferramentas,
etc.) colocado(s) pelo(s) proprietário(s) para a
montagem do negócio. Mais adiante, ao elaborar
o plano financeiro do seu empreendimento, você
saberá o total do capital a ser aplicado.
Caso você escolha ter uma sociedade, é preciso
que você determine o valor do capital investido por
cada um dos sócios e o seu percentual.
Hora de praticar
2.5 – CAPITAL SOCIAL
| Nome do Sócio |
Valor ($) |
% de participação |
| Sócio 1 |
|
|
| Sócio 2 |
|
|
| Sócio 3 |
|
|
| Sócio 4 |
|
|
| Total |
|
100 |
|
3. Plano de Marketing
Como conhecer e conquistar clientes.
3.1 – DESCRIÇÃO DOS PRINCIPAIS PRODUTOS
O que é e como fazer
Aqui você deve fazer uma breve descrição dos principais itens que serão vendidos pela
empresa ou dos serviços que serão prestados. Informe quais as linhas de produtos,
especificando detalhes como tamanho, modelo, cor, sabores, rótulo, marca, etc.
Se necessário, fotografe esses produtos e coloque as fotos
como documentação de apoio ao final do seu plano de
negócio.
No caso de uma empresa de serviços, você deve
informar todos os serviços que serão prestados, suas
características e as garantias oferecidas.
Lembre-se de que a qualidade de um produto é a
qualidade que o consumidor enxerga. Na hora de melhorar
um produto ou um serviço, pense sempre no ponto de vista
do cliente.
Hora de praticar
3.1 – DESCRIÇÃO DOS PRINCIPAIS PRODUTOS
PRINCIPAIS PRODUTOS (a serem fabricados, revendidos ou serviços prestados)
3.2 – ESTUDO DOS CLIENTES
O que é e como fazer
Esta é uma das etapas mais importantes da elaboração de seu plano. Afinal, sem clientes
não há negócios. Os clientes não compram apenas produtos, mas soluções para algo que
precisam ou desejam. Você pode identificar essas soluções se procurar conhecê-los
melhor. Para isso, responda às perguntas e siga os passos a seguir:
1º passo: identificando as características gerais dos clientes.
Se pessoas físicas:
* Qual a faixa etária?
* Na maioria são homens ou mulheres?
* Têm família grande ou pequena?
* Qual é o seu trabalho?
* Quanto ganham?
* Qual é a sua escolaridade?
* Onde moram?
Se pessoas jurídicas (outras empresas):
* Em que ramo atuam?
* Que tipo de produtos ou serviços oferecem?
* Quantos empregados possuem?
* Há quanto tempo estão no mercado?
* Possuem filial? Onde?
* Têm uma boa imagem no mercado?
2º passo: identificando os interesses e comportamentos dos clientes.
* Com que freqüência compram esse tipo de produto ou serviço?
* Onde costumam comprar?
3º passo: identificando o que leva essas pessoas a comprar.
* O preço?
* A qualidade dos produtos e/ou serviços?
* A marca?
* O prazo de entrega?
* O prazo de pagamento?
* O atendimento da empresa?
4º passo: identificando onde estão os seus clientes.
* Qual o tamanho do mercado em que você pretende atuar?
* É apenas sua rua?
* O seu bairro?
*
Sua cidade?
* Todo o estado?
* O país todo ou outros países?
*
Seus clientes encontrarão sua empresa com facilidade?
Após responder essas perguntas, será possível entender melhor seus clientes. No quadro
Hora de Praticar, escreva todas as conclusões a que você chegou a respeito do seu
mercado consumidor.
Fique de olho
* Uma dica é escolher apenas uma parte do mercado para atender, isto é, encontre um
grupo de pessoas ou empresas com características e necessidades parecidas e trate-os
de maneira especial. Um exemplo desse tipo de estratégia é uma loja de roupas que se
especializa em atender crianças ou, então,
uma confeitaria que fabrica sobremesas
dietéticas.
* Uma empresa é viável quando tem um
número suficiente de clientes com poder
de compra necessário para gerar vendas
que cubram todas as despesas, obtendo
lucro.
* Você pode utilizar diversas técnicas para
conhecer melhor seu mercado consumidor.
Essas técnicas vão desde a aplicação de
questionários e entrevistas a conversas
informais com seus futuros clientes e a
observação dos concorrentes.
Hora de praticar
3.2 – ESTUDO DOS CLIENTES
Público-alvo (perfil dos clientes)
Comportamento dos clientes (interesses e o que os levam a comprar)
Área de abrangência (onde estão os clientes?)
3.3 – ESTUDO DOS CONCORRENTES
O que é e como fazer
Você pode aprender lições importantes observando a atuação da concorrência. Procure
identificar quem são seus principais concorrentes. A partir daí, visite-os e examine seus
pontos fortes e fracos.
Lembre-se de que concorrentes são aquelas empresas que atuam no mesmo ramo de
atividade que você e que atendem o mesmo tipo de cliente.
Utilize o quadro Hora de Praticar e faça comparações entre a concorrência e o seu próprio
negócio. Enumere as vantagens e desvantagens em relação a:
Qualidade dos materiais empregados - cores, tamanhos, embalagem, variedade, etc;
* Preço cobrado;
* Localização;
* Condições de pagamento - prazos concedidos, descontos praticados, etc;
* Atendimento prestado;
* Serviços disponibilizados - horário de funcionamento, entrega em domicílio, teleatendimento,
etc;
* Garantias oferecidas.
Após fazer essas comparações, tire algumas conclusões.
* Sua empresa poderá competir com as outras que já estão há mais tempo no ramo?
* O que fará com que as pessoas deixem de ir aos concorrentes para comprar de sua
empresa?
* Há espaço para todos, incluindo você?
* Se a resposta for sim, explique os motivos disso. Caso contrário, que mudanças devem
ser feitas para você concorrer em pé de igualdade com essas empresas?
Hora de praticar
3.3 – ESTUDO DOS CONCORRENTES
| |
Qualidade |
Preço |
Condições de
Pagamento |
Localização |
Atendimento |
Serviços
aos clientes |
Garantias oferecidas |
| Sua Empresa |
|
|
|
|
|
|
|
| Concorrente 1 |
|
|
|
|
|
|
|
| Concorrente 2 |
|
|
|
|
|
|
|
|
Conclusões:
3.4 – ESTUDO DOS FORNECEDORES
O que é e como fazer
Você deve levantar quem serão os seus
fornecedores de equipamentos, ferramentas,
móveis, utensílios, matéria-prima, embalagens,
mercadorias e serviços.
Relações de fornecedores, geralmente, podem
ser encontradas em catálogos telefônicos e de
feiras, nos sindicatos e no próprio SEBRAE, que
disponibiliza esse tipo de informação. Outra fonte
rica em informações é a internet.
Mantenha um cadastro atualizado desses
fornecedores. Isso irá facilitar a coleta de informações.
Pesquise, pessoalmente ou por telefone, questões como: preço, qualidade, condições de
pagamento e o prazo médio de entrega. Mais tarde, essas informações serão úteis para
determinar o investimento inicial e as despesas do negócio.
Para obter um bom relacionamento com os fornecedores é importante pensar a longo
prazo. É preciso ter um fluxo constante (ainda que pequeno) de compras e pagamentos em
dia. Tratar desse aspecto é fundamental, pois, a troca de fornecedores durante um
processo operacional, normalmente, prejudica os resultados da empresa, atingindo,
consequentemente, os clientes.
Fique de olho
Algumas dicas importantes na seleção de fornecedores:
* Analise pelo menos três empresas para cada artigo necessário;
* Mesmo escolhendo um entre vários fornecedores, é importante manter contato com
todos eles, ou pelo menos os principais, de tempos em tempos, pois não é possível prever
quando um fornecedor enfrentará dificuldades;
* Ao adquirir materiais, equipamentos ou mercadorias faça um breve estudo de
verificação da capacidade técnica dos fornecedores. Todo fornecedor deve ser capaz de
suprir o material ou as mercadorias desejadas, na qualidade exigida, dentro do prazo
estipulado e com o preço combinado;
* A tomada de preços facilita a coleta de informações sobre aquilo que se deseja adquirir.
* Através da comparação entre os dados obtidos, tem-se possibilidade de se tomar
decisões mais acertadas.
Preenchendo o quadro a seguir, você terá uma melhor visão de quem são e como atuam os
seus fornecedores.
Hora de praticar
3.4 – ESTUDO DOS FORNECEDORES
| |
Descrição dos Itens a Serem Adquiridos |
Nome do Fornecedor |
Preço |
Condições de
Pagamento |
Prazo de Entrega |
Localização (estado
e/ou município) |
| 1 |
|
|
|
|
|
|
| 2 |
|
|
|
|
|
|
| 3 |
|
|
|
|
|
|
|
3.5 – ESTRATÉGIAS PROMOCIONAIS
O que é e como fazer
Promoção é toda ação que tem como objetivo apresentar, informar, convencer ou lembrar
os clientes de consumir os seus produtos ou contratar os seus serviços e não os dos seus
concorrentes. A seguir, estão relacionadas algumas estratégias que você pode utilizar em
sua empresa.
* Propaganda em rádio, jornais e revistas;
* Amostras grátis;
* Mala direta, folhetos e cartões de visita;
* Catálogos;
* Brindes e sorteios;
* Descontos (de acordo com os volumes comprados);
* Participação em feiras e eventos.
Determine de que maneira você irá divulgar seus produtos, pois todas as formas de
divulgação implicam em custos. Descreva suas estratégias no quadro Hora de Praticar.
Leve em conta qual o retorno que essa estratégia trará, seja na imagem do negócio, no
aumento do número de clientes ou no acréscimo de receita da empresa.
Existem diversos tipos de divulgação. Use a criatividade para encontrar as melhores
maneiras de divulgar a empresa ou, então, observe o que seus concorrentes fazem.
Fique de olho
Os catálogos de produtos apresentam a empresa de forma organizada e detalhada.
Inclua em seu catálogo fotos, informações técnicas e formas de utilização.
Panfletos e volantes podem ser entregues em locais com grande fluxo de pessoas. Neles,
você deve colocar informações básicas (nome da empresa, endereço, telefone, etc.) e
sobre os produtos e serviços.
Uma alternativa interessante é a divulgação em revistas especializadas de seu setor ou
nos jornais de bairro. Anúncios nesse tipo de publicação são mais baratos e atingem
diretamente o seu público-alvo.
As feiras são bons locais para apresentar sua empresa a um público selecionado, por
juntar clientes, especialistas, concorrentes e fornecedores, além de possibilitar vendas de
seus produtos e/ou serviços.
Uma marca bem trabalhada pode contribuir para o sucesso do empreendimento. Crie
uma marca (nome e logotipo) que seja fácil de pronunciar e memorizar. Antes de levar ao
mercado, o nome e a logomarca, faça uma consulta junto ao INSTITUTO NACIONAL
DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – INPI, para certificar-se de que poderá fazer uso de
ambos. Busque mais informações no site do INPI (www.inpi.gov.br).
Hora de praticar
3.5 – ESTRATÉGIAS PROMOCIONAIS
Descreva as estratégias de promoção e divulgação que irá utilizar.
3.6 – ESTRUTURA DE COMERCIALIZAÇÃO
O que é e como fazer
A estrutura de comercialização diz respeito aos canais de distribuição, isto é, como seus
produtos e/ou serviços chegarão até os seus clientes. A empresa pode adotar uma série de
canais para isso, como: vendedores internos e externos, representantes, etc.
Reflita sobre quais serão os meios mais adequados para se alcançar os clientes e preencha
o quadro Hora de Praticar. Para isso, pense no tamanho dos pedidos, na quantidade de
compradores e no comportamento do cliente, isto é, se ele tem por hábito comprar
pessoalmente, por telefone ou outro meio.
Fique de olho
A comercialização dos produtos e/ou serviços pode ser feita pelos proprietários, por
vendedores ou por outras empresas. Independente da forma, o importante é que isso seja
feito.
Uma opção é montar uma boa equipe interna de vendas, que conheça bem os
produtos da empresa e as vantagens existentes sobre a concorrência.
Outra alternativa é a contratação de representantes comerciais. Isso é viável quando se
explora uma região extensa e desconhecida. Ao trabalhar com representantes, tome
cuidado com questões trabalhistas e não se esqueça de elaborar um contrato específico.
Consulte um contador ou um advogado sobre o assunto.
O telefone é um instrumento de vendas muito utilizado atualmente. Pode ser conjugado
com a divulgação dos produtos e serviços da empresa.
Hora de praticar
3.6 – ESTRUTURA DE COMERCIALIZAÇÃO
Formas de comercialização e distribuição (descreva abaixo quais serão utilizadas).
4. Plano Operacional
Como seu negócio funciona.
4.1 – LOCALIZAÇÃO DO NEGÓCIO
O que é e como fazer
Neste momento, você deve identificar qual a melhor localização para a instalação de seu
negócio e justificar os motivos da escolha desse local. A definição do ponto está diretamente
relacionada com o ramo de atividades da empresa.
Um bom ponto comercial é aquele que gera resultados e um volume razoável de venda. Por
isso, se a localização é fundamental para o sucesso de seu negócio, não deixe de levar em
consideração os seguintes aspectos:
* Analise o contrato de locação, as condições de pagamento e o prazo do aluguel do
imóvel;
* Verifique as condições de segurança da vizinhança;
* Observe a facilidade de acesso, o nível de ruído, as condições de higiene e limpeza e a
existência de locais para estacionamento;
* Fique atento para a proximidade dos clientes que compram seus produtos e o fluxo de
pessoas na região;
* Lembre–se de certificar da proximidade de concorrentes e similares;
* Avalie a proximidade dos fornecedores, pois isso influencia no prazo de entrega e no
custo do frete;
* Visite o ponto pelo menos três vezes, em horários alternados, para verificar o movimento
de pessoas e de veículos no local.
Fique de olho
A compra de um imóvel para a instalação da empresa é uma opção pouco comum. Agindo
assim, você imobiliza a maior parte dos recursos, comprometendo os valores que seriam
destinados para capital de giro.
Escolha a localização tendo em mente o tipo de empreendimento. Você pode achar
conveniente montar um bar em um espaço que você já tem disponível. Cuidado, pois você
pode estar forçando um negócio em um local que pode não ser o mais adequado. Se
você já possui o local, procure encontrar o negócio mais adequado para o mesmo.
Caso venha alugar um imóvel comercial, não feche o contrato de locação sem antes
verificar se, naquele local, é permitida a atividade prevista. Essa consulta é feita junto à
Prefeitura de sua cidade. Verifique, também, se existem implicações junto a órgãos como
a Vigilância Sanitária e Corpo de Bombeiros.
Hora de praticar
4.1 – LOCALIZAÇÃO DO NEGÓCIO
| Endereço: |
| Bairro: |
Cidade: |
Estado: |
| Fone 1 : |
Fone 2 : |
Fax: |
|
Considerações sobre o ponto (localização), que justifique a escolha:
4.2 – LAYOUT
O que é e como fazer
Por meio do layout ou arranjo físico, você irá definir como será a distribuição dos diversos
setores da empresa, de alguns recursos (mercadorias, estantes, gôndolas, vitrines,
prateleiras, equipamentos, móveis, etc.) e das pessoas no espaço disponível. Um bom
arranjo físico traz uma série de benefícios, como por exemplo:
* O aumento da produtividade;
* Diminuição do desperdício e do retrabalho;
* Maior facilidade na localização dos produtos pelos clientes na área de vendas;
* Melhoria na comunicação entre os setores e as pessoas.
O ideal é contratar um profissional qualificado para ajudá-lo nessa tarefa, mas, se isso não
for possível, faça você mesmo um esquema, distribuindo as áreas da empresa, os
equipamentos, móveis e as pessoas de forma racional e sensata.
EXEMPLO DE LAYOUT DE UMA PADARIA

Hora de praticar
4.2 – LAYOUT OU ARRANJO FÍSICO
Desenhe um esquema abaixo, como ficarão as principais áreas e como serão alocados,
nelas, máquinas, equipamentos, móveis, etc.

4.3 – CAPACIDADE PRODUTIVA E /OU COMERCIAL
O que é e como fazer
É importante estimar a capacidade
instalada da empresa, isto é, o quanto pode
ser produzido ou quantos clientes podem
ser atendidos com a estrutura existente.
Com isso, é possível diminuir a ociosidade e
o desperdício.
Fique de olho
Seja realista e leve em consideração, na
projeção do volume de produção, de vendas
ou de serviços: o tipo de mercadoria ou serviço
que colocará no mercado, as suas instalações e
maquinários, sua disponibilidade financeira, o fornecimento de
matérias-primas e/ou mercadorias.
Leve em conta, também, a sazonalidade, isto é, as oscilações do mercado, em função
daquilo que irá produzir ou revender.
Hora de praticar
4.3 – CAPACIDADE PRODUTIVA E/OU COMERCIAL
Descreva, no caso de indústria, a quantidade de itens a serem fabricados no mês. No
comércio, as projeções de vendas e, em prestação de serviços, a quantidade de horas
disponíveis para execução do trabalho.
4.4 – PROCESSO DE PRODUÇÃO E/OU DE COMERCIALIZAÇÃO
O que é e como fazer
Este é o momento de se registrar como a empresa irá funcionar. Você deve pensar em como
serão feitas as várias atividades do negócio, descrevendo, etapa por etapa, como se dará
a fabricação dos produtos, a venda de mercadorias, a prestação dos serviços e, até
mesmo, as rotinas administrativas.
Identifique que trabalhos serão realizados, quais serão os responsáveis, assim como os
materiais e equipamentos necessários.
Para isso, você mesmo poderá elaborar um roteiro com tais informações. Veja, a seguir, o
exemplo do processo de fabricação de uma confecção de artigos do vestuário e, em
seguida, faça o mesmo para as diversas atividades da sua empresa.

Hora de praticar
4.4 – PROCESSO DE PRODUÇÃO E/OU DE COMERCIALIZAÇÃO
Descreva como serão feitas as principais atividades do negócio.
4.5 – NECESSIDADE DE PESSOAL
O que é e como fazer
É necessário que você faça uma projeção de todo o pessoal que necessitará para que o
negócio funcione. Esse item inclui o(s) sócio(s), familiares que trabalharão na empresa, se for o caso, e as pessoas a serem contratadas.
Hora de praticar
4.5 – NECESSIDADE DE PESSOAL
| CARGO/FUNÇÃO |
QUALIFICAÇÕES NECESSÁRIAS |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
5. Plano Financeiro
Os números da sua empresa.
5.1 – ESTIMATIVA DO INVESTIMENTO TOTAL
Nessa etapa, você irá determinar o total de recursos que deve ser investido para que a
empresa comece a funcionar. O investimento total é formado pelos:
* Investimentos Fixos;
* Investimentos Financeiros;
* Investimentos Pré-operacionais.
5.1.1 – ESTIMATIVA DOS INVESTIMENTOS FIXOS
O que é e como fazer
O investimento fixo corresponde a todos os bens que você deve comprar para que seu
negócio possa funcionar de maneira apropriada.
No quadro a seguir, relacione todos os equipamentos, máquinas, móveis, utensílios,
ferramentas e veículos a serem adquiridos, a quantidade necessária, o valor de cada um e
o total a ser desembolsado.
Hora de praticar
A – Máquinas e equipamentos
| Descrição |
Quantidade Valor Unitário Total |
| 1 |
 |
| 2 |
 |
| 3 |
 |
| SUB-TOTAL(A) $ |
|
B – Móveis e utensílios
| Descrição |
Quantidade Valor Unitário Total |
| 1 |
 |
| 2 |
 |
| 3 |
 |
| SUB-TOTAL(B) $ |
|
C – Veículos
| Descrição |
Quantidade Valor Unitário Total |
| 1 |
 |
| 2 |
 |
| 3 |
 |
| SUB-TOTAL(C) $ |
|
| TOTAL DE INVESTIMENTOS FIXOS |
SUB-TOTAL (A+B+C) $ |
|
5.1.2 – ESTIMATIVA DOS INVESTIMENTOS FINANCEIROS
O que é e como fazer
Os investimentos financeiros são aqueles destinados à formação de capital de giro para o
negócio. O capital de giro é o montante de recursos em dinheiro necessário para o
funcionamento normal da empresa, compreendendo a compra de matérias-primas ou
mercadorias, financiamento das vendas, pagamento de salários e demais despesas.
A – Estimativa do estoque inicial
O estoque inicial é composto por todos os materiais (matéria-prima, embalagens, etc.)
indispensáveis para a fabricação de seus produtos ou pelas mercadorias que serão
revendidas.
No quadro Hora de Praticar, identifique quais materiais ou mercadorias devem ser comprados,
as quantidades necessárias, seu preço unitário e o total a ser gasto. Para isso, leve em
consideração a sua capacidade de produção, o tamanho do mercado e o potencial de vendas
da empresa.
Fique de olho
* Faça uma ampla pesquisa junto aos seus
fornecedores. Pechinche, pois, ao negociar bons
preços e condições de pagamento, você reduzirá
as despesas, oferecendo preços competitivos e
aumentando as receitas e o lucro da empresa.
* Tenha um controle apurado dos seus estoques,
somente assim, você saberá quando é o momento
ideal para adquirir novos materiais e produtos.
* Dê preferência aos itens de maior giro, ou seja,
aqueles que têm maior saída e aceitação dos clientes.
Estoque parado por muito tempo, na maior parte das vezes,
representa prejuízo.
Hora de Praticar
A - ESTIMATIVA DO ESTOQUE INICIAL
| Descrição |
Quantidade Valor Unitário Total |
| 1 |
 |
| 2 |
 |
| 3 |
 |
| 4 |
 |
| 5 |
 |
| 6 |
 |
| 7 |
 |
| 8 |
 |
| 9 |
 |
| 10 |
 |
| 11 |
 |
| 12 |
 |
| 13 |
 |
| 14 |
 |
| 15 |
 |
| 16 |
 |
| 17 |
 |
| 18 |
 |
| 19 |
 |
| 20 |
 |
| 21 |
 |
| 22 |
 |
| 23 |
 |
| 24 |
 |
| 25 |
 |
| 26 |
 |
| 27 |
 |
| 28 |
 |
| 29 |
 |
| 30 |
 |
| TOTAL DE A $ |
|
B – ESTIMATIVA DE CAPITAL DE GIRO
Reserva de caixa é um valor em dinheiro que toda empresa precisa ter disponível para
cobrir os custos até que as contas a receber comecem a entrar no caixa.
Hora de praticar
B – ESTIMATIVA DE CAPITAL DE GIRO
| Descrição |
Total |
| 1. Reserva de Caixa (Cobertura dos custos) |
$ |
|
5.1.2 – ESTIMATIVA DOS INVESTIMENTOS FINANCEIROS (RESUMO)
| Investimentos Financeiros |
Total |
| A - Estoque Inicial |
|
| B - Capital de Giro |
|
| TOTAL DOS INVESTIMENTOS FINANCEIROS (A +B) |
$ |
|
5.1.3 – ESTIMATIVA DOS INVESTIMENTOS PRÉ-OPERACIONAIS
O que é e como fazer
Compreendem todos os gastos realizados antes do início das atividades da empresa, isto é, antes que o negócio abra as portas e comece a faturar. São exemplos de investimentos
pré-operacionais: despesas com reforma do imóvel (pintura, instalação elétrica, troca de
piso, etc.) ou mesmo as taxas de registro da empresa.
Hora de praticar
5.1.3 – ESTIMATIVA DOS INVESTIMENTOS PRÉ-OPERACIONAIS
| Investimentos Pré-Operacionais |
Total |
| Despesas de legalização |
|
| Obras civis e/ou reformas |
|
| Divulgação |
|
| Cursos e treinamentos |
|
| Outras despesas |
|
| TOTAL |
$ |
|
5.1.4 – ESTIMATIVA DO INVESTIMENTO TOTAL (RESUMO)
O que é e como fazer
Agora que você estimou os valores para investimentos fixos, financeiros e préoperacionais,
chegou o momento de obter o total a ser investido no negócio.
Transporte para o quadro 5.1.4, ESTIMATIVA DO INVESTIMENTO TOTAL, os totais de:
* Quadro 5.1.1 - Estimativa dos Investimentos Fixos.
* Quadro 5.1.2 - Estimativa dos Investimentos Financeiros.
* Quadro 5.1.3 - Estimativa dos Investimentos Pré-Operacionais.
Hora de praticar
5.1.4 – ESTIMATIVA DO INVESTIMENTO TOTAL (RESUMO)
| Descrição |
Total |
| 1. Estimativa dos Investimentos Fixos (quadro 5.1.1) |
|
| 2. Estimativa dos Investimentos Financeiros (quadro 5.1.2) |
|
| 3. Estimativa dos Investimentos Pré-Operacionais (quadro 5.1.3) |
|
| TOTAL (1 + 2 + 3) |
$ |
|
Fique de olho
* Pense em como e onde você irá buscar esses
recursos para iniciar ou ampliar seu negócio.
Você dispõe do capital necessário para isso
(recursos próprios) ou será necessário recorrer a
bancos (recursos de terceiros), por exemplo?
* Caso necessite de financiamento bancário,
procure saber quais são as linhas de crédito para
micro e pequenas empresas. Peça ao gerente do
banco escolhido orientações sobre o que pode ser
financiado, até quanto, o valor dos juros, a carência e o
prazo de pagamento, a documentação e as garantias exigidas.
* Verifique se você está apto a atender todas as condições exigidas e, principalmente, se a
empresa irá gerar resultados que possibilitem a quitação do financiamento. Caso
contrário, busque novas alternativas, mesmo que, para isso, tenha que adiar a abertura da
empresa ou iniciar um empreendimento menor do que o planejado.
5.2 – ESTIMATIVA DO FATURAMENTO MENSAL DA EMPRESA
O que é e como fazer
Esta talvez, seja uma das tarefas mais difíceis
de um novo negócio, principalmente se você
ainda não iniciou as atividades.
Uma forma de estimar o quanto a empresa
deverá faturar por mês é multiplicar a
quantidade de produtos a serem oferecidos pelo
seu preço de venda, baseado nas informações
de mercado. Para isso, considere:
* O preço praticado pelos concorrentes diretos; e
* Quanto os seus potenciais clientes estão dispostos a pagar.
Fique de olho
* As previsões de vendas devem ser baseadas na avaliação do potencial do mercado em
que você irá atuar e na sua capacidade de produção.
* Faça suas estimativas de faturamento para um período de, pelo menos, 12 meses. Seja
cauteloso ao projetar as receitas e verifique se há sazonalidade no seu ramo, isto é, se
existem épocas em que as vendas aumentam ou diminuem, como no Natal ou nas férias
escolares.
* Você notou que, ao estimar as suas vendas, foi considerado o preço de mercado. Porém, é necessário você saber que existem outros meios para se precificar um produto.
Podemos citar, como exemplo, o preço de venda calculado com base nos custos da
empresa.
Hora de praticar
5.2 – ESTIMATIVA DO FATURAMENTO MENSAL DA EMPRESA
| Produto/Serviço |
| Quantidade Estimativa de Vendas |
 |
Preço de Venda Unitário ($) |
 |
Faturamento Total ($) |
|
| 1 |
 |
| 2 |
 |
| 3 |
 |
| 4 |
 |
| 5 |
 |
| 6 |
 |
| 7 |
 |
| 8 |
 |
| 9 |
 |
| 10 |
 |
| 11 |
 |
| 12 |
 |
| 13 |
 |
| 14 |
 |
| 15 |
 |
| 16 |
 |
| 17 |
 |
| TOTAL $ |
|
5.3 – ESTIMATIVA DOS CUSTOS COM MATERIAIS E/OU INSUMOS
Aqui, será calculado o custo com materiais (matéria-prima + embalagem) para cada
unidade fabricada. Essa informação é importante,
caso você deseje abrir uma indústria.
Os gastos com matéria-prima e embalagem são
classificados como custos variáveis numa
empresa industrial, assim como as mercadorias,
nas atividades comerciais. Como o próprio nome
diz, variam (aumentam ou diminuem) de acordo
com o volume produzido ou vendido.
Observe o exemplo a seguir e, depois, calcule o
custo unitário com materiais para os produtos de
sua empresa.
Produto: Calça masculina
| Material |
| Quantidade |
 |
Custo Unitário ($) |
 |
Total ($) |
|
| 1. Tecido |
| 2 metros |
 |
2,50 |
 |
10,00 |
|
| 2. Elástico |
| 4 metros |
 |
0,30 |
 |
0,60 |
|
| 3. Linha |
| 15 metros |
 |
0,10 |
 |
1,50 |
|
| 4. Zíper de 15 cm |
| 1 unidade |
 |
0,80 |
 |
0,80 |
|
| 5. Botão |
| 4 unidades |
 |
0,10 |
 |
0,40 |
|
| 6. Etiqueta |
| 1 unidade |
 |
0,30 |
 |
0,30 |
|
| 7. Saco plástico |
| 1 unidade |
 |
0,05 |
 |
0,05 |
|
| 8. Caixa |
| 1 unidade |
 |
0,50 |
 |
0,50 |
|
| TOTAL $ 14,15 |
|
Hora de Praticar
5.3 – ESTIMATIVA DOS CUSTOS COM MATERIAIS E/OU INSUMOS
(Este item deverá ser preenchido somente pelo setor industrial)
Produto 1
| Materiais /insumos usados |
| Quantidade |
 |
Custo Unitário ($) |
 |
Total ($) |
|
| |
|
| |
|
| |
|
| |
|
| |
|
| |
|
| TOTAL $ |
|
Produto 2
| Materiais /insumos usados |
| Quantidade |
 |
Custo Unitário ($) |
 |
Total ($) |
|
| |
|
| |
|
| |
|
| |
|
| |
|
| |
|
| TOTAL $ |
|
Produto 3
| Materiais /insumos usados |
| Quantidade |
 |
Custo Unitário ($) |
 |
Total ($) |
|
| |
|
| |
|
| |
|
| |
|
| |
|
| |
|
| TOTAL $ |
|
Produto 4
| Materiais /insumos usados |
| Quantidade |
 |
Custo Unitário ($) |
 |
Total ($) |
|
| |
|
| |
|
| |
|
| |
|
| |
|
| |
|
| TOTAL $ |
|
5.4 – APURAÇÃO DO CUSTO DOS MATERIAIS E/OU MERCADORIAS VENDIDAS
O que é e como fazer
Nesta etapa, você deverá apurar o CM – Custos com Materiais (para a indústria) – ou o CMV – Custo das Mercadorias Vendidas (para o comércio).
O custo dos materiais ou das mercadorias vendidas representa o valor que deverá ser
baixado dos estoques da empresa pela sua venda efetiva. Para calculá-lo, basta multiplicar
a quantidade estimada de produtos a serem vendidos pelo seu custo de fabricação ou de
aquisição.
O Custo com Materiais e/ou de Mercadorias Vendidas é classificado como custo variável,
isto é, um gasto que aumenta ou diminui em função do volume de produção ou de vendas.
Hora de Praticar
5.4 – APURAÇÃO DO CUSTO DOS MATERIAIS E/OU MERCADORIAS VENDIDAS
| Produto/Serviço |
| Estimativa de Vendas (em unidades) |
 |
Custo Unit. Mater. /Aquisição ($) |
 |
CMP/CMV ($) |
|
| 1. |
|
| 2. |
|
| 3. |
|
| 4. |
|
| 5. |
|
| 6. |
|
| 7. |
|
| 8. |
|
| 9. |
|
| 10. |
|
| 11. |
|
| 12. |
|
| 13. |
|
| 14. |
|
| 15. |
|
| 16. |
|
| 17. |
|
| 18. |
|
| 19. |
|
| 20. |
|
| TOTAL $ |
|
5.5 – ESTIMATIVA DOS CUSTOS DE COMERCIALIZAÇÃO
O que é e como fazer
Aqui, serão registrados os gastos com impostos e comissões a vendedores ou
representantes. Esse tipo de despesa incide diretamente sobre as vendas e, assim como o
custo dos materiais ou mercadorias vendidas, é considerado como um custo variável.
Para calculá-los, basta aplicar, sobre o total das vendas previstas, o percentual dos
impostos e das comissões a serem pagas.
Hora de Praticar
5.4 – ESTIMATIVA DOS CUSTOS DE COMERCIALIZAÇÃO
| Descrição |
| % |
 |
Faturamento Estimado (quadro 5.2) |
 |
Custo Total |
|
| 1. Impostos |
|
| SIMPLES |
|
| IRPJ |
|
| PIS |
|
| COFINS |
|
| Contribuição Social |
|
| ICMS/ MICROGERAES |
|
| ISS |
|
| Subtotal 1 $ |
| 2. Gastos com vendas |
|
| Comissões |
|
| Propaganda |
|
| Juros |
|
| Subtotal 2 $ |
| |
| TOTAL (Subtotal 1 + 2) $ |
|
Observação: caso sua empresa possa optar pelo SIMPLES, então desconsidere o
recolhimento dos seguintes impostos: IRPJ, PIS, COFINS, Contribuição Social.
5.6 – ESTIMATIVA DOS CUSTOS COM MÃO-DE-OBRA
O que é e como fazer
Agora, você deverá definir quantas pessoas serão contratadas (se necessário) para realizar
as diversas atividades do negócio. Pesquise e determine quanto cada empregado receberá
mensalmente.
Não se esqueça de que, além dos salários, deve ser considerado o custo com encargos
sociais (FGTS, férias, 13º salário, INSS, horas-extras, aviso prévio, etc.)
Sobre o total de salários, você deve aplicar o percentual relativo aos encargos sociais.
Somando-os aos salários, você saberá qual o custo total com mão-de-obra.
Fique de olho
Um contabilista poderá informá-lo sobre quais os encargos sociais devidos pela sua
empresa. Pesquise, junto ao sindicato patronal, o piso salarial a ser pago a seus
empregados e quais os benefícios devidos.
Hora de Praticar
5.6 – ESTIMATIVA DOS CUSTOS COM MÃO-DE-OBRA
| Função |
| Nº de Empregados |
 |
Salário
Mensal ($) |
 |
Total ($) |
|
| 1. |
|
| 2. |
|
| 3. |
|
| 4. |
|
| 5. |
|
| 6. |
|
| 7. |
|
| 8. |
|
| 9. |
|
| 10. |
|
| 11. |
|
| 12. |
|
| 13. |
|
| 14. |
|
| 15. |
|
| 16. |
|
| 17. |
|
| 18. |
|
| 19. |
|
| 20. |
|
| 21. |
|
| 22. |
|
| 23. |
|
| 24. |
|
| Total dos Salários |
| Encargos Sociais ( ____________ % ) |
| Total do custo com mão-de-obra $ |
|
5.7 – ESTIMATIVA DO CUSTO COM DEPRECIAÇÃO
O que é e como fazer
Lembre-se de que as máquinas, equipamentos e ferramentas a serem utilizados vão se
desgastando ou tornando-se ultrapassados com o passar dos anos, fazendo com que seja
necessária sua reposição. O reconhecimento da perda do valor dos bens pelo uso é
chamado de depreciação.
Para calcular a depreciação dos investimentos fixos, você deverá seguir os passos a seguir:
* Relacione as máquinas, equipamentos, ferramentas, utensílios, veículos, etc. utilizados;
* Determine o tempo médio de vida útil (em anos) desses bens;
* Divida o valor do bem pela sua vida útil em anos para saber o valor anual da
depreciação;
* Divida o custo anual com depreciação por 12, para saber a depreciação mensal desses
bens.
* Entenda melhor como calcular a depreciação a partir do exemplo a seguir:
Entenda melhor como calcular a depreciação a partir do exemplo a seguir:

Isso quer dizer que, a cada mês, esse equipamento vale $83,33 menos, ou seja,
provavelmente, ao final de 5 anos, será preciso adquirir um nova máquina de costura, mais
moderna e eficiente.
Fique de olho
Apesar de ser um custo fixo e influenciar na formação do preço, a depreciação não
representa um desembolso. Entretanto, dependendo da situação financeira e das
estratégias do negócio, pode ser feita uma reserva para a troca do bem após o término
de sua vida útil.
Para sua informação, a Receita Federal considera, para efeito de vida útil, os seguintes
prazos de vida útil para os bens abaixo (essas informações devem servir de referência e
não seguidas como regra):
| Itens |
Vida útil |
| imóveis |
25 anos |
| máquina |
10 anos |
| equipamentos |
5 anos |
| móveis e utensílios |
10 anos |
| veículos |
5 anos |
| computadores |
3 anos |
|
* Dependendo da atividade empresarial, máquinas e equipamentos sofrem desgastes
maiores. Isso deve ser considerado no momento do cálculo da depreciação;
* Máquinas e equipamentos sucateados têm um custo maior de manutenção e uma
produtividade mais baixa.
Hora de Praticar
5.7 – ESTIMATIVA DO CUSTO COM DEPRECIAÇÃO

5.8 – ESTIMATIVA DOS CUSTOS FIXOS MENSAIS
O que é e como fazer
Os custos fixos são todos os gastos que não se alteram em função do volume de produção
ou da quantidade vendida em um determinado período.
Por exemplo, imagine que, em um determinado mês, uma empresa venda uma quantidade
pequena de itens. Ainda assim, terá que arcar com as despesas de aluguel, energia, os
salários, etc. Esses valores são considerados custos fixos porque devem ser pagos,
normalmente, mesmo que a empresa não fature.
No quadro abaixo, liste todos os custos fixos do negócio e estime os valores mensais de
cada um.
Fique de olho
Ao levantar os custos fixos mensais, você deve assumir uma postura mais cautelosa. Já
diz o ditado que “o seguro morreu de velho”; por isso, trabalhe com alguma “margem de
segurança” na hora de estimar esses gastos.
Sem perder a qualidade, procure reduzir ao máximo os custos fixos. Adote práticas que
contribuam para a diminuição do desperdício e do retrabalho.
O pró-labore é a remuneração do trabalho do dono e deve ser considerado mensalmente
como um custo. Lembre-se de que, caso você não disponha de outra fonte de renda, será
através do pró-labore que irá pagar seus compromissos pessoais.
Não se esqueça de relacionar o valor da depreciação mensal das máquinas e
equipamentos calculados anteriormente.
Hora de Praticar
5.8 – ESTIMATIVA DOS CUSTOS FIXOS MENSAIS
| Descrição |
Custo Total Mensal ($) |
| Aluguel |
|
| Condomínio |
|
| IPTU |
|
| Água |
|
| Energia elétrica |
|
| Telefone |
|
| Honorários do contador |
|
| Pró-labore |
|
| Manutenção dos equipamentos |
|
| Salários + encargos (quadro 5.6) |
|
| Material de limpeza |
|
| Material de escritório |
|
Combustível
|
|
| Taxas diversas |
|
| Serviços de terceiros |
|
| Depreciação (quadro 5.7) |
|
| Outros |
|
| Total |
$ |
|
5.9 – DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS
O que é e como fazer
Após reunir as informações sobre as estimativas de faturamento e o total dos custos, sejam
eles fixos ou variáveis, é possível prever o resultado da empresa, verificando se ela
possivelmente irá operar com lucro ou prejuízo.
Hora de Praticar
5.9 – DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS
| Quadro |
Descrição |
$ |
% |
| 5.2 |
1. Receita Total com Vendas |
|
100 |
| |
2. Custos Variáveis Totais |
|
|
| 5.4 |
2.1. (-) Custos com materiais e/ou CMV(*) |
|
|
| 5.5 item 1 |
2.2. (-) Impostos sobre vendas |
|
|
| 5.5 item 2 |
2.3. (-) Gastos com vendas |
|
|
| |
Subtotal de 2 (2.1+2.2+2.3) |
|
|
| |
3. Margem de Contribuição (1 - 2) |
|
|
| 5.8 |
4. Custos Fixos Totais |
|
|
| |
5. Lucro/Prejuízo Líquido (3 - 4) |
|
|
|
(*) CMV – Custo das Mercadorias Vendidas
Observação:
Para calcular o percentual (%) de cada um dos itens que compõem o Demonstrativo de
Resultados, você deve dividi-lo pela Receita Total de Vendas, multiplicando o resultado por
100. Veja o exemplo abaixo:
Receita Total de Vendas: $ 15.000,00
Custos Variáveis Totais: $ 4.500,00

Isso quer dizer que os Custos Variáveis Totais representam 30% da Receita Total com
Vendas. Adote o mesmo procedimento para os demais itens.
5.10 – INDICADORES DE VIABILIDADE
5.10.1 – PONTO DE EQUILÍBRIO
O ponto de equilíbrio representa o quanto sua empresa precisa faturar ou quantas unidades
de um determinado produto ou serviço precisam ser vendidas para pagar todos os seus
custos em um determinado período.
Utilizando as fórmulas a seguir, você pode calcular o ponto de equilíbrio de duas maneiras:
em faturamento ou em unidades vendidas.

Fique de olho
O ponto de equilíbrio nem sempre é calculado em unidades. Para as empresas que
trabalham com uma grande diversidade de produtos ou serviços, é recomendável que
se calcule o ponto de equilíbrio em faturamento.
Você deve concentrar todos os seus esforços para que o empreendimento ultrapasse o
ponto de equilíbrio, pois, somente assim, você irá obter lucro.

Isso quer dizer que a empresa precisará vender 6.500 unidades durante o ano para
atingir seu ponto de equilíbrio, isto é, cobrir todos os seus custos.
5.10.2 – LUCRATIVIDADE
O que é e como fazer
É um indicador que mede o lucro líquido em relação às vendas. É um dos principais
indicadores econômicos das empresas, pois está relacionado diretamente à
competitividade. Se sua empresa possui uma boa lucratividade, ela apresentará uma maior
capacidade de competir, como, por exemplo, realizar maiores investimentos em divulgação,
na diversificação dos produtos, na aquisição de novos equipamentos, etc.

Isso quer dizer que sob os $ 100.000,00 de receita total “sobram” $ 8.000,00 na forma de
lucro, depois de pagas todas as despesas e impostos, o que indica uma lucratividade de
8% ao ano.
5.10.3 – RENTABILIDADE
O que é e como fazer
É um indicador de atratividade dos negócios, pois mede o retorno do capital investido aos
sócios. É obtido sob a forma de percentual por unidade de tempo (por exemplo, mês ou
ano). É calculado através da divisão do lucro líquido pelo investimento total. A rentabilidade
deve ser comparada com os índices praticados no mercado financeiro.

Isso significa que, a cada ano, o empresário recupera 25% do valor investido através dos
lucros obtidos no negócio.
5.10.4 – PRAZO DE RETORNO DO INVESTIMENTO
O que é e como fazer
Assim como a rentabilidade, também é um indicador de atratividade. Indica o tempo
necessário para que o empreendedor recupere o que investiu no seu negócio.
5.10 – INDICADORES DE VIABILIDADE
Hora de praticar
5.10.1 – PONTO DE EQUILÍBRIO
5.10.2 – LUCRATIVIDADE
5.10.3 – RENTABILIDADE
5.10.4 – PRAZO DE RETORNO DO INVESTIMENTO
6. Avaliação do Plano de Negócio
O Plano de Negócio desenvolvido por você é um valioso instrumento de planejamento. Por
ser o seu mapa de percurso, ele deve ser consultado a todo instante e acompanhado
permanentemente.
Avalie cada uma das informações encontradas por você. Lembre-se de que o plano de
negócio tem por objetivo ajudá-lo a responder à pergunta lançada no início deste capítulo: “Vale a pena abrir, manter ou ampliar o meu negócio?”.
Saiba que o mundo e o mercado estão sujeitos a várias mudanças. A cada dia surgem
novas oportunidades e ameaças. Assim sendo, procure adaptar seu planejamento às novas
realidades. É por este motivo que um plano de negócio é “feito a lápis”, para que possa ser
corrigido, alterado e ajustado ao longo do caminho.
Empreender é sempre um risco, mas empreender sem planejamento é um risco que pode
ser evitado. O plano de negócio, apesar de não ser a garantia de sucesso, irá auxiliá-lo a
tomar decisões mais acertadas, assim como a não se desviar de seus objetivos.
Hora de praticar
7. Documentação de Apoio
Esta é a última parte do seu plano de negócio. Aqui você deve colocar toda a
documentação de apoio. Esses documentos têm o objetivo de dar mais credibilidade ao
seu planejamento e fornecer informações complementares ao seu projeto; por isso, são
uma rica fonte de consulta.
A seguir, estão relacionados alguns documentos que podem ser incluídos como anexos em
seu plano de negócio:
* Contrato de aluguel;
* Currículo do(s) proprietário(s);
* Orçamentos das máquinas, equipamentos, móveis, matéria-prima e serviços a serem
contratados;
* Artigos de jornais e revistas sobre o ramo em que você irá atuar;
* Logomarca da empresa;
* Fotos dos principais produtos a serem comercializados;
* Qualquer outro documento importante.
8. Onde Buscar Mais Informações
1. SEBRAE MINAS
Av. Barão Homem de Melo, 329 – Bairro Nova Suíça – Belo Horizonte – MG -30.460-090
Central de Orientação Empresarial - CORE - (31) – 3269.0180 ou www.sebraemg.com.br
2. IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – www.ibge.gov.br
3. INPI – INSTITUTO NACIONAL DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – www.inpi.gov.br
4. BDMG – BANCO DE DESENVOLVIMENTO DE MINAS GERAIS – www.bdmg.gov.br
5. BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – www.bndes.gov.br
6. OUTROS – exemplo: sindicatos, associações comerciais, federações, etc.
Plano de Negócios
Clique aqui para fazer o download do arquivo planodenegocios.pdf, que contém um formulário de plano de negócio em branco nos
moldes que estamos propondo aqui para você preencher. Agora é a sua vez, mãos à obra!
Para abrir esse arquivo você precisa do software gratuito Adobe Reader, que pode ser baixado no site da Adobe.
Download do Software
Empresários e interessados em montar um negócio contam também com o software gerencial Como Elaborar um Plano de Negócio. O produto está disponível aqui para download (gratuito) e tem o objetivo de contribuir para o aprimoramento da gestão dos pequenos negócios.
Para dar suporte à implantação dos modelos sugeridos, os empreendedores e empresários interessados poderão, a qualquer momento, contatar a Rede Sebrae de Atendimento, de forma presencial nos Pontos de Atendimento, ou a distância pelo Atendimento on Line, ou pelo Central de Orientação Empresarial - Core (31) 3269-0180.
Após preencher o plano de negócio, o cliente tem ainda a possibilidade de enviar o documento para ser avaliado por um consultor do Sebrae Minas.
Clique aqui para baixar o Software do Plano de Negócios - (formato compactado ZIP - 2,90MB).
SpartanSite
Clique aqui e veja como elaborar seu Plano de Negócios com o SpartanSite.
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É permitida a reprodução total ou parcial, de
qualquer forma ou por qualquer meio, desde que divulgada as fontes.
Rosa, Cláudio Afrânio
R788c Como elaborar um plano de negócio / Organizado por Flávio
Lúcio Brito; colaboradores Haroldo Mota de Almeida, Luiz Antônio
Nolasco dos Santos, Mauro de Souza Henriques. - Belo Horizonte:
SEBRAE/MG, 2004. -
98 p.
Referências bibliográficas: p. 66
1. Plano de negócio. 2. Plano de marketing. 3. Plano operacional.
4. Plano financeiro. I. Brito, Flávio Lúcio. II Almeida,
Haroldo Mota de. III. Santos, Luiz Antônio Nolasco dos. IV. Henriques,
Mauro de Souza. V. SEBRAE/MG. VI. Título |