Os Tipos de Negócio
fonte: Sebrae - Clique aqui
Aqui você encontra informações sobre como abrir e administrar diversos tipos de negócios, além de dicas sobre legislação, registros especiais, plano de negócios, franquias, eventos, bibliografia e sites relacionados. Para consultar esse banco de dados, escolha abaixo uma idéia de negócio.
Agência de viagens
Ficha técnica
Setor da Economia: Terciário
Ramo de Atividade: Prestação de Serviços
Tipo de Negócio: Agência de Viagens
Apresentação
Agência de viagens é uma empresa que tem como atividade a venda de passagens avulsas para pessoas físicas ou jurídicas, e revenda de pacotes turísticos montados por operadoras de turismo.
Mercado
Essa nova indústria já rende mais do que a farmacêutica e está chegando perto de setores gigantes como informática e telecomunicações. A Organização Mundial de Turismo - OMT prevê que, em 2020, o turismo ao redor do mundo será responsável por nada menos do que US$ 2 trilhões de faturamento por ano. Nada mal para um setor que na década de 50 era incipiente.
O crescimento deste mercado é uma excelente notícia não só para quem está ligado diretamente ao negócio, como os hotéis e as empresas de transporte, mas também para outros cinqüenta setores da economia que estão indiretamente envolvidos.
Devido a esse impacto, o turismo está sendo considerado o maior empregador mundial da atualidade. De cada nove trabalhadores no mundo, pelo menos um está ligado a esse segmento.
A indústria de viagens e turismo é considerada, pelo Governo Federal, uma atividade estratégica para o desenvolvimento sócio-econômico do país.
Estrutura
A estrutura básica deve contar com um espaço mínimo de 40m², onde ficarão distribuídos os equipamentos.
Equipamentos
- Móveis e materiais de escritório;
- Telefones, aparelho de fax, computadores, etc.
Investimento
Irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, podendo girar em torno de R$ 40 Mil.
Pessoal
Para abrir uma agência de viagens ou uma agência de viagens e turismo não é obrigatório ter curso superior em turismo. Porem é necessário que ao menos um dos sócios ou diretores responsáveis pela empresa possua mais de três anos de experiência profissional no exercício de atividades ligadas ao turismo.
O quadro funcional de uma agência dependerá da estrutura da agência, sendo que para iniciar o empreendimento pode-se trabalhar com apenas um funcionário nas funções de emissor de passagens e atendente. Em casos assim o empreendedor deve se dedicar integralmente à empresa. Em empresas maiores os funcionários podem ser polivalentes, ou seja, podem fazer reservas, emitir passagens, negociar descontos e atender clientes.
Clientes
O perfil do usuário de uma agência de viagens é bastante complexo, ou seja, pode ser uma pessoa jurídica ou pessoa física, podem ser casais, grupos de amigos, estudantes, idosos, etc.
Processo de trabalho
A agência de viagens é uma prestadora exclusiva de serviços, diante deste fato, ela tem que dar retorno a tudo que lhe for solicitado.
Buscar informações e repassá-las corretamente aos clientes é a parte mais importante no processo de trabalho de uma agência, visto que, agradando a clientela, irá não só fortalecer a relação, como também irá atrair novos clientes.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- Registro na Junta Comercial;
- Registro na Secretária da Fazenda;
- Registro na Prefeitura do Município;
- Registro no INSS;
- Registro no Sindicato Patronal;
- Registro da empresa turística na EMBRATUR / Brasília;
- Filiação à ABAV (para concessão de carta de capacitação técnica);
- Registro no Sindetur - opcional;
- Registro do meio de transporte ou frota de ônibus/carro no DER (Departamento Estadual de Rodagem) - no caso de trânsito em estradas estaduais do Espírito Santo (ver Registro Especial), e no DNER (Departamento Nacional de Estradas e Rodagem) para o caso de transporte e circulação em estadas interestaduais.
Para maiores informações sobre a legislação consultar o site da Embratur.
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
Para maiores informações consultar a EMBRATUR.
Registro Especial
A primeira condição para uma agência de viagens funcionar legalmente é registrá-la, como qualquer empresa de natureza comercial, na Junta Comercial do Estado em que está sendo instalada.
Após registro na Junta, a sua empresa deverá obter o cartão CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CGC) – na Receita Federal (este documento é necessário para adquirir o alvará de licença expedido pela Prefeitura Municipal).
A partir de então, a empresa providenciará seu registro junto à Instituto Brasileiro de Turismo – EMBRATUR. Geralmente, cada estado possui uma entidade que responde pela EMBRATUR.
É interessante, também, que a empresa se cadastre no SNEA – Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias. A agência que não se associar a esse sindicato não consegue cadastro para pleitear crédito junto às companhias aéreas. E crédito é vital para uma pequena agência, já que as operações de compra de passagens envolvem grandes somas de recursos e prazos curtíssimos de pagamento.
- DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA CADASTRAMENTO DE AGÊNCIAS DE VIAGENS E TURISMO NA EMBRATUR:
1. Requerimento solicitando o cadastro na EMBRATUR (através da internet ou nas entidades estaduais que responde pela EMBRATUR);
2. Ficha de cadastro preenchida;
3. Cópia do contrato social, arquivado na Junta Comercial como firma Ltda. ou S/A, contendo no objetivo social, o seguinte termo: A sociedade exercerá a atividade de Agência de Viagens e Turismo, conforme legislação em vigor ou, então, de Agência de Viagens;
4. Cópia do CNPJ;
5. Pagamento da taxa de serviço para agência localizada na capital ou no interior, recolhida, integralmente, em favor da EMBRATUR
6. Termo de compromisso.
- PROCEDIMENTOS NECESSÁRIOS PARA O REGISTRO DE AGÊNCIAS DE VIAGEM NO SNEA
1. Fotocópia autenticada em cartório do Certificado de Classificação no Instituto Brasileiro de Turismo – EMBRATUR;
2. Sociedade Limitada: fotocópia do Contrato Social inicial e posteriores alterações;
. Sociedade Anônima: fotocópia dos Estatutos Sociais vigentes, da Ata da Assembléia Geral que elegeu a atual Diretoria, assim como a da que efetivou o último aumento do Capital Social;
3. Tanto em caso de Sociedade Limitada como no de Sociedade Autônoma, o capital mínimo integrado deverá corresponder, em moeda corrente, na data da constituição da sociedade, ou quando da última alteração contratual para elevação do capital, a US$ 25.000,00 (dólar comercial/venda, relativo ao último dia útil do mês anterior ao da assinatura do Contrato ou da efetuação da Alteração Contratual) para as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e US$ 20.000,00 para o interior desses Estados e, também para os demais Estados do país;
4. Fotocópia do Contrato de Locação ou comprovação de propriedade do local e Alvará de Localização;
5. Fotocópia do CNPJ;
6. Autorização formalizada em documento endereçado à Diretoria do Sindicato em papel timbrado da firma;
7. Informação Cadastral da firma postulante e de seus sócios, fornecida por firma especializada e na sua falta, por outro órgão informante;
8. O requerimento de cadastro, com os documentos retroenumerados, deverá ser encaminhado ao SNEA por intermédio de uma Empresa Aeroviária
9. Juntamente com os documentos encaminhados pela Empresa Aérea apresentando a postulação da agência, deverá ser anexada Declaração de Capacitação Técnico-Profissional de um dos componentes da sociedade, fornecida pela ABAV e/ou SINDETUR, onde houver.
Modelo de Autorização para o SINDICATO NACIONAL DAS EMPRESAS AEROVIÁRIAS (Utilizar Papel Timbrado da Empresa):
" (nome da firma), estabelecida à (endereço completo), no Estado de ........................, neste ato representada por seu representante legal (nome e qualificação), vem apresentar a documentação anexa, para fins de cadastro junto a esse Sindicato, pois deseja participar do sistema uniforme de administração e cobrança dos valores devidos às empresa aéreas pela venda de bilhetes aéreos em consignação, estabelecido e gerenciado pela COPET.
Para tanto, a requerente se compromete a manter atualizado, junto ao SNEA, todos os seus dados cadastrais, inclusive a comunicar, imediatamente, a esse Sindicato, toda e qualquer alteração implementada em sua estrutura societária.
A requerente concorda em permitir que, sempre que se fizer necessário, um representante do SNEA visite suas dependências, com a finalidade de verificar, concretamente, a observância dos requisitos exigidos para comercialização de bilhetes aéreos.
A requerente declara conhecer os termos do Regimento Interno da COPET e afirma preencher os requisitos necessários à participação no sistema uniforme de comercialização de bilhetes aéreos em consignação, estando ciente de que a inobservância, por qualquer agência de viagem, dos padrões instituídos para comercialização dos bilhetes aéreos, importa em sério risco para o mercado da aviação, por isso que se compromete a dar ciência a esse Sindicato de qualquer irregularidade ocorrida em suas instalações, não importando que tenha agido com ou sem culpa, com a finalidade de viabilizar a adoção das medidas necessárias a que seja minimizado o risco antes mencionado.
A requerente também declara que tem ciência de que, caso venha a ser constatada a prática de irregularidades, por medida acautelatória, será promovida sua exclusão provisória (1 ano), ou definitiva (reincidência), do cadastro do SNEA.
Por fim, a requerente se compromete a, uma vez instada a promover a devolução dos bilhetes aéreos que lhe foram entregues em consignação, atender, de imediato, o pedido, tendo ciência de que, caso assim não proceda, será definitivamente excluída do cadastro do SNEA.”
- DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA O REGISTRO DA FROTA DE EMPRESAS DE FRETAMENTO E/OU TURISMO PARA TRANSPORTE INTER ESTADUAL E INTERNACIONAL no DNER/ES:
1. Documentos de Constituição da Empresa;
2. Cadastro na EMBRATUR;
OBS. Há uma exigência de mais documentos, sendo desta forma sugere-se entrar em contato com o DNER.
- DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA O REGISTRO DA FROTA DE EMPRESAS DE FRETAMENTO E/OU TURISMO PARA TRANSPORTE INTER MUNICIPAL no DER.
1. Requerimento ao Diretor Geral do DER - Registro de Empresa no DER na modalidade de Fretamento e/ou Turismo;
2. Instrumento constitutivo da empresa, arquivado em Junta Comercial, do qual conste como um dos fins sociais a exploração de serviços de transporte coletivo de passageiros;
3. Comprovação de capital registrado, em UFIR’ S;
4. Comprovação de integralização mínima de 69,73% do capital registrado;
5. Inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes (CGC) do Ministério da Fazenda;
6. Inscrição Estadual/ Municipal/ Alvará;
7. Documento de identidade e prova de regularidade quanto à legislação eleitoral e militar dos titulares, diretores ou sócios gerentes, conforme o caso;
8. Declaração dos titulares, diretores ou sócios gerentes, sob as penas da lei, de não terem sido definitivamente
condenados a pena que vede, ainda que de modo temporário, o acesso a funções ou cargos públicos;
9. Relação, especificação e prova de propriedade do(s) veículo(s) componente(s) da frota (inclusive IPVA e
seguro obrigatório);
10. Inventário, com descrição pormenorizada das instalações e do aparelhamento técnico, adequado e disponível para a realização dos serviços;
11. Relação das equipes técnicas e administrativas da empresa;
12. Prova de disponibilidade permanente de escritório, garagem e oficina própria ou arrendadas para atendimento dos serviços de manutenção, estacionamento e circulação da frota;
13. Prova de regularidade com as exigências da legislação fiscal (certidões negativas de débito para com as Fazendas Federal, Estadual e Municipal), trabalhista (FGTS) e previdenciária (INSS);
14. Certidões negativas de protestos de títulos e documentos, emitidas pelos cartórios respectivos da Comarca da sede da empresa e das filiais no Estado do Espírito Santo, caso a sede esteja situada em outro Estado;
OBS. Para maiores informações no DER.
Entidades
BRAZTOA – Associação Brasileira das Operadoras de Turismo
Rua Marconi, 34, 1º andar – Centro - São Paulo – (SP)
01047-000
Tel.(11) 259 9500
EMBRATUR - Instituto Brasileiro de Turismo
Setor Comercial Norte, Quadra 2, Bloco G – Brasília - (DF)
70712-907
Tel. (61) 429 7777
ABAV - Associação Brasileira das Agências de Viagens
Bibliografia
BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Calendário brasileiro de exposições e feiras - 1996. 175p.
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Como montar agência de viagens. 3.ed. Brasília, 1996. 30p. (Série Oportunidades de Negócios).
SEBRAE/SP. Turismo: o que você precisa saber para investir no setor. São Paulo, 1996. 38 p.
INSTITUTO FRANCHISING. Guia de oportunidades: 968 franquias para você escolher. São Paulo. 1996. 100p.
PEQUENAS EMPRESAS GRANDES NEGÓCIOS. Guia do empreendedor: como fazer. Globo, V. 4, n. 4, jun. 1994. Número especial.
IKEDA, Ana Akemi. O marketing em empresas de pequeno porte e o setor de serviços: um estudo em agências de viagens. Brasília: SEBRAE, 1995. 276p.
MIRANDA, Renato. Marketing turístico orientado para agências de viagens. Vitória, 1994. 15p.
SEBRAE/ES. Como abrir sua empresa. Vitória, 1996. 51p.
PEREIRA, Heitor José. Criando seu próprio negócio: como desenvolver o potencial empreendedor./coordenação de Heitor José Pereira e Silvio Aparecido dos Santos.
Brasília: SEBRAE, 1995. 316p.
SANTANA, João. Como entender o mundo dos negócios: qualidades do empreendedor, a empresa, o mercado. Brasília: SEBRAE, 1993. 64p. (Série O empreendedor, 1)
SANTANA, João. Como planejar sua empresa: roteiro para o plano de negócios. Brasília: SEBRAE, 1993. 68 p. (Série O empreendedor, 2).
SANTANA, João. Como abrir e administrar sua empresa: registro da firma, registro da marca, organização do negócio. Brasília: SEBRAE, 1993. 72p. (Série O empreendedor, 3).
COMO FAZER. Guia do Empreendedor. Pequenas Empresas Grandes Negócios. mai.1995. nº 7. p. 36
Adapatações: SEBRAE/ES
O Estado de São Paulo – Painel de Negócios – “Turismo começa a explora a WEB” - 04/07/2000
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Churrascaria
Ficha técnica
Setor da Economia: Terciário
Ramo de Atividade: Churrascaria
Tipo de Negócio: Restaurante especializado em churrasco
Apresentação
Uma churrascaria moderna trabalha, hoje, com pelo menos dez variedades de carnes, além do serviço de acompanhamento do churrasco e de mercadorias como bebidas.
A importância do churrasco na sociedade brasileira pode ser comprovada também nos restaurantes comuns. A churrascaria tornou-se uma opção para almoços rápidos, reuniões familiares ou de pessoas que trabalham na mesma empresa.
Quando se fala em churrasco, fala-se também de uma variedade que pode passar de vinte tipos de carnes. Há ainda um bufê que, em alguns casos, pode oferecer mais de 30 tipos de saladas e acompanhamentos.
Mercado
O Brasil é o campeão mundial de produção de carne. O rebanho brasileiro tem 165 milhões de cabeças e só perde para o da Índia, com 245 milhões. Npo entanto, é do Brasil o maior rebanho comercial do mundo. O consumo "per capita" de carne no país é um dos dez maiores do mundo. São 34,5 quilos por ano. A análise desses dados nos remete à seguinte conclusão: no Brasil, vender carne para churrasco é um excelente negócio.
Estrutura
Deve contar com uma área de aproximadamente de 200 metros quadrados, distribuída em três ambientes distintos: atendimento (mesas), apoio (serviços) e armazenagem.
Equipamentos
Os equipamentos básicos são:
- Mesas e cadeiras
- Churrasqueiras a gás ou carvão
- Freezer’s com capacidade de 600 litros
- Geladeiras
- Fogões industriais
- Materiais diversos de cozinha (talheres, equipamentos em geral como liquidificadores e processadores)
- Chopeiras
Investimentos
Varia de acordo com a estrutura do empreendimento. Exige, em média, um aporte inicial de R$ 200 mil.
Mão-de obra
Como em qualquer outro ramo de negócio, a qualidade da mão-de-obra é fundamental para o sucesso de uma churrascaria. Churrasqueiros, cozinheiros, nutricionistas e gerentes precisam estar atentos à questão da qualidade dos produtos e serviços oferecidos. Garçons, recepcionistas, manobristas, músicos etc. devem ser treinados para atender bem. Afinal, são são eles que dão calor humano à churrascaria e fazem com que a carne fique ainda mais saborosa.
Localização
Uma boa localização é fundamental para o sucesso de uma churrascaria. Não é indicado um ponto comercial que recebe diretamente o sol da tarde, pois o ambiente torna-se desconfortável.
Matéria-prima
Levantar os fornecedores das matérias-primas é um dos pontos de partida para o sucesso do negócio. A carne, ingrediente básico, deve ser comprada dos melhores fornecedores nacionais e até internacionais.
Os perecíveis, legumes, verduras, frutas etc. podem ser comprados em atacadistas e devem ser adquiridos diariamente. A qualidade dos ingredientes utilizados define o resultado final do produto.
Início
Para o começo do empreendimento, deve-se ter um cardápio limitado a 10 tipos de carnes e um bufê de frios e saladas. As melhores bebidas para acompanhar um churrasco são refrigerantes e o chope. Mas é importante ter à disposição do cliente uma carta com dez tipos de vinho, uísque nacional e estrangeiro (12 anos), além de licores digestivos.
Segredos
O segredo deste tipo de empreendimento é a preocupação com o cliente. Outra dica importante é cuidar da higiene do local. É importante comprar apenas carne que passe por inspeção sanitária e produtos de primeira qualidade, além de ter bons nutricionistas e um excelente processo de congelamento.
Legislação específica
Para abrir uma churrascaria é importante tomar providências como:
- Registro na Junta Comercial
- Registro na Secretaria da Receita Federal
- Registro na Secretaria da Fazenda
- Registro na Prefeitura do Município
- Registro no INSS (quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – procurar Receita Federal)
- Registro no Sindicato Patronal
O candidato a empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações referentes às instalações físicas da empresa e ao Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
Este empreendimento está submetido a uma rigorosa legislação de controle sanitário. As principais exigências referem-se às instalações, condições de manipulação e de armazenamento de produtos. Toda a carne deve ser previamente inspecionada pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). As carnes congeladas e embaladas devem ter etiquetas de origem, tipo de corte, data de embalagem e prazo de validade.
Para mais informações consultar a Anvisa.
Entidades
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
SEPN 515, Bloco B - Edifício Ômega - Brasília - (DF)
70.770-502
Tel. (61) 448 1326 / 1327 / 1303 / 1321
Bibliografia
SEBRAE/NA. Churrascaria, Ed. Sebrae: Brasília, 1997, 76p
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Confecção de bichos de pelúcia
Ficha técnica
Setor da Economia: indústria
Tipo de Negócio: fabricação de bichos de pelúcia
Nº funcionários : 01 recortando e montando e 1 ajudante.
Área : 100 m² (Fábrica e Estoque)
Investimento em instalações e equipamentos: R$ 22 mil.
Apresentação de negócios
Quem nunca ganhou, quis ganhar ou já deu algum bicho de pelúcia? A resposta serve como estímulo ao empreendedor. Mas nesta atividade, diversificação é a palavra-chave para faturar. Para isso, é fundamental contar com a criatividade e alguns conhecimentos de técnicas de desenho. A idéia principal é criar modelos que escapem do lugar comum.
Temporada
Aproveitar datas especiais para calcular a produção e comercializá-la são pontos vitais. Programar uma agenda de lançamentos conforme as diversas festas e datas comemorativas do ano é uma sugestão a ser considerada. Por exemplo, no Dia dos Namorados, aposte nos ursinhos. Mas se o seu público-alvo é o adolescente, invista na novidade dos bonecos malcriados: os "meanies" . Coleção de criaturas que usa a repelência como atrativo – algo na linha "os nojentos também amam".
Quem compra
Os bichos devem ser destinados a lojas de produtos infantis de pequeno porte e bazares.
Produzindo
As fases de produção dos bichos envolvem desde a criação até o acabamento, passando por corte costura e enchimento das peças. A confecção de bichos de pelúcia é muito semelhante à confecção de roupas, utilizando as mesmas máquinas de costura e de corte. Nessa hora, a experiência na área de confecção caracteriza um diferencial no gerenciamento eficiente do negócio. Fabricados com tecido próprio (pelúcia), os bichinhos tomam forma a partir de costuras definidas conforme o desenho do produto. Recheá-los é um trabalho para as máquinas "enchedeiras" devidamente adaptadas e ajustadas conforme o perfil do boneco. A matéria-prima utilizada para se encher os bonecos, podem ser sobras de materiais não tóxicos.
Os bichos de pelúcia são confeccionados de forma bem manual. Os moldes para a confecção deste podem ser escolhidos inspirados em desenhos de papéis de presentes, cartões, fotografias, filmes, etc.
Equipamentos
Máquinas de costura e corte industriais, bancada, prateleira, materiais diversos, linha telefônica e veículo utilitários
Etapas da confecção
1. Copie os moldes na cartolina e corte. Coloque-os sobre a pelúcia e corte as peças que compõem a parte da frente do bicho;
2. Faça o mesmo para obter as peças da parte de trás;
3. Comece pelas orelhas. Costure sempre pelo lado avesso. Costure as duas partes de cada orelha, direito sobre direito. Deixe o lado reto sem costurar. Desvire para o lado certo;
4. Coloque a lateral do rosto sobre a orelha, direito sobre direito, e costure. Repita o mesmo processo para o outro lado;
5. Pelo avesso, costure a mancha entre as duas peças;
6. Costure o focinho abaixo da mancha entre as duas laterais do rosto. Mesmo depois de costurado em toda a volta, o focinho ficará com uma abertura. Costure essa abertura, unindo as duas pontas;
7. Emende as duas peças que compõem a parte de trás da cabeça, direito sobre direito, costurando pelo lado reto;
8. Una a parte da frente com a de trás da cabeça, direito sobre direito, costurando em toda a volta. Deixe aberta, sem costurar, apenas a parte reta;
9. Desvire pela abertura e encha com plumante;
10. Una as duas partes de cada braço, costure, direito sobre direito, em toda a volta, deixando uma abertura na parte reta;
11. Desvire pela abertura e encha com plumante. Costure a parte aberta com pontos feitos à mão;
12. Costure as duas extremidades (lado menor) da pata;
13. Centralize o solado do pé na parte reta da peça, direito sobre direito;
14. Costure em toda a volta;
15. Costure os braços nas aberturas indicadas na parte da frente do urso;
16. Prenda as patas nas aberturas inferiores da parte da frente do urso e encha as patas com plumante;
17. Una a parte de trás com a da frente do urso pelo avesso, deixando apenas uma abertura na parte de cima, por onde será colocado o plumante e onde será presa a cabeça;
18. Desvire, coloque o plumante e costure a cabeça no corpo com pontos invisíveis feitos à mão;
19. Nos olhos, enfie a agulha com linha preta grossa e dê um ponto apertado, passando internamente até a parte de baixo do focinho. Volte e arremate com um nó, aprofundando o local dos olhos;
20. Borde o focinho com a mesma linha, formando um triângulo;
21. Se guindo a linha da costura do focinho, vá bordando com o fio preto e faça o desenho da boca com sorriso;
22. Borde as garras com fio duplo, fazendo essas marcas por três vezes em cada pata;
23. Cole os olhos com cola quente ou use olhos com trava, se o urso for para crianças com menos de 3 anos;
24. Faça um laço e cole-o com cola quente, em cima da costura da cabeça com o corpo e está pronto um urso de pelúcia.
Material
Para confeccionar um ursinho, você vai precisar de:
- 1/2 metro de pelúcia de pêlo curto ou médio; 600g de plumante para enchimento; olhinhos próprios para bichinhos tamanho médio; linha para bordar cor preta; 1 meada de linha de crochê preta; 2 folhas de cartolina para o molde;1/2 metro de fita de cetim para o laço; cola quente; acessórios de costura (inclusive a máquina de costura).
Preços
Uma arara-azul de pelúcia custa, em média, R$ 19. Na natureza, hoje, não existem mais que 130 exemplares do animal nativo da Bahia, segundo o Ibama. O bichinho mais caro é o muriqui, considerado o maior macaco das Américas. Custa cerca de R$ 39 e mede cerca de 25 cm. In natura, ele não chega a ser um King Kong, mas atinge cerca de 70 cm e pesa 15 quilos, metade de um chimpanzé. O tamanduá-bandeira é o bicho mais acessível ao bolso. Em sua versão menor, custa por volta de R$ 8.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
- Registro na Junta Comercial, (exceto para as empresas prestadoras de serviço, que serão registradas no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas);
- Registro na Secretária da Receita Federal (somente para as pessoas jurídicas - CNPJ);
- Registro na Secretária da Fazenda (exceto para as empresas prestadoras de serviços);
- Registro na Prefeitura do Município;
- Matrícula no INSS:
* Para as pessoas jurídicas já cadastradas no CNPJ, o registro da matrícula no INSS é simultâneo;
* Para as demais, é necessário a solicitação da matrícula, inclusive obra de construção civil, no prazo de trinta dias, contados do ínicio de suas atividades.
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
IMPORTANTE: Todos os brinquedos infantis devem cumprir normas técnicas específicas, relacionadas na NBR 11.786 – Segurança de Brinquedos, de maio/96 da ABNT e devem estar em conformidade com as exigências do INMETRO.
Entidades
ABRINQ - Associação Brasileira dos fabricantes de brinquedos.
Av. Pedroso de Moraes, 2219/Pinheiros/SP/05419001
Tels: (11) 3816-3644 / Fax: (11) 3031-0226
FUNDAÇÃO ABRINQ
R.Lisboa, 224 - São Paulo/SP/05413-000
Telefax: (11) 3081-0699
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Confecção de uniformes
Ficha técnica
Setor da Economia: Secundário
Ramo de Atividade: Indústria
Tipo de Negócio: Confecção de Uniformes Profissionais
Produtos ofertados/Produzidos: uniformes de vigilantes, jalecos, aventais, macacões etc.
Apresentação
Foi-se o tempo em que usar uniformes era constrangedor. Por causa do aspecto rústico dos materiais utilizados na confecção e pelo caimento imperfeito, vestir uniforme era a última alternativa. Hoje, as roupas profissionais ganharam sofisticação e status de moda, graças a novos desenhos, modelagens, cores e tecidos. Além disso, conforme estudiosos, o uniforme impressiona o cliente.
Mercado
O aperfeiçoamento dos materiais, aliado a uma mudança na mentalidade do empresariado que percebeu a importância da imagem interna e externa da empresa, colaborou para a ampliação do mercado e viabilizou a criação de produtos específicos para vários segmentos da indústria, comércio e serviços. A tendência do setor é de crescimento, impulsionado principalmente pelos elevados preços dos artigos de vestuário, o que estimula a adoção de uniformes.
Localização
A confecção deve ser instalada próxima aos fornecedores e de fácil acesso para os clientes.
Estrutura
A estrutura básica é composta de um salão de produção, depósito (matérias-primas e peças acabadas) e escritório.
Equipamentos
Os equipamentos básicos para abrir uma fábrica de roupas profissionais são:
- Overloques
- Interloque (para fechamento da peça)
- Retas (para acabamento)
- Caseadeiras
- Máquinas para pregar botões e de corte etc.
- Móveis e utensílios de escritório (computadores, fax, mesas, cadeiras etc.)
Investimento
Varia de acordo com a estrutura da empreendimento. Em média, necessita-se de um aporte em torno de R$70 mil.
Pessoal
Varia de acordo com a estrutura do empreendimento. Necessita de modelistas, costureiras, recepcionistas, vendedores etc. Pode haver terceirização.
Clientes
Os principais clientes das confecções de uniformes profissionais são condomínios, bancos, empresas de segurança, indústrias e empresas prestadoras de serviços nas mais diversas áreas. Hospitais e empresas alimentícias em que o uso do uniforme é obrigatório formam significativos nichos de mercado.
Produto
A idéia é que o empresário da confecção venda um conceito novo de uniforme, baseado na personalização, mas que deverá estar de acordo com a atividade do cliente.
Bastante confortáveis, os materiais algodão com poliéster, gabardine, crepe, acetato com viscose, poliéster com lã e micro fibra oferecem também melhor caimento.
A qualidade do tecido determina a durabilidade da roupa. Por isso, segundo os empresários, não compensa usar materiais de segunda linha, que desbotam muito ou encolhem na primeira lavada. Se forem observados esses cuidados, o objetivo principal de confeccionar uma roupa que não pareça uniforme será atingido.
Linha de produtos
- Kits femininos: blazers, saias, calças, blusas, vestidos, aventais, echarpes e laços
- Kits masculinos: blazers, calças, camisas e gravatas
Processo
A atividade da confecção engloba, basicamente, as seguintes etapas:
- Modelagem
- Corte
- Costura
- Aviamento
- Acabamento
- Controle de qualidade
- Embalagem
Alternativas de produção
A terceirização é um ponto controverso entre os fabricantes de roupas profissionais. Para alguns, ela prejudica a qualidade. Para outros, dá agilidade ao processo produtivo. Nesses casos, as peças são cortadas na fábrica e então enviadas para a oficina terceirizada, que efetua as “costuras gerais”. Na fase de acabamento, voltam para a fábrica, onde será finalizado o processo. Detalhes como bordados especiais também podem feitos fora.
A vantagens observada pelos empresários adeptos da terceirização é a facilidade de administrar o negócio. Mas o processo exige atenção redobrada com a qualidade, que resulta de dois fatores: observação da produção e treinamentos constantes.
Outros empresários preferem não aderir à terceirização com o argumento de que a perda de qualidade é inevitável.
Matéria-prima
Aconselha-se que seja realizada uma escolha cuidadosa dos tecidos, pois existem materiais alternativos que não oferecem qualidade. Nesses casos, mesmo com preços mais altos, é melhor adquirir um brim de boa procedência, mais durável, que dará ao produto final melhor qualidade. A empresa só tem a ganhar em credibilidade quando oferece produtos de mais qualidade.
Período de criação
Nas indústrias, as renovações nos desenhos ocorrem em prazos médios de um ano. Nas companhias aéreas o prazo pode chegar a oito anos, conforme a estratégia de marketing e o investimento na criação da roupa. Atualmente, o desenvolvimento dos modelos inclui projetos assinados por estilistas famosos. Isso levou as confecções especializadas a aumentar a quantidade de modelos e de tecidos utilizados, indo do algodão com poliéster à microfibra.
Por que é bom usar?
A padronização da roupa é vantajosa porque transmite impressões como organização, seriedade e competência, além de determinar aumentos visíveis na produtividade e na qualidade. É uma demonstração clara de que o fornecimento de uniformes é um benefício proporcionado pela empresa.
Lembretes
- Se o empreendedor pretende atuar nesse segmento e se diferenciar da concorrência, ele deverá, logo de início, especializar-se em roupas profissionais de uso específico ou optar pela venda só no atacado ou só no varejo
- Nunca se deve recusar pedidos
- Para iniciar o negócio são imprescindíveis noções comerciais, mercadológicas, produtos (tecidos e aviamentos) e modelagem
- O empresário deve tomar a iniciativa de visitar empresas
Legislação específica
Para a abertura do empreendimento, é necessário tomar providências como:
- Registro na Junta Comercial
- Registro na Secretária da Receita Federal
- Registro na Secretária da Fazenda
- Registro na Prefeitura do Município
- Registro no INSS (somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
- Registro no Sindicato Patronal
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações relativas às instalações físicas da empresa e ao Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
Eventos
FENATEC – Feira Internacional de tecelagem
Local: Expo Center / Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi - São Paulo - (SP)
FEIMACO – Feira Internacional de Máquinas e Componentes para a Indústria de Confecção
Local: Expo Center - São Paulo - (SP)
OBS: Feiras anuais.
Entidades
ABIT - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção
Rua Marques de Itu, 968 - Vl. Buarque - São Paulo – (SP)
01223-000
Tel. (11) 3666 0101
SENAI/ES – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
Bibliografia
UNIFORMES PROFISSIONAIS. Guia do Empreededor. Boas Idéias. Pequenas Empresas Grandes Negócios. set.1996. nº 10. p. 102. Adaptação: SEBRAE/ES.
Folha de São Paulo, de 18/04/1999. "Empresa lucra com uniformes"
SEBRAE/SP. Confecção de uniformes profissionais. São Paulo: Sebrae/SP, 1995. 36p.
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Escola de informática
Ficha ténica
Setor da Economia: Serviço
Ramo de Atividade: Ensino e treinamento
Tipo de Negócio: Curso de informática
Histórico
A abertura de mercado e a expansão comercial impostas pela globalização aceleraram o uso da tecnologia da informação. A conseqüência desses movimentos foi a expansão do uso de computadores em domicílios ou empresas. O resultado foi a crescente necessidade de conhecer e aperfeiçoar as formas de utilização dos equipamentos (hardwares) e programas (softwares).
Mercado
O mercado é bastante promissor e está em expansão. O empreendedor deve observar as deficiências das escolas atuantes para poder atrair os clientes. Existem dois nichos principais para cursos de informática:
- Cursos básicos: indicados para aqueles que necessitam das primeiras noções referentes aos aplicativos mais usados
- Cursos especializados: indicados para o público que já possui conhecimento dos aplicativos básicos e necessitam se aperfeiçoar na utilização de softwares mais específicos e sofisticados
Os cursos básicos sofrem maior concorrência, já que são oferecidos por praticamente todas as escolas. O que fará o diferencial nesse caso será a localização e o preço. No caso dos cursos específicos, o público é bem definido e o diferencial está concentrado na qualidade do curso.
O leque de cursos oferecidos deverá ser bastante amplo, com linguagens mais avançadas e com as versões mais recentes dos softwares. A leitura de algumas revistas especializadas em informática poderá ajudar a definir o segmento de atuação (Exame Informática, Byte, PC Magazine, CAD Design e Publisher).
Localização
Uma escola deve estar localizada, preferencialmente, num local de fácil acesso com estacionamento e segurança.
Estrutura
Estima-se ser necessário uma área de 300 metros quadrados. Essa área poderá variar de acordo com a disponibilidade financeira do empreendedor e também conforme a dimensão do empreendimento.
Os ambientes devem ser divididos em salas de aula, um escritório, uma recepção e banheiros (masculino e feminino). As salas devem ser confortáveis, com boa iluminação e ausência de ruídos. O empreendedor deverá fazer adaptações nas instalações elétricas de modo a proporcionar a perfeita adequação aos equipamentos de informática.
Equipamentos
Os equipamentos básicos são
- Móveis e materiais de escritório
- Telefones, aparelho de fax, computadores, impressoras, além de softwares adequados aos cursos
Outros equipamentos podem ser dispostos de acordo com o curso que a escola se propõe a oferecer
Investimento
A estimativa de investimento inicial é de R$ 80 mil.
Pessoal
Varia de acordo com a estrutura do empreendimento. O quadro funcional necessita de:
- Recepcionistas
- Técnico em informática para cuidar da manutenção dos equipamentos
- Instrutores que irão ministrar os cursos
Cabe ao empreendedor a parte administrativa e a coordenação pedagógica e técnica.
Programa de funcionamento
Através da combinação de três salas de aula, três turnos diários, durante seis dias na semana, pode-se montar 54 turmas com dez alunos.
Propaganda
A melhor forma de divulgação ainda é a "boca-a-boca" e a melhor maneira de diferenciação é fazer o trabalho com absoluta seriedade.
Lembrete
Alguns fatores devem ser lembrados para proporcionar o sucesso do empreendimento, tais como:
- É essencial que o empreendedor detenha um amplo conhecimento de informática ou que esteja disposto a contratar um profissional da área com esses conhecimentos
- Segundo um empresário do ramo, “o grande segredo do negócio é o investimento em equipamentos e a atualização dos cursos de informática”.
– Fazer parcerias com empresas, escolas, órgãos públicos e etc., inclusive ministrando os cursos nas próprias entidades
Legislação Específica
Para abrir o empreendimento é necessário tomar providências como:
- Registro na Junta Comercial
- Registro na Secretária da Fazenda
- Registro na Prefeitura do Município
- Registro no INSS
- Registro no Sindicato Patronal
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar sua Escola de Informática para obter informações relativas às instalações físicas da empresa e ao Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
Outro fator importante é o conhecimento de algumas legislações deste setor:
- Lei de Programa de computador n. 9.609/98. Promulgada em 19/02/98, substitui a Lei 7646/87, entrou em vigor na data de sua publicação, dando liberdade de produção e comercialização de softwares de fabricação nacional ou estrangeira.
- Lei de direitos autorais n. 9.610/98. Substitui a Lei 5988/73, entra em vigor 120 dias após sua publicação; foi promulgada em 19 de fevereiro de 1998. Assegurou a integral proteção dos direitos dos seus autores e estabeleceu penas rigorosas a quem viole esses direitos. Assim, piratear programas de computador se tornou crime, passível de pena de seis meses a dois anos de prisão.
- Lei de Informática nº 10.176/2001. Altera a Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991, a Lei no 8.387, de 30 de dezembro de 1991, e o Decreto-Lei no 288, de 28 de fevereiro de 1967, dispondo sobre a capacitação e competitividade do setor de tecnologia da informação.
Observações importantes:
- Comete crime o comerciante que importar, expor ou manter em estoque programas estrangeiros que não tenham sido registrados na SEPIN - Secretaria de Política de Informática e Automação, órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Para eles, a lei prevê pena de detenção de até quatro anos, além de multa.
- Certifique-se de que os produtos e equipamentos importados adquiridos pelo empreendimento entraram no país legalmente. Caso contrário, o empreendedor pode ser enquadrado como cúmplice em crime de contrabando.
- O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), autarquia federal vinculada ao Ministério da Indústria, Comércio e Turismo é o órgão responsável pelos registros dos programas de computador. Para que possa garantir a exclusividade na produção uso e comercialização de um programa de computador, o interessado deve comprovar a autoria do mesmo. Por isso, é fundamental o registro no INPI.
Entidades
ASSESPRO - Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia de Informação
Av. Treze de Maio, 33 - Bl A - Sl.509 - Centro - Rio de Janeiro - (RJ)
20031-000
Tel. (21) 532 5267
ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1713 - 3º andar – cj.33/34 – São Paulo - (SP)
01452-001
Tel. (11) 3816 1185
Ministério da Ciência e Tecnologia
Esplanada Dos Ministérios - Bloco "E" - Brasília - (DF)
70067-900
Tel. (61) 317 7500
Bibliografia
Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios - abril/1999
Como Montar um Curso de Informática – SEBRAE/SP - 1996
SEBRAE/BR. Escola de Informática. Brasília, 1996, 27p.
SEBRAE/AM. Escola de Informática. Manaus,1995, 42p.
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Estúdio fotográfico
Ficha técnica
Tipo de Negócio: Serviços fotográficos
Setor da Economia: Terciário
Ramo de Atividade: Prestação de serviço
Produtos e Serviços: Produção de fotos, books, composite etc.
Apresentação
Existem várias opções para montar um estúdio fotográfico. Elas dependem do tipo de fotografia que se pretende executar, que podem ir desde as mais simples fotos de identificação e portrait, até produtos específicos para publicidade, portanto de maior porte.
O fotográfo
Transformar uma idéia em imagem fotográfica requer não só sofisticado conhecimento técnico, mas também talento, cultura, sensibilidade, constante atualização profissional, além de eficiência administrativa para desenvolver e organizar o seu trabalho.
Para desempenhar suas funções, além de todas as características pessoais, o fotógrafo, na maioria dos casos, precisa dispor de uma estrutura complexa, que envolve instalações, equipamentos e pessoal especializado.
Opções
Uma opção pode ser o uso de cabine para fotografia de identificação, exclusiva para documentos e lembranças, registrando até meio-corpo da pessoa fotografada. Esse tipo de cabine já vem com iluminação de flashes calibrada e embutida, pronta para uso. As medidas da cabine de fabricação nacional são de 80 cm de largura e 2,5 m de comprimento, e o seu preço médio é de R$1 mil.
Outra opção pode ser a montagem de um estúdio pequeno e simples, ocupando um espaço mínimo de 2,5 m de largura por 4 m de comprimento, que permite fotografias de corpo inteiro. Para isso, é preciso ter dois flashes compactos de 160W/seg reais (guia número 40, ISO 100).
Equipamentos específicos
No caso de pretender fazer qualquer tipo de fotografia, tanto de pessoas como de produtos, o espaço mínimo necessário é de 4 m x 6 m, com altura de 2,80 m. Basta adquirir três flashes de 400W/seg reais (guia número 80, ISO 100) ou um gerador de 1.200W/seg reais (guia número 134, ISO 100) com três ou quatro tochas.
A câmara fotográfica mais utilizada em estúdio é para formato 120. Porém, é possível substituí-la por uma 135, dependendo do tipo de fotografia.
Na montagem de um estúdio, é necessário estabelecer área de foto, fundo infinito, laboratório, cozinha, oficina, contra-regra e área administrativa. Precisará, ainda, dispor de acessórios como sombrinhas, soft, tripés, girafa, refletor etc.
Área física
O espaço do estúdio depende das possibilidades financeira do empreendedor. Quanto maior a área, mais facilidades terá o fotógrafo em executar seu trabalho. No entanto, é preciso considerar as despesas de manutenção do negócio. Para iniciar o negócio, uma área em torno de 40m2 é considerada satisfatória.
Investimento
O valor investido em equipamentos (02 máquinas 35 mm, 01 máquina de médio formato, 02 flashes de reportagem, 02 flashes compactos, tripés, objetivas, fundo infinito) e instalações (computador, fax, telefone celular, estúdio de 40 m²) gira em torno de R$ 17 mil. Importante: este valor é estimado apenas para montagem de um estúdio.
Mercado
A gama de serviços diferentes que o futuro empreendedor poderá encontrar pela frente, dentro da área de fotografia, é imensa. Pode ser um simples ponto de coleta de filmes, um laboratório convencional, uma empresa de fotografia técnica ou de produção de "books" fotográficos. Qualquer que seja a escolha, sensibilidade, criatividade e profundos conhecimentos de fotografia são itens indispensáveis.
Localidade
Independentemente do tipo de serviço, o importante é observar alguns pré-requisitos para que o negócio tenha chances de ser bem-sucedido.
Na escolha do ponto, o ideal é dar preferência a ruas movimentadas, com facilidade de estacionamento, próximas a escolas e estabelecimentos comerciais. Também é preciso saber se o mercado local não está saturado.
Protocolo de entrega
As atividades burocráticas nem sempre são agradáveis. Porém, em determinados casos elas são necessárias e muito eficazes. Enviar um trabalho (fotos) à agência/cliente merece um pouco mais de atenção. As fotos são bens de propriedade do fotógrafo, que estão sendo passadas a outras mãos e exigem um documento que comprove a entrega e a recepção. A experiência de ter uma foto perdida ou danificada, sem que alguém seja responsabilizado por isso, pode ser evitada se forem gastos cinco minutos na elaboração de um protocolo.
Estúdio acoplado a loja de produtos fotográficos
Ao optar por um "minilab" (pequeno ponto comercial que efetua revelação e cópias em uma hora) ou por uma loja com laboratório convencional, o ideal é dividir o espaço em duas áreas: laboratório e atendimento.
Na loja, são fundamentais as estantes e um balcão, que servirá para separar a área de circulação dos clientes da área de estocagem das mercadorias.
No laboratório convencional serão necessários um ampliador, um processador de filmes e bacias para produtos fotográficos. Já no caso do "minilab", os equipamentos não custam menos de R$ 60 mil.
A revelação de fotografias é a atividade mais lucrativa de uma loja de produtos fotográficos. Se o empreendedor não quiser investir em equipamentos próprios de revelação e ampliação, precisa contar com um laboratório de confiança, que garanta qualidade e prazos dos serviços.
O dono não precisa ser fotógrafo, mas deve ter noções sobre qualidade e tipos de filmes e máquinas para poder aconselhar os clientes, especialmente porque o bom atendimento ao público é um dos fatores fundamentais de sucesso nesse ramo.
Além de vender filmes e máquinas, pode-se aumentar a variedade de produtos, oferecendo fitas cassete e de vídeo, disquetes etc.
Pré-requisito
- Conhecimento do ramo
- Atendimento personalizado
- Cumprimento dos prazos de entrega
- Qualidade dos serviços
- Instalação do negócio em grande densidade populacional
Legislação Específica
Para a abertura do empreendimento, é necessário tomar as seguintes providências:
- Registro na Junta Comercial
- Registro na Secretaria da Receita Federal
- Registro na Secretaria da Fazenda
- Registro na Prefeitura do Município
- Registro no Sindicato Patronal
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar o seu estúdio para obter informações referentes às instalações físicas da empresa e ao Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990), e o Código Sanitário (especificações legais sobre a condições físicas).
Bibliografia
. ESTÚDIO FOTOGRÁFICO.PEGN, Nº 68, Set./94, p.18.
. PRODUTOS FOTOGRÁFICOS.PEGN, Nº 78, Julho/95, p.58.
. Lista Telefônica do ES.
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Fábrica de bonés
Ficha técnica
Setor da economia: Secundário
Tipo do negócio: Confecção de bonés
Produtos: Bonés bordados e serigrafados
Capita de giro: R$ 10.000
Risco: médio
Apresentação
O boné é uma peça de amplo uso por pessoas de todas as idades. Mas tem muita aceitação entre o público infanto-juvenil, principalmente adolescentesque praticam esportes. Também é utilizado como hábito puro e simples da população preponderantemente masculina ou ainda como protetor contra a incidência direta dos raios solares sobre a cabeça.
Mercado
A pequena peça tem mercado promissor, principalmente quando a venda estiver associada a de um souvenir de caráter turístico.
Outra área onde a confecção de bonés tornou-se promissora foi a de brindes promocionais, devido ao preço acessível e por ser uma mídia extremamente eficaz na divulgação de logomarcas.
No entanto, é mais difícil entrar no segmento promocional, pois exige investimentos em publicidade, marketing e promoção. Em contrapartida, é o que apresenta maior liquidez, já que são grandes as quantidades e curtos os prazos de pagamento, ao contrário do lojista que tem pouco capital de giro.
Processo produtivo
- Aquisição de matéria-prima e estocagem: os tecidos e aviamentos serão adquiridos pelos fornecedores, estocados e retidos quando o processo de remessa para dublagem for iniciado.
- Dublagem: trata-se da colagem do tecido à esponja. O prazo de retorno chega a oito dias, constituindo-se numa das dificuldades enfrentadas pelos confeccionadores de bonés.
- Criação: a empresa dispõe de desenhista responsável pelo design dos bonés. O design diferencia o produto pelo corte, tecido, formato de abas, jogos de cores, bordados, serigrafia etc.
- Corte: de posse dos tecidos dublados, as costureiras efetuam o corte de acordo com o modelo combinado entre empresa e cliente.
- Serigrafia ou bordado: a empresa deverá dispor de setor serigráfico, onde serão realizados os trabalhos gráficos e de impressão. Quando a escolha do cliente recair sobre bonés bordados, esta parte do trabalho será incumbida a prestadores desse tipo de serviço.
- Costura: após cortadas, as peças são costuradas ficando então concluso o produto final.
- Controle de qualidade: percorrida a etapa anterior, as peças serão entregues à equipe responsável pela qualidade final do produto, sendo devolvida para conserto aquela que porventura apresente defeito.
- Entrega do pedido: o produto final é embalado, lacrado em saco plástico e entregue ao cliente, pessoalmente, ou no local por ele indicado.
Investimento
Estima-se que o investimento em equipamentos e instalações fique em torno de US$ 15 mil. É aconselhável ter um automóvel, um fax e telefone comercial.
Infra-estrutura
A montagem da infra-estrututra de uma fábrica de bonés não apresenta complexidade. É desejável uma área mínima de 150 m² até para acomodação de maquinários e equipamentos (uma máquina de corte industrial, três máquinas de costura reta, uma pespontadeira e uma mesa para corte e estamparia).
Faturamento mensal
Depende do volume de produção e vendas, mas considerando sazonalidades ocasionadas por períodos (ex. Copa do Mundo e eleições) lucrarão aquelas empresas que mantiverem programa de produção para todo o ano, que considere essas e outras sazonalidades.
Estoque
Embora muitos bonés sejam feitos a partir de modelos básicos não se deve manter em estoque grandes quantidades de produtos semi-acabados. Também é arriscado fechar contratos para grandes encomendas, ficando na dependência de poucos clientes.
Mão-de-obra
Deverá contar com pelo menos oito pessoas: o dono, um cortador, cinco ajudantes e um entregador.
Divulgação
O contato direto com os clientes em potencial é a melhor maneira de divulgar o negócio, mas a publicidade em listas telefônicas, telemarketing e internet também devem ser usados.
Manter contato com clientes potenciais como clubes, grêmios e outros pode proporcionar inúmeras oportunidades, principalmente em épocas de eleição e competição.
Marca
Torna-se imprescindível, também, a definição de uma marca, que deverá estar registrada no Instituto de Propriedade Industrial (Inpi) para o lançamento do seu produto no mercado.
Prazo de entrega
As entregas precisam ser programadas conforme as necessidades dos clientes. Uma empresa do ramo adotou uma tática de pontualidade que tem contribuído para conquistar clientes: as entregas nunca passam de quatro dias após a encomenda, qualquer que seja a quantidade pedida. Essa tática exigiu um cuidadoso planejamento no roteiro das entregas para não aumentar as despesas de transporte.
Concorrência
É forte entre os fabricantes, por isso antes de iniciar esta confecção o investidor deve:
- Dominar a tecnologia
- definir a que público será destinada sua produção
- estar atento às inovações tecnológicas, às tendências e variações do mercado (no que diz respeito à mudança do gosto e do comportamento dos consumidores)
- trabalhar com uma boa política mercadológica, associando o seu produto à utilidade (protetor solar) e à imagem de "souvenir" da cidade ou como forma de brinde
- procurar, constantemente, por parcerias com os diversos segmentos empresariais de eventos e de grandes estabelecimentos industriais, comerciais e de serviços
- praticar uma política de preços competitiva
Registro especial
- A primeira condição para uma indústria de bonés funcionar legalmente é registrá-la na Junta Comercial do Estado em que está sendo instalada
- Após registro na Junta, a sua empresa deverá obter o cartão Cadastro Geral de Contribuintes (CGC) na Receita Federal. O CGC é necessário para adquirir o alvará de licença expedido pela prefeitura municipal
Informações mais detalhadas sobre o passo a passo para a legalização de sua empresa, inclusive endereços de entidades para contato são encontradas no manual editado pelo Sebrae-ES intitulado "Como abrir sua empresa."
Eventos
Salão Internacional de Brindes & Presentes
Rua 13 de maio, 717 - Bela Vista - São Paulo - SP
CEP 01327-000
Tel: (011) 253-4134
Feira Internacional da Indústria Têxtil (Fenit)
Feira Internacional de Tecelagem (Fenatec)
Promoção: Alcântara Machado Feiras e Promoções
Bibliografia
SEBRAE/PR/CETIQT. Boné. Curitiba, 1993.
. TELESP. São Paulo: classificada empresa. São Paulo, 1996.
. COPA DO MUNDO, O Estado de São Paulo, Encarte Painel de Negócios, 20/01/98, p.2.
. COMERCIALIZAÇÃO DE BONÉS. Bonés&Cia. Ano 1 - Número 2 Fevereiro/2000, pág. 6 e 7.
. PERFIL DE NEGÓCIO: Indústria de boné. Fortaleza: SEBRAE/CE, 1996.
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Fábrica de tijolos
Ficha Técnica
Setor da Economia: Secundário
Ramo de Atividade: Indústria de tijolo
Tipo de Negócio: Fabricação de tijolos de barro com quatro 4 e seis furos.
Histórico
A necessidade do homem criar espaços em busca de abrigo, remonta à pré-história. Utilizando recursos naturais precisava defender-se dos predadores, dos rigores da natureza e de seus próprios semelhantes. Não demorou a perceber que sua sobrevivência dependia da segurança destes refúgios. Fechar espaços, eis a questão! A arte de construir evoluiu por milhões e milhões de anos.
A utilização dos ligantes na construção se fez necessária pela necessidade em consolidar peças menores, muito mais fáceis de serem encontradas e manuseadas. Com a evolução dos tempos, o homem descobriu diversos materias e produtos para utilizar na construção. Um deles é o tijolo.
Mercado
A demanda por produtos cerâmicos sempre esteve atrelada a políticas relativas ao setor da construção civil. Cabe ao empreendedor avaliar o potencial do mercado regional que pretende atingir com seus produtos.
Deve-se considerar quais são as necessidades deste mercado com relação a qualidade dos produtos, quantidade e preços praticados. O principal ponto a ser estudado é a demanda, suficiente para justificar a implantação desta nova olaria (fábrica de tijolo de barro cozido).
Localização
A cerâmica deverá ser localizada em terreno preferencialmente plano e o mais próximo possível da jazida de argila.
Estrutura
Varia de acordo com a estrutura do empreendimento. Mas é indispensável que haja no local disponibilidade de toda infra-estrutura básica necessária à implantação e operacionalização da indústria, tais como: energia elétrica, telefone, água etc.
Equipamentos
Varia de acordo com a estrutura do empreendimento, já que alguns equipamentos podem ser adquiridos ou não, ou até mesmo ser substituídos por outros mais acessíveis. São eles:
- Caixa de alimentação (onde se faz o deposito das diversas matérias primas)
- Misturador (mistura os tipos de argila)
- Laminador
- Esteira automática
- Maromba
- Caldeira + exaustor (utilizados no processo de secagem artificial)
- Fornos
- Retroescavadeira + caminhão basculante (podem ser terceirizados)
- Móveis e materias de expediente
Mão-de-obra
Varia de acordo com a estrutura do empreendimento, sendo que a mão-de-obra básica deve contar com:
- Auxiliares de produção
- Encarregados de produção
- Encarregado administrativo
- Auxiliar de escritório
Clientes
Os clientes, em geral, serão construtores, pessoas físicas etc.
Matéria prima
Com relação à matéria-prima, a principal variável que influi na decisão de investir ou não no setor é a disponibilidade de jazidas de barro. Duas condições devem ser consideradas:
- A existência de jazida própria por parte do empreendedor
- O direito de lavra fornecido pelo Ministério de Minas e Energia para exploração de jazidas de terceiros
Admitindo-se a primeira hipótese, o ideal será que a jazida encontre-se o mais próximo possível da unidade produtiva, diminuindo custos de transporte etc.
É importante que o futuro empreendedor entre em contato com empresas outras olarias. O objetivo é ter um maior entendimento com relação ao tipo de barro específico para a fabricação deste tipo de tijolo. A partir daí, recomenda-se que ele procure o fornecedor específico (caso não tenha uma jazida própria).
Processo produtivo
No processo produtivo, a argila é extraída por retroescavadeira, que faz o carregamento de um caminhão basculante. O caminhão leva ao depósito (caixa de alimentação), onde se faz a mistura dos tipos de argila.
Da caixa de alimentação, o material é carregado manualmente à transportadora automática, que o conduzirá até o misturador.
No misturador é controlada a umidade, efetuando-se a mistura das argilas. Do misturador, a argila desce por gravidade ao laminador, que tem por objetivo reduzir a argila pastosa em lâminas finas, fazendo-a passar entre dois cilindros de ferro fundido que, além de triturarem por esmagamento todas as pedrinhas ou torrões ainda não desfeitos, produzem mais uma mistura.
O material laminado é transportado por uma esteira automática até a maromba (máquina de fabricar tijolos) a vácuo, onde calcadores/alimentadores forçam-no a passar através das grelhas, fragmentando-o em pequenas porções nas quais se processa a desaeração, reduzindo, ao mínimo, o ar contido ou incluído na massa cerâmica pela ação das misturas e da água agregada.
Caindo no parafuso-sem-fim, a argila é impelida para a frente, passa através da câmara de vácuo e depois através dos orifícios da boquilha, que é o molde dos tijolos.
O bloco de argila extrusada (já em forma), saindo da boquilha, corre sobre os rolos da máquina cortadora e é automaticamente cortado em tamanhos pré-fixados, que correspondem ao comprimento dos tijolos furados.
Os tijolos cortados são classificados fazendo-se retornar à maromba as peças refugadas. As demais peças são transportadas por esteira rolante às estantes de secagem, carregadas manualmente. Nelas, permanecerão para secagem natural por um período médio de 10 dias com tempo bom e aproximadamente 30 dias no caso de tempo frio/úmido. O tempo de secagem pode ser reduzido para aproximadamente 72 horas, se for utilizada secagem artificial (caldeira + exaustores).
Após secagem, as peças são manualmente transportadas até os fornos e empilhadas a fim de que a queima se processe de forma homogênea em todas as peças. Após o cozimento, as peças deverão descansar até que adquiram a temperatura ambiente, sendo, então, encaminhadas para o controle de qualidade e posteriormente para a expedição e consumo.
Lembrete
As empresas que possuírem equipamentos competitivos, quanto à produção/qualidade, juntamente com a disponibilidade de matéria-prima próxima à olaria, terão maiores probabilidades de sucesso neste ramo.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
- Registro na Junta Comercial
- Registro na Secretária da Receita Federal
- Registro na Secretária da Fazenda
- Registro na Prefeitura do Município
- Registro no Sindicato Patronal
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar o seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
A fabricação de tijolos é normalizada segundo a ABNT, conforme a:
NBR 5711 – Tijolo modular de barro cozido.
São muitas as normas para a fabricação e testes deste produto, para maiores informações consultar a ABNT
Entidades
ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas – Regional Leste RJ/ES/BA
Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar/RJ - 20003-900
Tel. (21) 3974-2300
IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S.A.
Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira - SP -
05508-901
Tel.(11)3767-4002/3767-4126/3767-4456/3767-4744
Bibliografia
SEBRAE/PR. Olaria, Curitiba:SEBRAE/PR, 1995, 21p.
SEBRAE/SP. Olaria, SEBRAE/SP, 1994.
CNI/DAMPI. Como Iniciar Uma Indústria de Tijolos, Rio DE Janeiro, 1978
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Farmácia
Ficha técnica
Setor da economia: terciário
Ramo de atividade: comércio
Principais produtos e serviços: medicamentos em geral, compostos químicos, cosméticos, produtos de higiene pessoal etc.
Histórico
Houve época que na pessoa do sacerdote estavam embutidos o médico, o farmacêutico e o psicólogo, dentre outros. Era o início das ciências da saúde. Em 1240, a farmácia foi separada oficialmente da medicina por um edital de Frederico II, imperador da Prússia, que estabeleceu na mesma época um código de ética profissional. Até pouco tempo atrás existiam farmácias com seus profissionais farmacêuticos habilitados, que formavam um vínculo de confiança na relação médico-farmacêutico-paciente. Hoje o que se vê é a separação entre os dois profissionais, fazendo com que se sintam distantes entre si e até mesmo se desconheçam profissionalmente. Como a tendência atual aponta para o retorno ao atendimento personalizado, o que se preconiza é o retorno à figura do sacerdote-médico-farmacêutico-psicólogo. Assim, hoje a farmácia tem por objetivo a promoção da saúde através da personalização da relação de confiança entre médico-farmacêutico-paciente.
Mercado
Depois do Plano Real, com a estabilidade da moeda, muita gente que antes consumia menos medicamentos, passou a cuidar um pouco mais da saúde. Segundo a Abifarma, pelo menos 20 % da população da faixa E passou a consumir mais medicamentos. Stress, hábitos alimentares incorretos, poluição, doenças do trabalho, são problemas que levam cada vez mais gente às farmácias em busca de medicamentos e asssociam-se à abertura da economia brasileira, trazendo como conseqüência um apelo aos produtos importados, fortalecendo um mercado que cresce a ritmo acelerado no Brasil: o das vitaminas e suplementos alimentares. Segundo a Abifarma, existe um enorme potencial de crescimento para produtos farmacêuticos, considerando que o mercado consumidor real no Brasil é de apenas 30 milhões para uma população de 150 milhões, isso porque só entra nesse mercado consumidor quem ganha mais de quatro salários mínimos. E este mercado ainda não está saturado.
Localização
Para abrir uma farmácia, é fundamental a escolha adequada do ponto. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a área de abrangência de atendimento de uma drogaria deve ter pelo menos 10 mil clientes potenciais. Portanto, deve-se pesquisar bem antes de adquirir ou alugar um imóvel e verificar quantas farmácias existem na região a fim de conhecer o tamanho de sua concorrência. Lembre-se que a boa rentabilidade é resultado de uma conjunção de fatores que envolve principalmente o local em que foi instalado o estabelecimento. Locais de grande densidade populacional são ideais, mas não esqueça que existem exigências e restrições à instalação de farmácias e drogarias.
Estrutura
A estrutura básica deve contar com uma área bem arejada e clara, dividida em espaços para o estoque, recepção do cliente e aplicação de injeções etc.
Equipamentos
- Balcões;
- Pratileiras;
- Vitrines;
- Computadores;
- Móveis;
- Materiais e equipamentos hospitalares em geral etc.
Investimentos
Os investimentos variam de acordo com a estrutura a ser montada pelo empreendedor, podendo ficar em torno de R$ 100.000,00.
Mão de obra
O número de funcionários irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento. Para começar, pode-se contar com: dois balconistas, um farmacêutico e o dono, que deve se responsabilizar pela parte administrativa.
De acordo com conselhos regionais de farmácia (CRF), um número considerável de atendentes de drogarias e farmácias não tem sequer o 1º Grau completo e muitos deles chegam até a indicar e vender medicamentos controlados, caracterizando uma situação que assusta e preocupa os conselhos. A Organização Mundial de Saúde estabelece que o ideal é que haja um farmacêutico para cada 10 mil habitantes.
Conhecendo a concorrência
Visitar as drogarias da região onde se pretende montar o negócio, para pesquisar preço, atendimento e tipo de serviço oferecido pela concorrência é muito importante.
Estocagem
Os fiscais da Vigilância Sanitária e do CRF constataram, em todas as farmácias vistoriadas, que os psicotrópicos e entorpecentes estavam estocados em armários abertos, quando é obrigatório que esses medicamentos estejam em armários fechados com chave e somente abertos quando o cliente apresenta o receituário de cor azul. Desta forma o cuidado com a estocagem dos medicamentos é fundamental.
Produtos
Basicamente, os produtos comercializados consistem em medicamentos monitorados, medicamentos liberados, artigos de higiene pessoal, artigos de perfumaria, linha hospitalar, fraldas etc.
Clientela
Deve-se pesquisar hábitos dos futuros clientes para traçar melhor o perfil do estabelecimento e, com base nessas informações, formar o estoque inicial básico.
Novidade
Hoje o cliente de uma farmácia pode contar com a preciosa ferramenta da internet. Através de farmácias on line o internauta pode comprar diversos produtos, de saúde a artigos de beleza. O Farmasite, por exemplo, possui um mecanismo de busca de medicamentos e uma biblioteca on line sobre temas de saúde, onde o internauta pode avaliar seu estado de saúde.
Lembrete importante
As irregularidades mais graves observadas neste setor são: falta de alvará; falta de farmacêutico; falta de inscrição estadual; falta de registro no CRF; falta de cumprimento das normas técnicas da Vigilância Sanitária. As multas para essas infrações variam entre 450 a 900 UFIR.
Nicho de mercado
Um novo tipo de farmácia esta surgindo no mercado, as farmácias especializadas em medicamentos genéricos, medicamentos estes mais baratos e que, consequentemente, atrairão um número maior de consumidores.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
- registro na Junta Comercial;
- registro na Secretária da Receita Federal;
- registro na Secretária da Fazenda;
- registro na Prefeitura do Município;
- registro no INSS; somente quando não tem o CNPJ – pessoa autônoma - registro no Sindicato Patronal;
- alvará da Vigilância Sanitária;
- responsável técnico habilitado;
- registro no Ministério da Saúde.
O novo empresário deve procurar a Prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
Algumas leis que o futuro empreendedor deve conhecer:
- LEI Nº 6.360/76. Dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos, e outros produtos, e dá outras providências.
- LEI Nº 9.787/99. Altera a Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976, que dispõe sobre a vigilância sanitária, estabelece o medicamento genérico, dispõe sobre a utilização de nomes genéricos em produtos farmacêuticos e dá outras providências.
- LEI Nº 3.820/60. Cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Farmácia e dá outras providências. O artigo 24 desta Lei pede que as empresas que atuam neste ramo provem perante os conselhos Federal e regionais que as atividades sejam exercidas por profissionais habilitados e registrados. (O Conselho Regional de Farmácia do Espírito Santo pede que este profissional atue no mínimo três horas por dia na farmácia).
- LEI Nº 9.120/95. Altera dispositivos da Lei nº 3.820, de 11 de novembro de 1960, que dispõe sobre a criação do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Farmácia, e dá outras providências.
- LEI Nº 5.991/73. É a Lei que rege as farmácias, a mesma que define drogaria como sendo o estabelecimento que só vende remédios sem manipulá-los e farmácia como estabelecimento que, além de vender, manipula remédios.
- LEI Nº 9.782/99. Cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, orgão fiscalizador.
Registros Necessários:
- Conselho Regional de Farmácia
Documentos necessários para o registro de farmácias:
- 01 (uma) cópia autenticada do laudo de vistoria prévia;
- 01 (uma) cópia autenticada do contrato social de constituição de forma coletiva ou individual;
- Caso ocorra alguma alteração contratual, 01(uma) cópia autenticada de cada alteração;
- 01 (uma) cópia autenticada do CNPJ (CGC) da firma;
- 01 (uma) cópia autenticada da inscrição estadual;
- 01 (uma) cópia da Carteira de Trabalho página da foto e verso, página da contratação ou contrato de prestação de serviço com firma reconhecida em cartório;
- 01 (uma) copia autenticada do laudo de vistoria prévia;
Declaração de horário de funcionamento da firma, feito em papel timbrado, carimbo do CGC, assinatura do proprietário e duas testemunhas com firmas reconhecidas em cartório.
As taxas só serão emitidas após apresentação da documentação acima citada, através de boleto expedido pelo CRF. Mais informações podem ser obtidas no Conselho Regional de Farmácia do seu Estado.
Entidades
ABCFARMA - Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico
Rua Santa Isabel, 160 - 5º andar - Vila Buarque - São Paulo - (SP)
01221-010
Tel. (11) 223 8677
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
SEPN, 515 - Bl.b - Ed. Omega - Brasília - (BR)
70770-502
Tel. (61) 448 1327
Bibliografia
SEBRAE/SP. Como montar uma farmácia e drogaria. São Paulo, 1996. 40p.
SEBRAE. Como montar drogarias de pequeno porte. Brasília, 25p.
SEBRAE/DF. Como montar uma farmácia de pequeno porte. Brasília, 43p.
Jornal "A Gazeta". Fiscalização interdita cinco farmácias. 18/05/98.
A Gazeta, 17/06/98 — p.9
SEBRAE/PR. Farmácia. Curitiba, 1995. 21 p.
SEBRAE/ES. Como abrir sua empresa. Vitória, 1996. 51p.
SANTANA, João. Como entender o mundo dos negócios : qualidades do empreendedor, a empresa, o mercado.
Brasília: SEBRAE, 1993. 64p. (Série O empreendedor, 1)
SANTANA, João. Como planejar sua empresa: roteiro para o plano de negócios.
Brasília: SEBRAE, 1993. 68 p. (Série O empreendedor, 2).
SANTANA, João. Como abrir e administrar Dsua empresa: registro da firma, registro da marca, organização do negócio.
Brasília: SEBRAE, 1993. 72p. (Série O empreendedor, 3)
PEREIRA, Heitor José. Criando seu próprio negócio: como desenvolver o potencial empreendedor./coordenação de Heitor José Pereira e Silvio aparecido dos Santos.
Brasília: SEBRAE, 1995. 316p.
COAD. Informativo Semanal nº 50/98 - ICMS. p. 410.
Entidades consultadas: Secretaria Estadual de Saúde e Conselho Regional de Farmácia.
"A Gazeta" de 04/05/2000. TESSAROLO, Marcela. Vigilância pode fechar 600 farmácias no ES.
Por Conta Própria, 09/06/99 - nº , pág. 05
Panorama Setorial. LUKIANOCENKO, Marlucy.
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Floricultura
Ficha técnica
Setor da economia: terciário
Ramo de atividade: comércio
Tipo de negócio: comércio de flores e afins
Apresentação
A flor e seus significados podem render lucros. Apostando nessa constatação muitos empreendedores começam negócios nessa área e ganham muito. Entretanto, o olfato desse empreendedor deve ir além do sentido comum a todo mortal. Ele deve saber identificar de longe as características e oportunidades que surgem num bom negócio dessa natureza. É que uma floricultura precisa ser um lugar agradável e receptivo e para isso o "nariz" do dono é fundamental.
Mercado
O mercado de floricultura está numa situação bem privilegiada. De um lado, consumidores cada vez mais exigentes; do outro, produtores com acesso a novidades e tecnologias que os têm tornado cada vez mais competitivos. Esta situação estimula, ainda mais, a demanda com diversificação e sofisticação da oferta, criando desta forma um mercado altamente competitivo.
Outro fator importante é a iniciativa de inserção no mercado mundial, que criou uma dinâmica forte na base produtiva, com movimentos de mobilização e sensibilização de liderança dos produtores e empresários do setor.
Localização
A localização é um aspecto importante neste tipo de negócio. Facilidade de acesso e de estacionamento são características essenciais, mas deve ser dada grande importância à identificação de áreas onde se concentre o comércio de flores, ou onde haja grande fluxo de pessoas, à facilidade de visualizar e ter acesso, à proximidade de centros comerciais, de escritórios ou de edifícios residenciais.
Estrutura
A estrutura básica deve contar com uma área mínima de 40 m². O local dever ser fresco, arejado, bem iluminado, com vitrinas atraentes e visíveis, um balcão para atendimento e manipulação dos arranjos. Uma área deve ser reservada como oficina de limpeza das flores e embalagens. Uma boa idéia é manter o ambiente de trabalho separado por uma janela de vidro (como um aquário), deixando assim que o cliente veja a manipulação dos arranjos. Disponibilizar considerável variedade de flores em exposição, com espaço para que o cliente possa circular e observar tudo conduz a um contato maior com as plantas e obviamente à identificação e escolha das plantas de sua preferência.
Equipamentos
Os equipamentos básicos são:
- Máquinas de limpar rosas;
- Câmaras frigoríficas;
- Móveis e utensílios (Computadores, telefone, fax, mesas, balcões, suporte p/ vasos, cadeiras, prateleiras, etc);
- Ferramentas (tesouras, alicates de corte, limpadoras de rosas);
- Automóvel utilitário usado.
Investimento
Irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, podendo este girar em torno de R$ 30 Mil.
Produtos
Alguns dos principais produtos são: flores, plantas em geral, vasos, xaxim, terra, húmus, sementes, acessórios de jardinagem, entre outros.
Estoque
A aquisição de mercadorias deve ser bem planejada, variada e estudada de acordo com as características do estabelecimento e com os hábitos de consumo da clientela. O gerenciamento dos estoques envolve decisões ágeis na hora de comprar, cuidados com as perdas e bom controle do capital de giro. Na verdade, junto com a manutenção, esse é o grande segredo do negócio de flores.
Manutenção
A manutenção da estrutura da floricultura é, sem dúvida, um trabalho que precisa de atenção especial. Reposição de flores e arranjos, limpeza das flores recém chegadas, embalagem e eficiência no serviço de entregas são pontos nevrálgicos da floricultura.
Pontos fortes e adversidades
O segmento oferece muitas atrações, mas há também seus espinhos. O principal deles é a venda, que é sazonal. O primeiro trimestre do ano é muito fraco e os demais, fortes, com períodos de picos de demanda em maio e junho, setembro, outubro e dezembro, em virtude das datas comemorativas dos dias das mães, dos namorados, início da primavera e festas de fim de ano. O florista tem que aprender a conviver com isso e dosar compras e capital de giro. A sazonalidade torna-se ainda mais grave em épocas recessivas. Além dessa questão, existe o problema do produto ser extremamente frágil e perecível. Segundo empresários do setor, a perda média gira em torno de 20%. Elas variam em função do tipo de flor e do clima de onde são cultivadas e de onde serão vendidas. A variação muito alta é sempre prejudicial. Além das questões técnicas e financeiras, o futuro florista deve ter em mente outra realidade: a carga de trabalho. Floricultura é um bom negócio, mas exige muita dedicação: esqueça as noites bem dormidas, as férias, os finais de semana e feriados para ocupá-los com as compras que passarão a fazer parte da realidade do dono de uma floricultura. Pelo menos até o negócio se firmar, alertam os empresários.
Alternativas
Surge como alternativa que encanta o cliente a idéia de disponibilizar não só uma floricultura, mas uma verdadeira butique de flores, onde são oferecidos desde os mais simples buquês, até arranjos sofisticados, acompanhados de garrafas de vinhos, bombons, queijos. Quitutes que, em profusão, transformam buquês em presentes finos, onde as flores passam a ser meros complementos. Foi assim que surgiram as cestas de café da manhã, moda que veio e ficou. Ignorando período do dia que o próprio nome impõe, essas cestas podem ser presenteadas à qualquer hora do dia ou da noite. No entanto, ofertá-las é uma alternativa que exigirá maior empenho do empresário. Existem outras formas de conquistar o cliente, tais como:
- Propaganda. Divulgar o empreendimento é tarefa para estratégias de marketing simples, mas eficazes, como: panfletagem em residências e escritórios, via correios (que têm serviços direcionados a esse filão), propagandas em revistas locais, cartazes, internet e outros. Bom mesmo é não esquecer que a propaganda boca-a-boca é a grande aliada, por isso o capricho é essencial. Outra opção é cadastrar os clientes e enviar mensagens em datas especiais ou quando fizer promoções.
- Vendas pela internet. A mídia eletrônica é uma tendência. Muitos empreendedores vêm apostando no potencial de vendas de flores pela internet. Para isso é recomendado que o empreendedor crie uma home page atraente e um eficiente sistema de entregas. Mas essa operação deve ser analisada com critério, principalmente no início do negócio.
- Outras Formas. Colocar à disposição um catálogo com vários tipos de arranjos e manter um serviço de entrega eficiente e pontual, com produtos de boa qualidade, são iniciativas que cativam muito o cliente. Outra sugestão é lançar constantemente novidades em embalagens e acompanhamentos, para ampliar o menu de opções.
Dicas
- As rosas representam o amor, mas suas cores possuem significados especiais: rosa vermelha (amor, paixão); rosa amarela (felicidade, amizade); rosa rosa (amizade, carinho); rosa chá (respeito, admiração); rosa branca (pureza, paz); rosa laranja (fascínio, encanto); rosa champagne (admiração, reverência).
- Para presentear moças muito jovens, prefira as rosas brancas, as amarelas ou rosas rosas; rosas vermelhas são ideais para mostrar uma paixão; para senhoras de idade, prefira as rosas rosa, as rosas laranja, rosa-chá e champagne;
- O significado das flores: acácia amarela (amor secreto); acácia branca ou rosada (constância, elegância); amor perfeito (meditação, recordações, reflexão); cravo amarelo (desdém); cravo branco (amor ardente, ingenuidade, talento); cravo rosado (preferência); cravo vermelho (amor vivo); crisântemo amarelo (amor frágil); crisântemo branco (verdade); crisântemo vermelho ("eu amo"); girassol (dignidade, glória, paixão); hortência (frieza, indiferença); lírio (casamento, doçura, inocência, majestade, pureza); margarida (inocência, virgindade); orquídea (beleza, luxúria, perfeição, pureza espiritual).
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- Registro na Junta Comercial;
- Registro na Secretária da Receita Federal;
- Registro na Secretária da Fazenda;
- Registro na Prefeitura do Município;
- Registro no INSS; (Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
- Registro no Sindicato Patronal;
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e também para o alvará de funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei Nº 8.078 de 11.09.1990).
Eventos
Fiaflora – Local: São Paulo – (SP)
Expoflora – Local: Holambra – (SP)
Entidades
Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura
Rod. D. Pedro I, km 140,5 - Ceasa – Campinas – (SP)
13001-970
Tel: (19) 3746 1663
Bibliografia
COMÉRCIO DE FLORES. Como Fazer. Guia do Empreededor. Pequenas Empresas Grandes Negócios. mai.1995. nº 7. p. 63 a 67.
VENDA DE FLORES. Boas Idéias. Guia do Empreendedor. Pequenas Empresas Grandes Negócios. set.1996. nº 10. p. 59.
Revista Veja - 13/10/99.
Revista PEGN nº144 - "Negócios e Oportunidades"
SEBRAE/NA. Como montar Floricultura. Brásilia, 1996. 29p.
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Gráfica
Introdução
O mercado de gráficas possui duas áreas de trabalho distintas: a gráfica convencional ou tradicional, voltada para o mercado editorial; e a gráfica rápida ou de conveniência, que aproveita os avanços da computação e da editoração gráfica para oferecer um serviço de primeira linha e, geralmente, em menor escala.
Cenário
As projeções de expansão do mercado para este ano ainda são tímidas, mas os empresários do setor estão otimistas e apostam na recuperação de clientes que vinham contratando serviços no exterior, seduzidos por preços mais atraentes para seus impressos. Ao mesmo tempo, muitos donos de pequenas gráficas têm pela frente um problema com soluções nada baratas: a necessidade de investir em tecnologias digitais para se manter na corrida por clientes que exigem cada vez mais velocidade. No Brasil, a impressão digital ainda está engatinhando, sobretudo entre as pequenas gráficas. Os equipamentos são caros e o volume de impostos que incide sobre a importação de equipamentos é elevado. Mas a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), atenta ao novo cenário, alerta para a necessidade de adaptação rápida às novas tecnologias.
Tecnologia
Os novos caminhos do mercado gráfico abrangem tecnologia de digitalização de imagens (transparências, pôsteres, backlight, ou pôster iluminado, painéis etc.) e impressão para pequenas tiragens, aumentando o leque de opções para designers. A comunicação visual vem ganhando recursos importantes nos últimos anos, com o fim da reserva de mercado para informática, o que tornou os preços mais acessíveis. Algumas empresas que surgiram para oferecer alternativas mais baratas para pequenas quantidades já estão fazendo o caminho inverso e complementando seu leque com a abertura de gráfica própria, já que as grandes gráficas também estão partindo para os serviços de pré-impressão.
Mercado
As leis de mercado se encarregaram de desenhar o mapa da indústria gráfica brasileira nas diferentes regiões do país. De acordo com dados da Abigraf, nos estados do Centro-Oeste, onde predomina a agropecuária, registra-se uma dependência da demanda de serviços gráficos gerada pelo comércio. No Norte e Nordeste, o forte são formulários e panfletos, de menor custo. No Sul, a instalação de novas indústrias de automóveis movimenta os impressos promocionais. Segundo a Abigraf, embora o aumento da concorrência tenha forçado os preços para baixo, o faturamento na área promocional permanece estável desde 1998, em função da ampliação da demanda.
Processo de produção
No Brasil, coexistem diversas formas de organização da produção gráfica.
. EDITORAÇÃO. A etapa de editoração pode ser realizada manualmente ou com auxílio de computadores.
. IMPRESSÃO. Na etapa de impressão, o clichê é a matriz do processo de tipografia mais antigo e de custo menor.
. FOTOLITO. O fotolito, que pode ser elaborado com o auxílio de equipamentos informatizados, é a matriz de impressão do processo de offset, mais moderno e mais caro.
Linha de produção
Existem muitos tipos de serviços que uma oficina gráfica pode fazer. As melhores chances para o seu negócio dar certo estão justamente naquele tipo de serviço que não esteja sendo bem feito pela concorrência. Em geral, serviços de arte-final, fotolito e gravação de chapa estão sendo terceirizados, cabendo à gráfica o serviço final de impressão na offset. No entanto, o rápido avanço tecnológico do segmento de informática faz com que a empresa tenha de modernizar-se constantemente, obrigando-a a investimentos contínuos.
A digitalização de imagens e impressão para pequenas tiragens são produtos em que o uso de computador está aumentando e reduzindo os preços dos serviços, que caíram cerca de 50% nos últimos dois anos em função da redução do custo dos equipamentos e do aumento da concorrência. A digitalização é vantajosa para o cliente na confecção de até 150 metros, o que não acontece com grandes volumes.
Existem equipamentos que permitem imprimir pôsteres com até 5metros de largura e qualquer comprimento, oferecendo papel, vinil adesivo e durabanner. E, ainda, novos segmentos de mercado como o de papel de parede, ou a elaboração de filmes offset. O processo de produção escolhido varia muito de acordo com os equipamentos e o tipo de serviço. O ideal é observar o mercado que você pretende explorar, adequando sua produção ao capital disponível para investimento.
Volume de produção mensal
A previsão para uma pequena oficina gráfica dependerá da capacidade dos equipamentos e da mão-de-obra, bem como da habilidade do proprietário de conquistar clientela - trabalho lento de marketing em que telefone/fax e veículo próprio para visitas são de grande utilidade.
Conhecimento técnico
Em função do quadro descrito anteriormente, a intimidade com a área gráfica (desde a geração, digitalização e tratamento da imagem até a impressão do produto, seja ele folheto, catálogo, revista ou banner), é fundamental para o sucesso nesse empreendimento. "É difícil enfrentar a concorrência com uma equipe de profissionais não especializados", observa Marcos Inui, diretor comercial da Vox.
Capacitação
De acordo com Abigraf, por maior que seja o investimento, a tecnologia sozinha não gera grandes resultados. É preciso reciclar os recursos humanos, para que ela seja dominada com eficiência.
Equipamentos
A compra de máquinas e equipamentos novos exige um investimento muito alto. É aconselhável começar com equipamento usado de boa qualidade. Nesse caso, seu investimento fixo (máquinas e equipamentos) será de pouco mais de R$ 35.000,00. Entretanto, se o equipamento for novo, seu investimento irá mais do que duplicar.
Instalações físicas
A área mínima para uma pequena oficina gráfica funcionar é de aproximadamente, 60 m². Pode ser um galpão ou barracão e até uma loja comercial, ou ainda uma sala. Divida o espaço em três ambientes: depósito, escritório e produção. Na área da produção, coloque as máquinas seguindo a ordem do processo de impressão: cortadeira, máquina offset, balcão de blocagem, alceamento e acabamento, picotadeira, guilhotina e grampeador.
Riscos
Os principais riscos de se montar uma gráfica são: falta ou carência de mão-de-obra especializada; dificuldade inicial de competir com concorrentes que estejam há muito tempo no mercado, principalmente em relação ao preço e qualidade. Os riscos dependerão, também, do local onde o empreendimento será instalado, da capacidade produtiva e de vendas, da aceitação dos serviços oferecidos e, principalmente, do empenho do empreendedor.
Fornecedores
Os principais fornecedores são as indústrias de papel e tinta ou seus representantes comerciais, e ainda, empresas que produzem fotolitos e gravam chapas.
Concorrência
O mercado de impressos é bastante diversificado e apresenta potencial para ser explorado. Apesar da forte concorrência, um empreendedor que construir um negócio bem estruturado, oferecendo serviços diferenciados, atendimento personalizado, novidades técnicas e, acima de tudo, rapidez e qualidade poderá obter sucesso. Para conhecer bem a concorrência, o empreendedor deve fazer uma pesquisa que forneça as seguintes informações: número de gráficas existentes na região; preço de venda praticado no mercado; qualidade dos serviços e prazos de entrega.
Sempre em dia: atualização e atendimento são fatores de sucesso. Seguem algumas dicas:
Pesquisar: pesquise preços e variedades de equipamentos antes de investir, porque o acesso ao crédito não é fácil e os juros estão salgados.
Informação; mantenha-se sempre informado sobre as novidades da indústria gráfica.
Modernizar: planeje a modernização de máquinas, pois o segmento é altamente competitivo e exigente.
Prazo: cumpra rigorosamente os prazos combinados com os clientes. É preferível recusar um trabalho a não cumprir o prazo prometido.
Preços: Pratique preços compatíveis com a concorrência.
Lembrar: Lembre-se sempre de que qualidade e atendimento fazem toda a diferença.
Entidades
Assespro – Associação das Empresas Brasileiras de Serviços de Informática
End: Rua Teodoro Sampaio, 417, SL 21, Pinheiros, São Paulo – SP
CEP 05.405-000
Tel: (0xx11) 282-8182
Guia Gráfico
Quinta Cor Editores e Distribuidores LTDA.
End: Rua da Candelária, 79, Centro, Rio de Janeiro – RJ
Tel: (0xx21) 253-4142
Revista Celulose e Papel Editora Unipress LTDA.
End: Av. Paulista, 2006, Centro, São Paulo – SP
Tel: (0xx11) 285-6233
Revista F&C Indústria Gráfica Nacional Editora LTDA.
End: Rua Teodoro Sampaio, 833, Centro, São Paulo – SP
Tel: (0xx11) 853-3755
Abigraf – Associação Brasileira da Indústria Gráfica
End: Rua Marques de Itú, 70, São Paulo – SP
Tel: (0xx11) 231-4733
Bibliografia
. KARAM, Rita. Os Novos Caminhos do Mercado Gráfico. Gazeta Mercantil. São Paulo, 19.fev.1997. p. 05
. VIEIRA, Cláudia. Comunicação visual é recurso indispensável. O Estado de São Paulo. São Paulo, 18.Março1997.
. JIMENEZ, Carla. Silk-screen dá agilidade à produção. O Estado de São Paulo. São Paulo, 18.Março1997.
. LA ROVERE, Renata Lèbre. Editoração Eletrônica. Instituto de Economia Industrial da UFRJ. Rio de Janeiro.
. SEBRAE/NA, Oportunidades de Negócios. Como montar uma oficina gráfica/João Humberto de Azevedo, coordenador. Brasília: Ed. SEBRAE, 1996. 28p.
. SEBRAE/PR. Indústria Gráfica. Curitiba, 1995, 23p.
. Jornal O Estado de São Paulo, Painel de Negócios, Como montar uma gráfica, 26/09/2000.
. PEGN 132 – NEGÓCIOS, Gráfica Expressa, Extraído em 20 dez de 2000
. PEGN 138, “Na esquina da modernidade”. Extraído em 20 dez de 2000
. SEBRAE/NA, Como abrir seu próprio negócio. Gráfica Rápida. Brasília, 1997.
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Imobiliária
Ficha Técnica
Setor da economia: terciário
Ramo de atividade: prestação de serviços
Tipo de negócio: imobiliária
Produtos ofertados/produzidos: venda e/ou aluguel de imóveis novos e/ou usados.
Apresentação
Com o crescimento das cidades, comprar um imóvel passou a ser um processo que envolve basicamente muita pesquisa na busca do imóvel ideal. Para ajudar neste processo surgiram a imobiliárias.
Mercado
O mercado imobiliário apresenta uma relação muito estreita com a economia do país, ou seja, economia saudável, mercado imobiliário também. Apesar dessas flutuações, o mercado ainda acredita que o comprador potencial está consciente de que o bem imóvel é, ainda, o melhor ativo no qual ele pode investir.
Localização
Deve-se dar preferência a um local de fácil acesso. Havendo carência de imobiliárias na região, será melhor. Se o investidor possui um bom conhecimento do mercado imobiliário, experiência em vendas e conhecimento jurídico (Direito imobiliário), tem boas ferramentas para buscar um local adequado e iniciar seu empreendimento.
Estrutura
A estrutura mínima necessária será uma sala dividida entre a recepção e o espaço para o atendimento de clientes. É interessante que o empreendedor tenha um veículo próprio para procurar imóveis e levar os possíveis compradores ou locatários até os lugares de interesse.
Equipamentos
Os equipamentos básicos são:
- Computadores e periféricos;
- Telefone e fax;
- Móveis e utensílios para escritório.
Investimento
Será fundamental fazer uma avaliação precisa do capital disponível, para que se possa dimensionar o negócio corretamente, lembrando que o investimento irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, podendo ficar em torno de R$ 40 mil.
Pessoal
A mão-de-obra específica deste setor é o corretor de imóveis que deverá ter o registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci).
Existe um curso para preparar as pessoas interessadas em regularizar ou ingressar nesta profissão, que neste caso pode ser feito no Sindicato dos Corretores de Imóveis. É o Curso Técnico em Transações Imobiliárias.
Com este certificado, o profissional poderá pedir seu registro no Creci.
Requisitos para o cargo de corretor de imóveis:
- 2º grau completo;
- habilidade para negociações;
- conhecimento prático do mercado financeiro e cálculos financeiros;
- visão global das tendências do mercado de imóveis; e
- criatividade para o desenvolvimento de alternativas e para atendimento dos objetivos de vendas.
Os corretores geralmente recebem 1/3 da comissão de venda recebida pela imobiliária.
É sugerida ainda a contratação de um auxiliar que ficará permanentemente no escritório.
Características do empreendedor
Trabalhar no ramo imobiliário requer dinamismo, alta dose de sacrifício, bom relacionamento com a clientela, conhecimento do ramo e do mercado.
Processo de trabalho
Normalmente o horário de funcionamento de uma imobiliária é das 8:00 hs às 18:00 hs, de segunda a sexta-feira, com plantão aos domingos. É nos fins de semana que a maioria dos clientes têm tempo disponível para procurar um imóvel.
Durante a semana o expediente poderá se estender por algumas horas, quando chegam visitantes de balcão para negociação ou fechamento de negócios.
Os imóveis oferecidos podem ser indicados pelos próprios proprietários que vão até a imobiliária. Na realidade, a mercadoria para venda e/ou aluguel deve ser levantada pelos corretores visitando os prédios da região e conversando com zeladores e/ou porteiros para identificar o que há disponível, assim como nome, endereço e/ou telefone do proprietário.
As imobiliárias trabalham com comissões sobre as vendas ou locações.
Diversificando
Além dos imóveis vendidos no país, existem imobiliárias que negociam no exterior, por exemplo em Miami (EUA) ou Punta del Este (Uruguai). Porém, para atuar nestes segmentos é necessário um alto investimento e amplas relações tanto no Brasil como nos países em que se quer comercializar.
As imobiliárias podem prestar ainda serviços de administração de condomínios, administração de contratos de locação, serviços de plantonistas de prédios e outros relacionados com sua atividade.
Divulgação
Na busca pelo potencial cliente, os jornais de grande circulação ainda são, entre todos os meios de divulgação, a melhor maneira de contatá-los, seja para a venda de imóvel ou para seu aluguel, apesar do alto custo de inserção de anúncios.
Inovações
A modernização está chegando aos escritórios imobiliários, acompanhando o crescimento do mercado que tem primado por implementar programas de qualidade em diversas etapas. Os velhos escritórios empoeirados, com prateleiras amontoadas de cadastros de clientes, móveis velhos e aquela sala mal iluminada, cedem espaço a um ambiente clean em que, aos poucos, papéis vão sendo substituídos por informações armazenadas em microcomputadores.
Ainda que o tráfego de informações através da internet não se constitua na principal ferramenta de comercialização, grande parte das empresas imobiliárias existentes hoje no mercado já estão informatizadas.
Legislação Específica
Torna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- Registro na Junta Comercial;
- Registro na Secretaria da Receita Federal;
- Registro na Secretária da Fazenda;
- Registro na Prefeitura do Município;
- Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal);
- Registro no sindicato patronal;
- Registro no Creci.
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei Nº 8.078 de 11.09.1990).
Também se faz necessário que o futuro empreendedor tenha conhecimento de algumas leis que regem esta atividade, tais como:
- Lei nº 4116/62, que dispõe sobre a regulamentação do exercício da profissão de corretor de imóveis.
- Lei nº 6.530/78, que dá nova regulamentação à profissão de corretor de Imóveis, disciplina o funcionamento de seus orgão de fiscalização e dá outras providências.
Registro Especial
Para obter o registro no Creci, o empreendedor deve apresentar os seguintes documentos:
- Contrato Social;
- Alvará de Funcionamento;
- CNPJ;
- Curso Técnico em Transações Imobiliárias (ministrado pelo Sindicato dos Corretores de Imóveis).
Bibliografia
SEBRAE/SP. Imobiliária. São Paulo:Sebrae/SP, 1996.36p.
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Lanchonete
Ficha Técnica
Setor da economia: terciário
Ramo de atividade: comércio
Principal produto: comércio varejista de lanches e acessórios complementares.
Apresentação
Quando o empreendedor se pergunta: "Que tipo de negócio montar?, "lanchonete" é uma das respostas mais freqüentes. Por ser um dos últimos setores a ser abalado por crises econômicas – o que pode ser traduzido para dinheiro em caixa diariamente e adaptação a todo tipo de público e investimento – a área de alimentação é opção freqüente entre empreendedores que procuram começar um negócio.
O ramo é bastante receptivo por oferecer um item de consumo que atinge todas as camadas da população, abrindo para o empreendedor um amplo leque de possibilidades.
Mercado
O setor de alimentação é bastante competitivo, mas há cordialidade entre os empreendedores. Pode-se encontrar bares e lanchonetes convivendo lado a lado, criando mais opções para o consumidor.
Localização
A escolha do ponto comercial é, seguramente, um dos aspectos mais importantes para o sucesso do empreendimento. Estar próximo de escolas, comércio ou escritórios em geral traz bons resultados. É importante frisar que a escolha do local deve estar associada à linha de produtos e serviços oferecidos, visto que este é quem vai determinar a formação de um público específico.
Estrutura
A estrutura deverá ter seus espaços bem definidos e distribuídos, ou seja, a distribuição dos equipamentos será bastante importante, pois dela dependerá a facilidade de locomoção dos funcionários. Além disso, devido ao tipo e número de equipamentos utilizados, deve-se dar especial atenção à instalação elétrica. O objetivo é evitar sobrecarga.
A área destinada ao público terá 02 banheiros (masculino/feminino), sendo que o banheiro de funcionários deverá ser instalado distante da área de atendimento. Para instalações em áreas mais reduzidas, com pequeno balcão e sem lugar para sentar, poderá haver apenas um lavabo. A área reservada para estoque deverá ser bem protegida, arejada e separada do público.
Equipamentos
Os equipamentos básicos para a implantação são:
- freezer horizontal com geladeira, balcão frigorífico, chapeira, exaustor, espremedor de frutas, liqüidificador, vitrine quente, estufa, fritadeira elétrica, forno microondas, forno elétrico, louças em geral (talheres, pratos, copos etc.);
- Prateleiras para exposição de bebidas, banquetas, mesas, cadeiras;
- Prateleiras para estocagem;
- Caixa registradora, equipamentos, móveis e utensílios.
Investimentos
Irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, podendo este girar em torno de R$ 40 Mil.
Pessoal
Serão necessários, além de considerarmos o empreendedor gerenciando pessoalmente o estabelecimento, alguns outros funcionários, tais como:
- Chapeiro;
- Responsável pelos pratos rápidos e lanches;
- Copeiros que farão o atendimento ao público e ajudarão no preparo de lanches simples, sucos e coquetéis, etc.
Dependendo do horário de funcionamento do estabelecimento, será necessário adotar dois turnos de trabalho, o que implica no aumento do número de funcionários. A oferta deste tipo de mão-de-obra é grande, mas o empreendedor deverá ser criterioso na seleção dos funcionários, porque eles terão influência direta no sucesso de seu negócio, uma vez que serão responsáveis pela preparação dos pratos e, o que é mais importante, estarão em contato com a clientela.
Algumas características são particularmente importantes para estes profissionais, tais como:
- preocupação com o asseio pessoal e higiene;
- bom contato pessoal;
- ser paciente e gentil.
Funcionamento
A escolha do horário de funcionamento dependerá do público que se pretende atingir, além da localização do estabelecimento. Geralmente, trabalha-se além do horário de funcionamento da casa.
Fornecedores
Não constituem problema, já que existem inúmeras opções de fornecedores. Mas é importante realizar uma pesquisa de mercado a fim de montar um cadastro dos fornecedores que melhor se adeqüem às necessidades. A gama é enorme: atacadistas, distribuidores, importadoras, supermercados, feiras-livres, açougues, casas de frios, panificadoras, adegas. Outra alternativa são as visitas a hipermercados, que muitas vezes oferecem produtos a preços mais baixos que o distribuidor.
Frutas, legumes e vegetais deverão ser comprados em menores quantidades e maior freqüência para evitar perdas e garantir produtos sempre frescos. Grandes distribuidores, como por exemplo as Ceasa, devem ser bem analisados, pois nem sempre são os mais adequados representando muitas vezes operações inadequadas se levarmos em consideração os fatores distância x tempo x volume de compras, e portanto sem compensação.
Produtos não perecíveis ou congelados poderão ser comprados dentro de prazos mais elásticos.
São questões a serem estudadas após a definição do cardápio e, consequentemente, do tipo de produtos com os quais se pretende trabalhar logo no início do negócio.
Estoques
A própria rotina do estabelecimento é que fornecerá dados para a estruturação do programa de compras. Embora o sistema de trabalho varie de um estabelecimento para outro, algumas rotinas são comuns a todos eles. Diariamente, o empreendedor deverá certificar-se de que todos os itens do cardápio estão disponíveis e de que a casa está em perfeitas condições de higiene. É recomendável que a verificação de estoque seja feita logo após o fechamento do estabelecimento, quando também será feita a limpeza. No dia seguinte a rotina prosseguirá com a realização das compras necessárias, seguidas de armazenagem dos produtos.
Características
É importante destacar que este tipo de negócio exige bastante do empreendedor.
- Versatilidade. É necessário ter criatividade e flexibilidade para acompanhar as oscilações de mercado e solicitações da clientela;
- Comportamento. O empreendedor deve estar preparado para, em algumas situações, lidar com clientes que poderão se tornar inconvenientes, em função de exagero no consumo de bebidas. É preciso estar atento para não servir bebidas alcoólicas a menores de idade, o que é proibido por lei.
Conclui-se que a forma desejável de proceder dentro deste contexto, compreende características flexíveis. É preciso jogo de cintura, paciência, habilidade no trato interpessoal, simpatia, firmeza e, principalmente, disposição.
Decidindo
Para certificar-se do negócio, o empreendedor deve:
- conversar com outros profissionais;
- visitar estabelecimentos similares;
- definir o público alvo (o que determinará o estilo do negócio);
- realizar pesquisa de mercado a fim de identificar o potencial da região, carências no mercado, tendências etc.
Linha de atuação
Há no mercado desde estabelecimentos bastante simples, que têm como carro chefe o popular "PF" (prato feito) e bebidas populares (cachaça, vermute etc.), até aqueles que desenvolvem uma linha de sanduíches especiais e bebidas de primeira linha, voltados para o chamado público classe A. Enfim, tudo será determinado pelo público alvo, que por sua vez é resultado de uma reunião de fatores como: localização do estabelecimento, tipo de produtos e serviços ofertados.
Cardápio
Montar uma lanchonete significa poder trabalhar num nível intermediário de oferta de produtos. Não se fica limitado aos sanduíches, podendo-se produzir outros pratos sem a necessidade da infra-estrutura de um restaurante. É por isto que um dos itens de grande importância para o sucesso da lanchonete, juntamente com a qualidade dos produtos, é o cardápio oferecido. É fundamental para o sucesso do negócio que ele seja bem planejado.
Uma sugestão para evitar sobrecarga nos horários de maior movimento e falhas no cardápio, é o preparo antecipado de alguns lanches e pratos de maior saída (principalmente se for adotado o sistema de "prato do dia"), sem esquecer jamais dos cuidados com a conservação e a higiene dos alimentos.
Lembretes importantes
Alguns outros fatores que o empreendedor deve levar em consideração:
- dispor de tempo para dedicar-se ao negócio;
- se identificar com o produto, quer dizer, gostar de comer, criar pratos, servir seus experimentos aos amigos e freqüentar os templos gastronômicos;
- não necessariamente o empreendedor precisará possuir as características citadas acima. O importante é que haja alguém diretamente envolvido com o dia a dia do negócio (gerente, sócio, responsável etc.) que apresente este perfil.
Sugestão de cardápio
- Bebidas: refrigerante, água mineral, cerveja, suco, vitamina, chocolate quente.
- Café: expresso, pingado, capuccino.
- Doces: doces variados e bolo.
- Porções: batata frita, calabresa, provolone.
- Sanduiches: frango, queijo, misto, completo.
- Pizzas: mussarela, frango, milho, calabreza.
- Salgados: pizza frita e assada, esfiha, rissoles, coxinha, kibe, empada, pão de queijo.
- Sorvetes: chocolate, creme, coco, morango.
Legislação Específica
Torna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- registro na Junta Comercial;
- registro na Secretária da Receita Federal;
- registro na Secretária da Fazenda;
- registro na Prefeitura do Município;
- registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma Receita Federal)
- registro no sindicato patronal;
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078 de 11.09.1990).
Eventos
14º Congresso Nacional da Abrasel
Data: 28 a 30 de agosto de 2002
Local: Anhembi - São Paulo - (SP)
Entidades
Abrasel - Associação Brasileira de Restaurantes e Empresas de Entretenimento
Rua Armando Penteado, 291 - Pacaembú - São Paulo – (SP)
Tel: (11) 3663 6391 / 3661 5093
Bibliografia
SEBRAE/SP. Como montar um Bar e Lanchonete, São Paulo:SEBRAE/SP, 1996.44p.
SEBRAE/PR. Lanchonete, Curitiba:SEBRAE/PR, 1995,20p.
O ESTADO DE SÃO PAULO – Painel de Negócios – Como Montar Bar e Lanchonete
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Lavanderia
Ficha Técnica
Setor da economia: terciário
Ramo de atividade: prestação de serviços
Tipo de negócio: lavanderia
Produtos ofertados/produzidos: lavar, secar e passar roupas.
Apresentação
Água, sabão e lucros. O conceito de que só roupas especiais vão para lavanderias está indo por água abaixo. A imagem do dono de lavanderia entregando as roupas penduradas também é coisa do passado. A modernização técnica e o aumento da demanda de serviços garantem boas oportunidades no ramo de lavanderias. O corre-corre das pessoas faz com que este tipo de negócio seja cada vez mais procurado. O hábito norte-americano de levar roupas para serem limpas em lavanderias começa a se tornar cada vez mais comum no Brasil. A rotina mais atribulada das pessoas, a quase extinção da profissão de lavadeira e as áreas das lavanderias residenciais cada vez menores são realidades que proporcionam a transformação das lavanderias numa boa oportunidade para quem quer investir em um segmento que ainda tem muito o que expandir.
Mercado
No entanto, estimular as pessoas a deixar de lavar roupa suja em casa e mandar para as lavanderias domésticas é uma tarefa difícil para um país onde apenas 2,65% da população utiliza esse tipo de serviço. Estima-se que o mercado de lavanderias movimente R$ 140 milhões por ano no Brasil, sendo que são cerca de 4 mil lavanderias espalhadas por todas as cidades brasileiras. Este mercado é facilmente afetado pela situação financeira do país, visto que este tipo de serviço é descartado quando a situação financeira não ajuda.
Localização
Os melhores pontos são aqueles que visam, principalmente, ao atendimento de centros residenciais de classe média e regiões onde haja concentração de escritórios comerciais e bancos. Procurar sempre um local próximo de escolas, academias, supermercados ou que seja corredor de passagem. Se a intenção é lavar roupas de uso doméstico, o ideal é escolher um ponto comercial numa região de forte concentração de prédios residenciais em bairros de maior poder aquisitivo. Este será ainda por muito tempo o mapa da mina para as lavanderias que se modernizarem.
Perfil
Nesse ramo, é imprescindível a definição e fidelidade ao segmento escolhido para atuação da lavanderia. De modo geral, existem dois segmentos básicos: o industrial e o domiciliar.
- Segmento industrial: é classificada como industrial a lavanderia que atende a restaurantes, hotéis, motéis, flats, condomínios residenciais e uniformes industriais.
- Segmento domiciliar: é classificada como domiciliar a lavanderia que atende ao público em geral.
Estrutura
Ela poderá variar, mas a dimensão ideal de uma lavanderia é de uma de área de 100 m2, distribuídos entre recepção, área de separação das roupas recebidas, espaço para as mesas de passar roupa, mesa para tirar manchas, máquina de lavar à água, máquina de lavar à seco, centrifugadora, cestos para retirada de roupas limpas, cabides com roupas lavadas e embalador e layouts que deixam à vista do público a execução do trabalho.
O layout é um fator muito importante já que dispor os equipamentos na loja de maneira a facilitar o manuseio das roupas, a movimentação dos funcionários e o fluxo geral do trabalho, torna o trabalho mais eficiente e produtivo.
Equipamentos
- Máquinas de lavar;
- Centrífugas;
- Secadoras;
- Calandras;
- Bancas de passar;
- Ferros de passar de 3 kg e de 5 kg;
- Veículo utilitário para entregar e retirar as roupas;
- Computadores e telefone.
É oportuno lembrar que os equipamentos vão variar de acordo com a estrutura da lavanderia (industrial ou domiciliar).
Tipos de máquinas.
- Máquinas Abertas. São assim denominadas aquelas máquinas em que as fases de lavagem, centrifugação e secagem não são hermeticamente fechadas, o que permite que o solvente evaporado entre em contato com o ar à volta do equipamento. É por isso que o solvente utilizado em máquinas abertas não deve ser tóxico.
- Máquinas Fechadas. Nesse tipo de máquina, uma vez feito o carregamento de roupas e fechada a porta, todo o ciclo de limpeza (lavagem, centrifugação e secagem) é realizado em ambiente hermeticamente isolado A recuperação do solvente é realizada ao final da operação, através de um destilador.
Investimento
O investimento varia de acordo com a estrutura da lavanderia. No caso de uma lavanderia domiciliar, o investimento será em torno de R$ 50 mil; já uma lavanderia industrial exige pelo menos R$100 mil.
Mão de obra
Manter o pessoal constantemente motivado e estimulado para que o atendimento ao consumidor seja sempre de bom nível é fator fundamental. O número mínimo de pessoas trabalhando vai varias de acordo com a estrutura do empreendimento, porém deve contar com:
- passadeiras;
- lavadeiras;
- balconista;
- entregador.
Conhecendo o produto
Administrar corretamente a empresa e dominar a técnica de lavagem de roupas, conhecendo bem os tecidos e tipos específicos de lavagem para cada tipo de roupa são condições exigidas. Empreendedores com formação técnica na área de química detêm trunfo poderoso, já que uma das dificuldades básicas do ramo são as manchas nas roupas e, sobretudo, a repercussão negativa de uma mancha mal tirada.
Funcionamento
Os horários de funcionamento devem ser flexíveis, já que deverão atender a conveniência dos clientes.
Perfil do cliente
No caso da lavanderia que atende ao público doméstico, o cliente geralmente é das classes média e alta. Mas não adianta querer atender apenas a classe A, porque esse público mora em apartamentos espaçosos, têm áreas de serviço e empregados suficientes para fazer o serviço em casa e usam lavanderias apenas para as roupas de festa ou peças tão grandes que são melhor “compreendidas” pelas potentes máquinas das lavanderias. Além do mais, a lavagem dessas peças maiores em lavanderias é vantajoso e barato, tendo em vista a praticidade. Mas é bom lembrar que nenhum desses clientes pretende ampliar o uso do serviço, afinal lavar roupa comum, do dia-a-dia, fica muito caro. Ainda não é o fim: existem ainda aqueles que optam de maneira mais integral pelo serviço como única alternativa para manutenção civilizada de um guarda-roupas. Falamos da turma dos recém-descasados e dos sem-máquina de lavar. Esses sentem no bolso o que é isso. Mais barato seria contratar uma empregada. Aliás essa é inclusive uma realidade a que as franquias tiveram que se adequar: o consumidor brasileiro prefere que alguém lave suas roupas em vez de ele próprio pilotar as máquinas. Assim, embora operem conceitos centrados no auto-serviço, essas redes tiveram que se adaptar aos hábitos nacionais e agora oferecem os serviços do valet, funcionário que se dispõe a monitorar as operações de lavagem. Uma sugestão para identificar maneiras de cativar a clientela é manter um fluxo constante de comunicação. O cadastramento é a ferramenta ideal.
Serviço
Uma lavanderia deve dispor de serviço de retirada e entrega de roupas para o cliente, principalmente quando a empresa é prestadora de serviços de restaurantes, hotéis, motéis, flats, condomínios residenciais e indústrias. Os serviços ofertados variam desde lavagens até costura das peças. Conveniência é a palavra de ordem nesse ramo.
Oferecendo serviços-extra
Oferecer serviços-extra é uma idéia que pode render frutos, atraindo novos clientes. Serviços como:
- pequenos reparos (pregar botões, costurar bainhas) nas peças sob seus cuidados como cortesia (através do bilhete colocado na roupa o cliente toma conhecimento da gentileza);
- costura, sapataria, conserto e tingimento de roupas.
Cuidados básicos
Imprescindível, o domínio completo das técnicas de uma lavagem perfeita é um dos principais desafios do ramo.
Assim, é aconselhável não aventurar-se no tratamento de roupas finas ou na eliminação de manchas se não detiver bons conhecimentos sobre os tecidos e seu processo de lavagem, ou ainda, se não souber distinguir tipos e origens das manchas. É bom lembrar que toda lavanderia tem a obrigação de ressarcir o consumidor em caso de dano ou perda de alguma roupa, e a avaliação do prejuízo deve ser feita em conjunto pelas duas partes. E não é tudo. Um dono de lavanderia precisa ser, por natureza, cuidadoso, hábil e observador. Preste atenção:
- Manchas. Ao receber uma peça para lavar, examine-a minuciosamente ainda no balcão e anote eventuais defeitos na comanda na presença do freguês. Essa atitude poderá livrá-lo da culpa por eventuais defeitos ou manchas já existentes nas peças. Além disso Não prometa serviços de difícil execução, como retiradas de manchas e sujeiras visivelmente impregnadas há muito tempo;
- Delicadas. Peças em seda ou linho precisam ser lavadas manualmente, assim como roupas íntimas. Recuse serviços, se for o caso. Você pode perder uma venda, mas cativará o cliente, pois ele sabe valorizar a honestidade. Ao lavá-las, tome o máximo cuidado com a regulagem de temperatura das máquinas, o ciclo de lavagem e a quantia de sabão colocada nas roupas, para não causar danos às peças;
- Passagem. Dedique especial atenção ao ato de alisar as roupas, pois nessa fase ainda podem ser corrigidas falhas cometidas nas etapas anteriores;
Assumir os erros
Assumir imediatamente a responsabilidade por eventuais danos causados às peças. Adiar essa decisão desgastará a relação com o consumidor, gerando uma imagem negativa de seu negócio. Busque auxílio nas análises técnicas feitas pela Associação Nacional de Lavanderias (Anel) para os casos em que há dúvida se o estrago foi ou não causado na lavanderia e providencie a indenização da roupa se houver dano irreversível. É melhor sacrificar o lucro do que perder ou desagradar um cliente. A danificação de peças e, principalmente, a falta de uma regulamentação para a questão do reembolso ao cliente é um grande gargalo no setor. Estima-se que 3% do volume de serviços de uma lavanderia gerem algum tipo de problema decorrente de eventuais danos causados às roupas.
Propaganda
Cuidado essencial, o marketing local consiste na manutenção de um bom relacionamento com a comunidade-alvo, convênios e divulgação dos serviços. A distribuição de panfletos em residências, feiras livres e semáforos ajuda a consolidar o empreendimento. É sempre bom lembrar que boa qualidade no serviço, rapidez, soluções para cada tipo de problema - o que caracteriza atendimento personalizado - são condições vitais para o sucesso de uma lavanderia. É através da utilização dessas ferramentas que o empreendedor diferenciará seu estabelecimento no mercado e enfim realizará a melhor forma de propaganda.
Processos de lavagem a seco
Entende-se por lavagem à seco o processo no qual a água é substituída por um solvente que remove a sujeira em volta da fibra, não sendo necessária sua absorção pelas fibras da roupa; o contrário ocorre na lavagem à água, quando a fibra do tecido incha absorvendo o líquido e, durante a secagem, desincha, deformando a fibra. Em razão disso, tecidos lavados a seco duram cinco a oito vezes mais que os lavados com água.
- Solventes. Na lavagem a seco, o solvente mais utilizado é o percloroetileno. Existem outros solventes, mas eles estão caindo em desuso por apresentarem um alto grau de inflamabilidade: querosene, varsol, fluorcarbono etc.
Franquias
Mesmo com estilo próprio, é praticamente impossível para uma empresa independente ou uma pequena rede igualar o poder de fogo das cadeias de franquias.
Na hora da escolha da franquia é necessário ter atenção ao maquinário que está sendo oferecido pelo franqueador. Se o equipamento gasta muita água e energia, desperdiça as químicas, como sabões e amaciantes, o negócio pode se tornar pouco rentável. Além disso, o suporte de manutenção e assistência técnica oferecido pelos franqueadores deverá ser eficiente, já que praticamente tudo dentro das franquias é importado.
Outro problema é o elevado capital exigido, e não as margens de lucro, que são extremamente atraentes num cenário de economia estável.
Lembrete importante
Ao definir a atuação, é importante verificar se há concorrentes no raio de um quilômetro em torno do ponto escolhido. Não se deve subestimar nenhuma lavanderia, mesmo que ela opere com equipamentos antigos.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
- registro na Junta Comercial;
- registro na Secretária da Receita Federal;
- registro na Secretária da Fazenda;
- registro na Prefeitura do Município;
- registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
- registro no sindicato patronal;
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078 de 11.09.1990).
Bibliografia
BRASLAUSKAS, Lígia. Situação é de marasmo nas lavanderias, Folha de São Paulo, p. 6-12.
LAVANDERIA TRADICIONAL, Pequenas Empresas Grandes Negócios - Guia do Empreendedor, V. IX, N. 13, Dez./97, p. 67.
COMO MONTAR UMA LAVANDERIA, Folha de São Paulo, Balcão Folha-Sebrae, 04/05/97.
SAUDÁVEL CONCORRÊNCIA, Pequenas Empresas Grandes Negócios, V. IX, N. 104, Set./97, p. 48-50.
CLASSE MÉDIA VAI À LAVANDERIA, Pequenas Empresas Grandes Negócios, V. 5, N. 7, Maio/95, p. 58-62.
PROCESSO DE LAVAGEM DE ROUPA À SECO. IPT. Consulta nº 0418/98. SEBRAE/SP
Pegn-Maio/2000 - Água, sabão e lucros
Lavanderia – Oportunidade de Investimento – SEBRAE/PR
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Loja de bijuterias
Ficha técnica
Setor: comércio
Tipo de negócio: comércio de bijuterias e acessórios.
Investimento inicial: varia em torno de R$ 17 mil
Histórico
Elas já foram sinônimo de enfeites alternativos usados pelos amantes do estilo hippie e até antônimo de elegância, por serem feitas de materiais pouco nobres, como latão, plástico, resina e madeira, ou pouco ortodoxos, como sementes. Mas, nos últimos anos, colares, pulseiras, brincos e anéis, entre outros adereços, ganharam desenhos criativos, conquistaram status de acessórios de moda e passaram a ser utilizados também por pessoas chiques e de boa renda.
Mercado
O mercado formal brasileiro de bijuterias e folheados movimenta, atualmente, cerca de R$ 230 milhões por ano, divididos igualmente entre os segmentos de bijuterias montadas e de artigos folheados, segundo estimativa do Sindicato do Comércio Varejista de Jóias, Bijuterias, Gemas, Pedras Semi-preciosas, Presentes, Adornos e Relógios de São Paulo (Sindicom/SP).
Esse mercado deve ser ainda maior devido ao comércio informal, praticado geralmente por donas-de-casa que vendem artigos para complementar renda. De acordo com o Sindicom, estima-se que o Estado de São Paulo tenha 600 empresas operando no varejo de bijuterias e folheados, empregando algo em torno de 50 mil pessoas.
Investimento
Gira em torno de R$16 mil a R$ 17 mil, estando englobado neste valor o investimento fixo (estrutura física da loja, reforma, móveis, vitrines, balcões, decoração e uma linha telefônica) e o capital de giro (estoque inicial, custos fixos e mão-de-obra). Dessa forma alguns empresários deixam de ser ambulantes e se fixam num ponto comercial.
Localização
Lojas de bijuterias devem ser implantadas em locais de grande movimentação de pessoas, como galerias, shopping centers ou ruas com bastante fluxo de pedestres. O interessado no segmento deve estar consciente de que cada tipo de ponto atrairá consumidores de perfis diferentes, com demanda por artigos também diferentes. Em um shopping, por exemplo, é aconselhável oferecer peças mais sofisticadas do que numa loja de rua. Imprescindível também é a valorização do visual das peças e a recomendação dos varejistas mais experientes no ramo é montar lojas que mais pareçam joalherias.
Instalações
A rigor, é possível iniciar o negócio numa área de apenas 10 m2. Os artigos precisam ser expostos em balcões e vitrines bonitas e transparentes e em ambientes bem iluminados. Não é aconselhável o uso de luz branca fria, que pode prejudicar o brilho das peças. Todo esse esmero na decoração não encarece o negócio.
Público
Antes de mais nada é necessário conhecer o público vizinho da loja, saber a faixa etária predominante na região e anunciar em jornais de bairro com mensagens dirigidas a um consumidor prédefinido. Acertar no alvo logo de cara, no entanto, não é fácil. Misturar mercadorias de estilos diferentes é um erro, já que elas devem atender ao perfil e às solicitações de um público específico.
Apresentação da mercadoria
Independentemente da classe social do cliente e do quanto ele está disposto a gastar, não deve haver perda de tempo na escolha das peças. Para isso, é preciso dispor os artigos divididos em "famílias", de acordo com os estilos e materiais. Combinações diversas podem ser sugeridas pelo próprio dono ou vendedor. Falar a língua do cliente e dar explicações técnicas sobre os materiais usados nas bijuterias são instrumentos de venda tão decisivos quanto ter à mão espelhos como os utilizados em óticas, para que os fregueses vejam como ficam com as peças.
Produtos
Mix de produtos afinado com o gosto dos clientes é essencial nesse ramo. A ordem é facilitar a escolha das mercadorias pelos clientes, que não devem se deparar com um mix confuso de artigos. Nada de misturar muitos tipos de produtos, nem querer atender ao mesmo tempo adultos e crianças.
Fornecedores
Saber comprar bem costuma ser a principal dificuldade enfrentada por quem planeja entrar no ramo. Uma alternativa fácil e barata para contornar tal obstáculo é participar das feiras dedicadas ao segmento, onde cerca de 150 expositores (fabricantes e atacadistas) de todo o Brasil apresentam seus lançamentos em grande quantidade para pronta entrega. Muitos lojistas se abastecem apenas nesses encontros. A única desvantagem dos eventos é que o intervalo entre as compras gira em torno de dois meses, quando o ideal é comprar semanal ou quinzenalmente, para não correr o risco de ficar com mercadorias encalhadas e poder oferecer produtos conforme modismos sugeridos, por exemplo, em cenas de novelas uma alavanca de vendas que não se pode ignorar nesse segmento.
Propaganda
Uma boa sugestão é anunciar em revistas de moda. Para cativar clientes, a dona da Lazuli aconselha a cadastrá-los e enviar-lhes periodicamente malas-diretas com as novidades, de acordo com o perfil de cada um. Trata-se de um método eficaz de divulgação que não exige grandes investimentos. Outra boa alternativa para mostrar os produtos ao mercado sem gastar muito é emprestar as peças para produções de reportagens em revistas de moda onde o nome da loja e, às vezes, seu número de telefone, aparecem ao lado das fotos.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- registro na Junta Comercial;
- registro na Secretária da Fazenda;
- registro na Prefeitura do Município;
- registro no INSS;
- registro no Sindicato Patronal;
O novo empreendedor deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar sua Loja de Bijuterias para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação à localização) e também o Alvará de Funcionamento. Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei Nº 8.078 de 11.09.1990).
Eventos
XXXIII Feninjer - Feira Nacional da Indústria de Jóias, Relógios e Afins
Data: 13 a 16 de agosto de 2002
Local: São Paulo – (SP)
Tecnogold - Feira Internacional de Máquinas e Tecnologia para o Segmento de Jóias, Gemas, Bijuterias e Metais Preciosos
Data: Data: 12/09/2002 a 14/09/2002
Local:Frei Caneca Shopping & Convention Center - São Paulo – (SP).
Informações: (11) 3284-1061
Folhexpo Brasil – 3ª Feira Nacional da Indústria de Folheados e Acessórios de Moda
Data: 23 a 25 de outubro de 2002
Local:Frei Caneca Shopping & Convention Center - São Paulo – (SP).
Informações: tel: (11) 3284-1061
18ª Edição da Bijóias
Data: 20 e 22/04/02
Local: São Paulo
(A feira de bijuterias tem seis edições anuais, quatro em São Paulo (abril, junho, agosto e novembro) e duas no Rio de Janeiro (março e outubro).
Entidades
IBGM - Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos
SCN, Centro Empresarial Encol, Bl A, Sl 1107 - Brasília - (DF)
CEP 70710-500
tel. (0xx61) 3263926
SINCAPP – Sindicato Nacional do Comércio Atacadista de Pedras Preciosas
Av. Graça Aranha, 19 - GR404 - 4º andar - Rio de Janeiro – (RJ)
CEP 20030-002
Tel. (0xx21) 220 8004 / 240 5520
AJORIO - Associação dos Joalheiros e Relojoeiros do Estado do Rio de Janeiro
Av. Graça Aranha, 19 - Grupo 404 – Centro, Rio de Janeiro - RJ
CEP 20030-002
Telfax: (0xx21) 2220 8004 / 2510 3944
Sistema Integrado AJESP/SINDIJÓIAS/SINDICOM
R. Teixeira da Silva, 433, SP – Brasil
CEP 04002-031
Tel: (0xx11) 3284-1061 Fax: (0xx11) 3285-5890
Bibliografia
Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios On-line, nº 133 –Fevereiro/2000
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Loja de informática e montagem de micros
Ficha técnica
Setor da economia: terciário
Ramo de atividade: comércio e prestação de serviços
Tipo de negócio: loja de informática e montagem de computadores
Produtos ofertados/produzidos: equipamentos de informática e montagem de computadores
Apresentação
Nesse empreendimento a empresa comercializa produtos de informática, além de comprar partes e peças, montar e vender os computadores. A oficina e a loja devem contar com bons profissionais e oferecer garantia e assistência técnica para os computadores montados e vendidos. O empreendedor deverá ter pelo menos um conhecimento mínimo deste tipo de mercado.
Mercado
O mercado brasileiro no setor de comercialização de produtos de informática e montagem de computadores é diversificado e está em ascensão. Ele é comparável ao dos países mais desenvolvidos, mas com muito potencial a ser explorado e que vem se apresentando cada vez mais promissor. Os investimentos em novos projetos são constantes, criando equipamentos cada vez mais diversificados e ao mesmo tempo mais sofisticados. Desta forma o empreendimento terá que estar muito bem focado, com metas bem definidas e com planos de trabalho rigorosamente respeitados pelos integrantes da equipe.
Alguns fatores que impulsionam o mercado: queda do preço ao consumidor final; maior oferta de programas acessíveis a usuários inexperientes; maior divulgação e diversificação na aplicação da informática; associação da informática à imagem de modernidade e eficiência e a abertura à importação.
Estrutura
A estrutura básica do imóvel deve ser dividida em duas partes: uma para a exposição dos equipamentos e dos produtos e outra destinada à manutenção e montagem dos computadores. Não se pode esquecer de criar um espaço visualmente limpo, moderno, racionalmente organizado.
Equipamentos
- Material de imobiliário (prateleiras, móveis para o escritório etc..);
- Material de expediente;
- Computadores, fax e telefones;
- Material utilizado para a montagem e manutenção dos equipamentos, tais como placas, chips, processadores, discos rígidos, fontes de alimentação, cabeamento, plugs etc.
Investimento
O investimento irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, sendo que este deve ser suficiente para pagar todas as taxas de regularização do negócio, equipar a loja, comprar o estoque inicial e arcar com os custos administrativos e a folha de pagamento desse período.
A soma gira em torno de R$ 100 mil.
Mão de obra
O número de funcionários irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, sendo que este deve contar com vendedores, técnicos e auxiliares.
Produtos
Os produtos comercializados neste empreendimento podem variar de acordo com a tendência do consumidor, mas pode-se iniciar com produtos como mídias magnéticas (disquetes), mídia ótica (CD-ROOM), formulários contínuos, etiquetas, fitas, cartuchos para impressoras, games, vídeos didáticos, mobiliário, softwares, acessórios, equipamentos e periféricos de informática, entre outros.
Fornecedores
Para realizar as compras, o empreendedor disporá de um número de fornecedores, podendo recorrer a atacadistas ou fabricantes de médio e grande porte como: Fasson, 3M, Verbatin, Agaprint, Epson, Sansung, Prológica, Televolt e outros.
Estoque
Deve-se iniciar o negócio com estoque reduzido e diversificado. Uma pequena quantidade dos suprimentos mais consumidos deverá estar sempre presente e, a partir da definição do público alvo, serão determinados os produtos de maior procura. É fundamental que o empreendedor mantenha-se informado sobre as novidades da área.
O processo
O processo de trabalho consiste, basicamente, na recepção do cliente e posterior entrega da mercadoria, que pode ser em domicílio.
Exigências
O bom ponto, a correta administração, a adequada formação e manutenção do estoque, o atendimento e serviço cativante, um eficiente programa de marketing, além, é claro, de bons profissionais que cuidam da montagem e manutenção dos computadores completam a lista de exigências para que um projeto promissor se transforme num negócio rentável.
Observações importantes
- Este empreendimento deve ser dirigido por dois sócios. Um que se ocupe especificamente da parte administrativa e outro que acompanhe passo a passo tudo o que acontece no setor. O ideal é que este último seja um "poço de informação": que leia as publicações especializadas, participe de feiras e congressos e esteja em contato frequente com os fornecedores.
- O ideal é tentar cadastrar-se como representante dessas empresas ou, no mínimo, como revendedor autorizado. As peculiaridades desse artifício variam de empresa para empresa.
- A compra dos produtos de revendedores e/ou atravessadores devem ser vista com restrições, procurando-se, sempre, adquirir materiais originais, atentando-se para as falsificações, que são muitas, sendo isso de suma importância para garantir a confiabilidade e padronização dos equipamentos montados. Mantém-se, assim, a confiança dos clientes finais, facilitando-se a reposição de peças e o upgrade dos equipamentos.
- Uma das recomendações para evitar o fracasso é não fazer estoque grande. Os produtos têm renovação rápida e os preços caem de uma mês para o outro. O aconselhável e escolher bem os parceiros, dando preferência àqueles que honram os compromissos, cumprindo prazos, atendendo a pedidos de materiais e facilitando os pagamentos. Ficar atento às novidades em equipamentos e acessórios e tirar proveito da internet para o negócio é indispensável para garantir o atendimento à clientela que, em sua maioria, é conhecedora de detalhes em informática e exige qualidade.
- A facilidade de se comprar computadores diretamente das grandes empresas multinacionais, com pagamentos facilitados e garantia de originalidade das peças, assistência técnica globalizada, agregado de sofwares e outros serviços, pode vir a ser um grande obstáculo ao sucesso desse tipo de empreendimento. Muitos consumidores, atualmente, baseando-se nos argumentos acima, têm uma certa relutância em acreditar na confiabilidade dos equipamentos montados.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- registro na Junta Comercial;
- registro na Secretária da Receita Federal;
- registro na Secretária da Fazenda;
- registro na Prefeitura do Município;
- registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
- registro no Sindicato Patronal;
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação à localização) e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078 de 11.09.1990).
O futuro empreendedor deve ter conhecimento de algumas leis que regem este setor, tais como:
- Lei nº 9.609/98 (Lei de Programa de Computador). Promulgada em 19/02/98, substitui a Lei 7646/87, dando liberdade de produção e comercialização de softwares de fabricação nacional ou estrangeira.
Também comete crime o comerciante que importar, expor ou manter em estoque programas estrangeiros que não tenham sido registrados na Sepin (Secretaria de Política de Informática e Automação), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Para eles, a lei prevê pena de detenção de até quatro anos, além de multa.
- Lei nº 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais). Substituiu a Lei 5988/73, assegurando a integral proteção dos direitos dos autores e estabeleceu penas rigorosas a quem viole esses direitos. Assim, piratear programas de computador se tornou crime, passível de pena de seis meses a dois anos de prisão.
- Lei nº 10.176/2001 (Lei de informática). Dispõe sobre a capacitação e competitividade do setor de tecnologia da informação.
Uma armadilha para os donos de lojas de informática são os produtos importados, que muitas vezes chegam aos comerciantes por vias ilícitas. É importantíssimo, o empreendedor certificar-se dos produtos e equipamentos importados que chegam à sua loja, caso contrário poderá ser enquadrado como cúmplice em crime de contrabando.
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), autarquia federal vinculada ao Ministério da Indústria, Comércio e Turismo é o orgão responsável pelos registros dos programas de computador. Para que possa garantir a exclusividade na produção, uso e comercialização de um programa de computador, o interessado deve comprovar a autoria do mesmo, estando portanto revestido de grande importância o registro no INPI.
Eventos
Fenasoft 2002
Data: 23 a 28 de Abril de 2002
Local: Expo Center Norte - São Paulo - (SP)
Entidades
ASSESPRO - Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia de Informação
Av. Treze de Maio, 33 - Bl A - Sl.509 - Centro - Rio de Janeiro - (RJ)
20031-000
Tel. (21) 2533 1115
INPI/ES - Instituto Nacional de Propriedade Industrial
SEPIN - Secretaria de Política de Informática e Automação (Mistério da Ciência e Tecnologia)
Esplanada dos Ministérios - BL E - Brasília - (DF)
70067-900
Tel. (61) 225 5440 / 317 7500
ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1713 - 3º andar – cj.33/34 – São Paulo - (SP)
01451-910
Tel. (11) 3816 1185
Bibliografia
SEBRAE/RS. Loja de informática. 2. Ed. Porto Alegre: Sebrae/RS, 2001. 66p.
SEBRAE/SP. Loja de suprimentos de informática. São Paulo: Sebrae/SP, 1995. 38p.
SEBRAE/CE. Produtos de informática. Fortaleza: Sebrae/CE, 1995. 39p.
SEBRAE/NA. Loja de Informática. Brasília: Sebrae/NA, 1996. 66p.
SOUZA, Lázaro Evair de. Loja de Artigos de Informática. Pequenas Empresas Grandes Negócios, n.71, Dez./94, p. 88-93
AS BOAS IDÉIAS DO MÊS. Pequenas Empresas Grandes Negócios. Nov.1997. nº 106. p. 61. Adaptação: SEBRAE/ES.
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Loja de ração para animais
Ficha Técnica
Setor da economia: secundário
Ramo de atividade: comércio
Tipo de negócio: comércio de rações para animais
Produtos ofertados/produzidos: rações em geral
Apresentação
A criação de animais para as mais diversas finalidades e o carinho que muitos donos têm pelos seus bichos de estimação, considerando-os muitas vezes um membro da família, justifica a proliferação de negócios relacionados a eles.
Mercado
O mercado de alimentos para animais continua oferecendo espaço para novos empreendimentos. Quando se fala em bichos, não é necessário limitar-se a vendas no varejo para pessoas que possuem um animal de estimação. Pode-se também pensar que existe a possibilidade de vendas no atacado, com o fornecimento desses produtos para canis e criadores de diversos outros tipos de animais.
Localização
Deve-se levar em consideração as facilidades de acesso e a disponibilidade de vagas para estacionamento de veículos em local próximo ao ponto comercial. Se houver possibilidade, deve-se oferecer estacionamento no local ou convênio com estacionamentos nas redondezas.
Estrutura
Manter uma estrutura de comercialização conforme o que determina a lei significa: mantê-la separada das dependências residenciais ou outras estranhas à finalidade específica do estabelecimento, bem como disponibilizar dependências adequadas à correta conservação e manutenção de limpeza, desinfecção e refrigeração dos produtos.
Equipamentos
Os equipamentos básicos são:
- balcão de atendimento, prateleiras;
- telefone, calculadora;
- banquetas/cadeiras;
- balanças;
- veículo;
- telefone, computador e material de escritório.
Investimento
Será fundamental fazer uma avaliação precisa do capital disponível, para que se possa dimensionar o negócio corretamente. Lembrando que, o investimento irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento.
Pessoal
Deverão ser pessoas que tenham conhecimentos sobre animais, de como manejá-los e detectar doenças. É conveniente ter como sócio um veterinário, já que a legislação exige a presença desse profissional no caso de comercialização de produtos veterinários. Com isso, o estabelecimento terá um diferencial para competir com as redes atacadistas.
Produto
O produto básico é a ração, sendo que esta é específica para cada animal, tais como:
- bovinos;
- caprinos e ovinos;
- domésticos;
- equinos;
- linha de aves de corte e postura;
- suínos etc...
Tipos de rações
- Completas: Cobrem todas as necessidades nutricionais do animal. Garantem qualidade na quantidade certa de ração diária.
- Específicas: são destinadas a necessidades fisiológicas particulares: aleitamento e lactação, por exemplo.
Fornecedores
Os fornecedores de rações comercializados pelas lojas são os distribuidores, que costumam visitar os clientes para oferecer a mercadoria.
Lembretes importantes
- O mais importante da atividade é adquirir conhecimento a respeito não só das rações que se deseja comercializar, mas também do tipo de clientela que se pretende atender e, no caso, um requisito essencial é gostar de lidar com bichos.
- É importante lembrar que quem compra não consome, mas exige que seu animal fique plenamente satisfeito com o produto escolhido.
- Para quem estiver pensando em apenas revender rações, a dica é ofertar outros tipos de produtos e serviços para atrair a clientela, aproximando-se, quando for o caso, do perfil de uma pet shop.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- registro na Junta Comercial;
- registro na Secretária da Receita Federal;
- registro na Secretária da Fazenda;
- registro na Prefeitura do Município;
- registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
- registro no Sindicato Patronal;
- registro no Ministério da Agricultura para comercialização de rações, vacinas e outros produtos veterinários;
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei Nº 8.078 de 11.09.1990).
Quando houver prestação de serviços de vacinação, banho e tosa, será necessária a contratação de um veterinário, já que neste caso é obrigatória, por Lei, a supervisão de um profissional da área.
Eventos
Conbravet 2002- XXIX CONGRESSO BRASILEIRO DE VETERINÁRIA
Data: 10 a 14 de Outubro de 2002
Local: Gramado - (RS)
Pet Fair 2002 – Feira Internacional de Produtos e Serviços da Linha Pet e Veterinária
Data: 24 a 26 de Outubro de 2002
Local: Expo Center - Transamérica - São Paulo – (SP)
Entidades
CFMV – Conselho Federal de Medicina Veterinária
SCS - Quadra 01 - Bl. E - 30 Ed. Ceará - 14º andar - Brasília - (DF)
70303-900
Tel. (61) 322 7708 / 8196
SINDIRAÇÕES – Sindicato Nacional das Industrias de Alimentos Animais
Rua Cláudio Soares, 160 - Pinheiros - São Paulo - (SP)
05422-030
Tel. (11) 3031 3933
Bibliografia
RAÇÕES PARA CÃES, O Estado de São Paulo, Encarte Painel de Negócios,31/03/98, p. 2.
Cresce venda de ração para cães e gatos. Folha de São Paulo, 17/11/98, pág. 05.
REVISTA PEQUENAS EMPRESAS GRANDES NEGÓCIOS. Fevereiro, 1999. N.º121.
PERFIL DE NEGÓCIOS – SEBRAE/SP- Pet Shops.
FOLHA DE SÃO PAULO.
O ESTADO DE SÃO PAULO, Painel de Negócios, PET SHOP, 13/06/2000
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Loja de utilidades domésticas
Ficha Técnica
Setor da economia: terciário
Ramo de atividade: comércio
Tipo de negócio: comércio varejista de utilidades domésticas.
Apresentação
Esse tipo de loja tem origem nos tempos em que mascates (aqueles vendedores que viajavam pelo interior levando de tudo para vender aos comerciantes) eram as principais fontes de abastecimento do comércio. Naquela época, e ainda hoje em algumas pequenas cidades, as lojas eram raras e por isso precisavam oferecer um leque bastante diversificado de produtos para atender às necessidades dos locais. Com o passar do tempo, essas lojas “de tudo um pouco” foram se especializando e surgiram as de utilidades domésticas. Muitas dessas lojas especializadas são confundidas com lojas de presentes, devido ao alto nível de suas mercadorias.
Mercado
Bastante competitivo, já que enfrenta concorrência de supermercados e estabelecimentos afins. Porém, há uma tendência para que essa concorrência se concentre nos grandes, nos hipermercados e nas mercearias de pequenas cidades do interior. A chave do sucesso pode estar na especialização em um tipo de linha de produtos ou em um tipo de público. Pode também estar na estratégia de preços, sendo esta sempre muito perigosa. E pode ainda seguir o caminho que a maioria vem adotando: a busca pelas novidades, pelos produtos exclusivos, diferentes da concorrência.
Estrutura física
A área necessária para a loja dependerá do local onde será instalada. Seriam necessários pelo menos 25 m² só de área de vendas para uma boa exposição das mercadorias. É importante ressalvar que o consumidor gosta de lojas de utilidades domésticas abarrotadas de produtos, portanto uma loja muito grande exigirá muito dinheiro investido em estoques. Mas todo cuidado é pouco na arrumação das lojas. É preciso deixar espaço para o cliente transitar com tranqüilidade e examinar os produtos antes de escolher quais irá levar.
Investimento
Os investimentos podem variar muito, dependendo da estrutura a ser adotada pelo empreendedor. Esta variação gira em torno de R$ 20 mil a R$ 150 mil.
Equipamentos
- Balcões para exposição;
- prateleiras;
- displays para pendurar produtos adquiridos em cartelas;
- materiais de escritório;
- caixas registradoras, computadores etc.
Produtos ofertados
As mercadorias comercializadas nesse tipo de loja caracterizam-se quase sempre pela sua utilidade de uso em uma residência. São utensílios que auxiliam as pessoas nas atividades domésticas. É o tipo de comércio em que os consumidores encontram “de tudo um pouco”. O varejo de utilidades domésticas pode trabalhar com uma infinidade de produtos. Desde ferramentas manuais ou elétricas, até utensílios para limpeza, plásticos, utensílios para a cozinha, banheiro, lavanderia, pequenos eletrodomésticos, como torradeiras e cortadores de queijos etc. Os produtos podem ser nacionais ou importados, comprados de fabricantes ou atacadistas ou importadores. Podem ser infimamente baratos, chegando a custar alguns poucos centavos, ou muito caros, convivendo pacificamente na mesma loja.
Funcionamento
A loja de utilidades domésticas pode começar a partir de um pequeno estoque de diferentes tipos de utilidades domésticas arrumadas em prateleiras, displays (aqueles com ganchos para pendurar cartelas) ou balcões à vista do consumidor. A compra dos produtos é feita na maior parte das vezes junto a representantes e/ou vendedores de empresas atacadistas. Algumas empresas, sobretudo quando são fabricantes e não distribuidores, oferecem colocar seus produtos em consignação. O que significa dizer que a loja não correrá risco de não vender os produtos e ter que pagar assim mesmo. No sistema de consignação o lojista só paga de tempos em tempos pelos produtos que ele efetivamente conseguiu vender. Esta prática acontece também com fornecedores pequenos, sem nome na praça, que fazem isso para facilitar a experimentação do produto pelos lojistas.
Alternativas
É bastante comum os proprietários das lojas de menor porte optarem pela diversificação, passando a trabalhar com outros produtos como materiais de limpeza, produtos de higiene e até alimentos.
Algumas lojas optam pela especialização em tipos específicos de utilidades: importadas, para banheiros, somente para cozinhas, somente ferramentas etc.
De qualquer forma, a grande inovação deste mercado ainda são os produtos importados, porém, com algumas ressalvas, já que a indústria nacional vem desenvolvendo em ritmo muito acelerado produtos similares, de mesma utilidade e aceitação do público, mas com preços bem mais atraentes.
Legislação Específica
Torna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- registro na Junta Comercial;
- registro na Secretária da Receita Federal;
- registro na Secretária da Fazenda;
- registro na Prefeitura do Município;
- registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma Receita Federal)
- registro no Sindicato Patronal;
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078 de 11.09.1990).
Entidades
ABUP – Associação Brasileira das Empresas de Utilidades e Presentes
R. Paes de Araujo, 77/Bairro Itajaim/SP/04531-090
Tel.: (11) 3167 2330 / e-mail: abup@abup.com.br
Bibliografia
rcl.cjb.net - Loja de utilidades on-line; Site de vendas pela Net do Canal de TV Shoptime; Site das Lojas Americanas; Site sobre a Feira de Utilidades Domésticas; Editora Globo Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios; Site do Senado com Legislação Brasileira.
Consulta IPT 0619/98
INTRANET DO SEBRAE-ES
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Marcenaria
Ficha técnica
Setor da economia: terciário
Ramo de atividade: prestação de serviços
Tipo de negócio: marcenaria
Produtos ofertados/produzidos: móveis e peças em madeira
Apresentação
A arte de trabalhar a madeira é milenar. Descrita nos livros mais antigos como carpintaria, evoluiu para a marcenaria, perdendo suas características rústicas. Quando feita artesanalmente, é uma atividade que exige paciência e habilidade. O avanço da tecnologia colocou máquinas modernas à disposição do homem, permitindo que inúmeros artefatos e objetos úteis fossem produzidos em escala, sem a perda de qualidade do produto.
Mercado
O crescimento demográfico e as soluções encontradas a partir dessa imposição acabaram por caracterizar um nicho de mercado para os marceneiros. Mercado este de grande concorrência e de consumidores muito atentos, onde não há espaço para o amadorismo.
Localização
O local deverá ter um bom fluxo de pessoas e veículos.
Estrutura
Deve apresentar uma área específica de trabalho, onde será fabricado o móvel e guardada a matéria prima, além de ter um espaço reservado para o escritório, que deverá ser isolado da oficina, se possível também no que se refere a ruídos.
Equipamentos
- Serra Fixa de Mesa;
- serra Portátil;
- serra Tico-Tico;
- lixadeira;
- desempenadeira;
- jogo de Ferramentas;
- móveis e utensílios de escritório;
- telefone, fax, computadores etc.
- veículo utilitário (para entregas).
Investimento
É variável de acordo com a estrutura do empreendimento, girando em torno de R$ 50 mil.
Pessoal
O número mínimo de funcionários é de cinco pessoas. Contar com uma fiel equipe de funcionários é de extrema importância. O empreendedor deve se dedicar com afinco à tarefa de capacitar, estimular e manter seus quadros de pessoal. A perda de um profissional experiente causa um prejuízo muito grande com o treinamento de outro. Muitas marcenarias optam por treinar internamente seus profissionais, mas as escolas especializadas em técnicas de marcenaria também têm tido muito trabalho.
Perfil do empreededor
Um marceneiro é capaz de projetar e confeccionar todo e qualquer tipo de móvel, possui habilidade com desenhos, croquis e especificações técnicas em função das fases estabelecidas na execução de móveis. É ele também quem escolhe as matérias-primas para utilização na construção, os tipos, procedência e utilização de elementos de fixação na confecção de móveis.
Além disso, também desenvolve:
- elaboração de traçados, marcações, formas e dimensões constantes nos desenhos ou esboços, em função da execução de cortes e entalhes em móveis;
- técnicas de revestimento na confecção de móveis;
- operacionalização de máquinas, instrumentos e ferramentas, em função da confecção de móveis;
- conhecimento de técnicas de montagem na execução de móveis, técnicas de acabamento utilizadas na montagem de móveis, técnicas de afiação de ferramentas de corte em função da execução de trabalhos em madeira e aplica as normas de segurança relacionadas à utilização de máquinas, instrumentos e ferramentas.
Processo de produção
- 1º passo: definir claramente com o cliente as suas expectativas e necessidades, o que pode ser feito com a apresentação de um croqui para aprovação. Outra forma é a apresentação por parte do cliente de um desenho detalhado. O importante é que não fiquem dúvidas sobre a peça a ser executada.
- 2º passo: preparar o orçamento, descrevendo o tipo de madeira a ser usado, material de acabamento, assim como preço, condições de pagamento e prazo de entrega. Este deve ser apresentado ao cliente para aprovação final;
- 3º passo: consiste na confecção da peça, que irá variar de acordo com o produto a ser fabricado.
- 4º passo: Após a confecção da peça, é conveniente que o cliente verifique e dê sua aprovação, para que se possa seguir para a próxima etapa.
- 5º passo: Depois de aprovado pelo cliente, segue-se para a montagem/acabamento final e posterior entrega da peça.
Gestão e marketing
Seja para quem já tem experiência no batente, seja para quem está chegando agora ao setor, as melhores chances estão mesmo reservadas para quem cuida com carinho da gestão e do marketing do negócio.
Preços
Outro desafio dos empreendedores do ramo de marcenaria, além do marketing, é aperfeiçoar os cálculos dos preços do serviço. Não dá mais para praticar aquela conta do passado, em que o marceneiro simplesmente multiplicava o custo da matéria-prima por 2,5 para chegar ao orçamento.
Lembretes
Alguns lembretes importantes:
- A publicidade é fundamental e, neste caso, tem na informação boca-a-boca sua principal forma de expressão;
- A criatividade por parte do marceneiro é muito importante, já que a inovação na criação de novos modelos deve ser constante.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- registro na Junta Comercial;
- registro na Secretária da Receita Federal;
- registro na Secretária da Fazenda;
- registro na Prefeitura do Município;
- registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma Receita Federal)
- registro no Sindicato Patronal;
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e também o Alvará de Funcionamento. Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078 de 11.09.1990).
Bibliografia
SEBRAE/SP. Marcenaria. São Paulo: Sebrae/SP, 1997. 40p.
SEBRAE/NA. Marcenaria. Brasília: Sebrae/NA, 1996. 216p.
Pequenas Empresas Grandes Negócios, Edição de Outubro/99.
SOUZA, Okky de. Marceneiro de luxo. Veja On-line 09/09/98.
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Mercearia
Ficha técnica
Setor da economia: terciário
Ramo de atividade: Comércio
Tipo de negócio: mercearia
Produtos ofertados/produzidos: alimentos em geral, grãos, farináceos, laticínios, produtos de higiene e limpeza, verduras, legumes, frutas, bebidas etc.
Apresentação
Estabelecimento antigo e tradicional no mercado de alimentos e suprimento de pequenas urgências domésticas, a mercearia é um tipo de comércio que atende, basicamente, aos moradores das redondezas de determinado bairro, além de eventuais transeuntes. Todos usam a mercearia para repor, em pequenas quantidades, itens em falta na despensa ou para compras de emergência.
Mercado
A globalização econômica que vem atraindo grandes supermercadistas internacionais para o Brasil e o acirramento da disputa entre as grandes redes nacionais de varejo não afetará o pequeno supermercado, a mercearia de bairro. Ela continuará tendo espaço para sobreviver no mercado. No entanto, o pequeno comerciante precisa ter uma visão clara do público que pretende alcançar e dos seus espaços de atuação.
Geograficamente, o país é muito grande e isto contribui para que nenhuma empresa consiga dominar sozinha o mercado, abrindo assim, espaço para todos. Porém, uma concorrência que está começando a se manifestar nesse nicho de mercado é a do mercado de vendas em domicílio. A concorrência direta (mercearias do mesmo tipo) é grande, mas não é muito agressiva.
Localização
Como qualquer estabelecimento comercial, a mercearia deve estar instalada num ponto de grande circulação de pedestres e veículos. Vale como dica importante a sua instalação em bairros estritamente residenciais com alta densidade demográfica, onde normalmente é proibida a instalação de estabelecimentos comerciais de grande porte. Neste caso então, a finalidade da mercearia estará plenamente justificada, atendendo a um grande contingente populacional carente deste tipo de comércio. Na escolha do ponto, é importante também escolher construções voltadas para o sol nascente (evitando deste modo, o sol forte e o calor da tarde), com a fachada no nível da rua e sem recuos que possam esconder o estabelecimento.
Estrutura
A aparência geral da mercearia contará muito para o cliente. Uma loja limpa, bem organizada, com os produtos agrupados por afinidades (por exemplo: bebidas próximas aos salgadinhos) sempre causará boa impressão. O espaço deve ser organizado com gôndolas para exposição de frutas e legumes, balcão frigorífico com vitrine para laticínios, prateleiras para produtos não perecíveis, balança em local de fácil visualização e balcão para atendimento com caixa registradora. Áreas para estoque e para sanitário deverão estar reservadas.
Equipamentos
Os equipamentos básicos para instalação de uma mercearia são:
- balcão frigorífico;
- gôndolas;
- calculadora;
- balcão de atendimento;
- caixa registradora;
- prateleiras;
- veículo utilitário.
Investimento
Os investimentos variam de acordo com a estrutura do empreendimento, podem variar em torno de R$ 50 Mil.
Pessoal
Irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, mas para início da atividade pode-se contratar apenas um auxiliar, ficando o empreendedor à frente do negócio. Inicialmente, não se está prevendo o sistema de entregas, que poderá ser implantado num segundo momento, fazendo-se necessária, então, a contratação de mais um auxiliar.
É bom lembrar que ao empreendedor caberá além da administração geral, a parte de compras.
Características do empreendedor
É fundamental que o empreendedor tenha grande capacidade de negociação, habilidade na relação com o público e aguçada percepção para perceber oportunidades que proporcionem facilidades que o diferenciem, deixando-o sempre à frente da concorrência. Mas não será necessariamente o empreendedor o dono de todas estas características. Importante mesmo é que haja alguém diretamente envolvido com o dia a dia do negócio (gerente, sócio, responsável etc.) que apresente este perfil.
Perfil do consumidor
O consumidor da mercearia é, em sua maioria cativo, fiel ao estabelecimento, mas também dá muita importância à qualidade, variedade e preço. Este tipo de comércio de alimentos e congêneres é muito direcionado ao atendimento, de modo geral, a pequenos volumes de compras para reposição ou de emergência, uma vez que as compras em grandes volumes são feitas, geralmente, em outro tipo de estabelecimento.
Relação consumidor x mercearia
A relação entre empreendedor e cliente costuma ser estreita, proporcionando ao primeiro facilidade para cultivar o atendimento diferenciado. O estabelecimento poderá destacar-se ainda mais frente ao consumidor, oferecendo sistema de entregas em domicílio. É uma forma de fortalecer o vínculo com o cliente habitual e de criá-lo com o cliente potencial, facilitando o que é considerado a maior dificuldade inicial nesse tipo de empreendimento: formação da clientela. Medidas como esta encorpam o vínculo e proporcionam a formação de uma clientela fiel ao estabelecimento.
Fornecedores
Não serão causa de grandes preocupações, já que existe uma grande quantidade de atacadistas, entrepostos e eventualmente, importadores, capazes de suprir as necessidades deste tipo de estabelecimento.
Linha de produtos
Na medida do desenvolvimento do empreendimento, é interessante agregar ao máximo possível produtos encontrados nas redes maiores, tais como: verduras e legumes limpos e cortados; pescados, frutos do mar e crustáceos congelados; produtos semi-prontos; bebidas, frios cortados e embutidos, enfim, todo e qualquer produto que possa ampliar as facilidades para o consumidor, partindo até mesmo para oferta de produtos característicos de outros tipos de estabelecimentos comerciais (como por exemplo, medicamentos que não exijam controle médico, vasilhames etc.). Enfim, variedade e qualidade dos produtos ofertados, junto ao atendimento diferenciado, são a chave para o sucesso.
Abastecimento
É fundamental evitar que um item, ainda que de demanda média, possa faltar nas prateleiras da mercearia; frustrar o consumidor em sua procura pelo produto esperado e normalmente urgente para aquele momento, é entregá-lo ao concorrente. A possibilidade de ampliação da oferta de produtos é muito importante e caberá ao empreendedor, na medida em que o estabelecimento vai se desenvolvendo, ter sempre em mente que o aproveitamento máximo da estrutura já existente é um fator de geração de melhores resultados. A compra tem que ser cuidadosamente planejada, tanto na quantidade quanto na qualidade dos produtos a serem adquiridos.
Controle de estoques
Ao controle dos estoques deverá ser dada especial atenção, tanto para garantir a oferta permanente de todos os itens previstos, quanto para evitar perdas. É importante lembrar que deve-se possibilitar ao cliente a segurança de sair de casa e realmente encontrar o produto desejado na sua mercearia. Para auxiliar nesta empreitada, existem hoje no mercado softwares (programas de computador elaborados para fins específicos) muito eficientes, que representam ferramentas na informatização da loja funcionando então, como um facilitador do gerenciamento.
A aquisição das mercadorias deve ser bem planejada e irá variar de acordo com as características do estabelecimento e especialmente com os hábitos de consumo da clientela.
Propaganda
Uma das mais eficazes são aquelas feitas via mala direta ou com folhetos disponíveis no próprio estabelecimento e anúncios em jornal do bairro. Mas sem dúvida, a propaganda boca-a-boca é imbatível e é reflexo da atenção dada pelo empreendedor ao bom atendimento na mercearia. Mais um motivo para que o empreendedor mantenha-se à frente do negócio, cuidando da administração geral, finanças e parte comercial, das compras e, além de tudo, do contato com o cliente.
Fatores que influenciam o sucesso:
- oferta diversificada e qualidade dos produtos;
- planejamento de compras;
- qualidade no atendimento.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- registro na Junta Comercial;
- registro na Secretária da Receita Federal;
- registro na Secretária da Fazenda;
- registro na Prefeitura do Município;
- registro no INSS; (Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma Receita Federal)
- registro no Sindicato Patronal.
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e também o Alvará de Funcionamento. Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078 de 11.09.1990).
O empreendedor deve ter conhecimentos de algumas leis que regem o setor, tais como a Lei nº 5.172/66, que dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios.
A utilização da máquina registradora (ECF-Emissora de Cupon Fiscal) exigirá uma autorização de uso pela Secretaria da Receita Federal, que poderá ser solicitada à mesma através do formulário "Pedido para Uso ou Cessação de Uso" e que, concedida (denominada "Comprovante de Autorização da Máquina Registradora"), deverá estar afixada em local visível.
Bibliografia
SEBRAE/SP. Mercearia. São Paulo: Sebrae-SP, 1997, 40p.
Como Montar Uma Mercearia – Guia Prático – Sebrae/SP
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Oficina mecânica
Ficha Técnica
Setor da economia: terciário
Ramo de atividade: prestação de serviços
Tipo de negócio: oficina mecânica
Produtos ofertados/produzidos: serviços de manutenção preventiva (revisão) e consertos em geral de veículos automotivos.
Apresentação
As velhas oficinas mecânicas, pequenas e abafadas, cuja qualidade de atendimento dependia do humor de seu proprietário, estão com seus dias contados, garantem os especialistas. Houve mudança de tecnologia e as exigências são maiores, o que torna necessário investir na modernização dos conceitos administrativos e dos serviços para competir no ramo.
Mercado
O mercado consumidor dos serviços de uma oficina mecânica é geralmente constituído pelos proprietários particulares de automóveis, frotistas, isto é, empresas ou pessoas que possuem diversos carros, orgãos públicos, seguradoras etc.
Atualmente este mercado passa por um processo de seleção (somente as melhores sobreviverão) e está cada vez mais competitivo. Um dos fatores vêm movimentando esse mercado é a entrada, no Brasil, de franquias especializadas na reparação de veículos, com grandes estruturas de atendimento em redes espalhadas pelo país. Além disso, há um novo comportamento de compra depois do ingresso dos importados e dos carros populares. A classe alta consome carros estrangeiros, que demandam conhecimento específico nas oficinas. E a classe média troca de carro antes que ele comece a apresentar problemas, o que acaba por reduzir o trabalho de consertos mecânicos.
Localaização
Ruas e avenidas movimentadas são o ponto ideal para montar uma oficina mecânica. A fachada do empreendimento deve destacar os serviços oferecidos e as promoções.
Estrutura
A estrutura básica de uma oficina mecânica é bem simples, sendo composta basicamente de duas áreas: uma para o escritório e outra para área operacional (execução dos serviços).
Equipamentos
Os equipamentos básicos são:
- equipamentos eletrônicos de lanternagem e mecânica em geral;
- ferramentas;
- telefones e fax;
- computadores;
- móveis de escritório e da oficina;
- material de expediente.
Investimento
O investimento em equipamentos e instalações será correspondente à estrutura do empreendimento, podendo variar em torno de R$ 50 mil.
Pessoal
Contar com um bom mecânico e funcionários preparados para oferecer qualidade e rapidez é fundamental. O número mínimo é de três pessoas trabalhando no local, incluindo o dono, mas será variável de acordo com a estrutura do empreendimento,
Fornecedores
Recomenda-se manter um estoque baixo de peças, pois há muitos fornecedores no mercado e a variação negativa de preços é comum. As semanas anteriores a feriados prolongados, como Natal e Carnaval, são épocas de maior movimento e o empresário deve estar preparado para isso.
O processo
O processo de trabalho resume-se em receber o automóvel do cliente, detectar o problema apresentado, informar ao cliente sobre o problema e definir o orçamento e prazo do serviço, para aprovação do cliente.
Diversificando os serviços
Com a maior concorrência do setor, exige-se do futuro empreendedor que tenha no mínimo, criatividade e investimento, buscando:
- aprender a trabalhar com carros importados, já que com a abertura econômica, os carros importados representam uma a boa parte do movimento de muitas oficinas;
- oferecer serviços extras, como a retirada e entrega do veículo no local indicado pelo cliente ou, ainda, investir na aquisição de peruas e transformá-las em unidade móvel. A van pode ser equipada com computador e ferramental básico para diagnosticar problemas de um veículo ou fazer pequenos reparos;
- parcerias (apoio externo) é uma tendência no setor. É possível estar ligado a uma bandeira, seja de uma montadora ou de uma empresa de autopeças, já que para as montadoras e importadoras de veículos é interessante contar com oficinas aplicadas no ofício. As montadoras e importadoras acabam repassando serviços como revisão ou mesmo manutenção que não pode ser feita nas próprias concessionárias e, no caso das autopeças, cria-se um sistema parecido com o de consignação, onde as peças são pagas à medida que forem sendo utilizadas.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- registro na Junta Comercial;
- registro na Secretária da Receita Federal;
- registro na Secretária da Fazenda;
- registro na Prefeitura do Município;
- registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma Receita Federal)
- registro no Sindicato Patronal;
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e também o Alvará de Funcionamento. Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078 de 11.09.1990).
Bibliografia
"Oficina mecânica". O Estado de São Paulo. Painél de Negócios. 23.dez.1997. p. 2.
"Renovação é a arma do negócio". O Estado de São Paulo. Outros Negócios. 20.jan.1998. p. 8.
"Parceria com fornecedor é tendência". O Estado de São Paulo. Outros Negócios. 20.jan.1998. p. 9.
"Oficinas aceleram". Pequenas Empresas, Grandes Negócios. Destaques. mar.1998. p. 8.
"Vistoria anima mecânicas". Marcos de Oliveira. Pequenas Empresas Grandes Negócios. abr. 1998. nº 111. p. 39 a 42.
SEBRAE/SP. Oficina mecânica. São Paulo: Sebrae/SP, 2. ed. 1996. 40p.
SEBRAE/PR. Oficina mecânica. Parana: Sebrae/PR, 1995. 20p.
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Padaria
Ficha técnica
Setor da economia: secundário.
Ramo de atividade: indústria de panificação.
Tipo de Negócio: pães em geral, doces, salgados, bebidas, etc.
Apresentação
As padarias não são mais aquelas. Desde o início dos anos 90, elas estão se transformando em lindas lojas que pouco lembram os tempos da caderneta, quando as contas do freguês eram anotadas.
Hoje em dia muitas padarias encontram-se num estágio de transição. Procurando adaptar-se à nova situação, elas podem ser confundidas: seria um mini-mercado, uma loja de conveniências, uma delicatessem, uma boutique de pães ou tudo isto misturado? Um pouco de cada um, esta é a realidade da nova padaria.
Mercado
O mercado de panificação está cada vez mais concorrido devido à mudança no perfil do consumidor e à entrada de novos empresários no setor entre outros motivos. Houve também um aumento indiscriminado no número de padarias, às vezes com menos de 50 metros de distância entre cada uma em algumas regiões. A maior concorrência, no entanto, vem dos supermercados, principalmente porque neles os pães são utilizados somente para atrair a freguesia.
Localização
Identificar o lugar certo para instalação de uma padaria requer do empreendedor uma análise dos imóveis disponíveis no bairro, do poder aquisitivo da população local, do número de padarias existentes e da qualidade dos produtos oferecidos por elas. O ideal é procurar uma área com alta densidade populacional ou grande fluxo de pessoas e carros. Deve-se dar preferência a região central da cidade e a locais próximos aos terminais de ônibus, metrô ou táxi. Isso porque muitas pessoas, no final do expediente, quando voltam para casa, compram o pão e o leite diários.
Estrutura
A estrutura básica de uma pequena panificadora exige uma área de 60 a 100 m2 (de preferência com subsolo), dimensionada num projeto que alie praticidade, higiene rigorosa, espaço e local agradável para um atendimento diferenciado em relação aos concorrentes. Além disso, é bom lembrar que cuidados com iluminação e ventilação são imprescindíveis, e que a facilidade de acesso às prateleiras de mercadorias e aos frigoríficos são fundamentais.
Investimento
Irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, podendo variar em torno de R$ 150 mil. Alguns aspectos podem alterar esse valor, como, por exemplo, aluguel do imóvel, além de custos com eventuais reformas e decoração.
Equipamentos
Os equipamentos básicos são: Fornos, amassadeiras, cilindros médio (para sovar a massa), batedeiras, modeladoras, divisoras de massas, utensílios para confeitaria, mini-forno, assadeiras, mini-modeladora, balanças, mesas com cadeiras, balcões, prateleiras, mesas de preparo, além, é claro, dos móveis, utensílios e equipamentos da administração (Computador, fax etc.).
Pessoal
O número mínimo de funcionários deve variar em torno de 12 (05 a 12 pessoas), compostos de uma equipe de produção, balconistas e caixa que trabalhem em turnos de 7 horas/dia.
Funcionamento
O horário de funcionamento de uma padaria é das 6:00 às 22:00hs, todos os dias da semana. Algumas já abrem 24 hs todos os dias.
Atendimento
Atualmente, a comercialização através de vendedores convive harmoniosamente com o auto-serviço, implantado com o objetivo de oferecer à clientela um melhor atendimento por meio da maior variedade de produtos. Há quem prefira nem sair de casa, recorrendo, por meio da internet, às padarias ligadas à rede mundial de computadores. Elas entregam encomendas feitas com um ou dois dias de antecedência. Muitos contestam esse meio com o argumento de que a encomenda do pão via e-mail não emplaca porque o ingrediente principal da padaria é o relacionamento balconista-freguês.
Matéria prima
As matérias primas básicas são farinha de trigo, sal, açúcar, fermento, melhoradores de massa e água. A escolha de matérias-primas deve obedecer a critérios rigorosos, porque delas dependerá o volume, o sabor e a qualidade do produto oferecido e a manutenção de um padrão de qualidade superior.
Tipos de padarias
- Padaria tipo butique: localizadas em regiões com alto poder aquisitivo, concentradas em produtos próprios e importados. Sua quantidade não é representativa.
- Padaria de Serviço: localizadas em regiões centrais e ruas com grande circulação e concentração de lojas comerciais ou escritórios. Além dos produtos de padaria, confeitaria e rotisserie, oferecem serviços de bar, lanchonete, fast food etc.
- Padaria de conveniência: localizadas em bairros residenciais. Além dos produtos próprios de padaria, confeitaria, rotisserie e serviços bar e lanchonete, oferecem uma gama de produtos de conveniência, chegando algumas a oferecer cerca de 3.000 itens.
- Pontos quentes: uma tendência européia em que a padaria abre uma filial, envia alguns tipos de pães já embalados e outros tipos de pães congelados (ou resfriados) para fazer assamento no ponto quente. Não há necessidade de grandes espaços pois não há setor de produção e o de estoque é de reposição diária pela matriz, utilizando menor número de mão de obra.
Linha de produção
Por ser uma unanimidade, o pão é consumido em larga escala. O pãozinho francês de sal de 50 gr, representa 50% dos produtos panificados elaborados. No entanto, dependendo do grau de sofisticação do bairro em que vai ser instalada a padaria, o direcionamento e a personalização dos produtos oferecidos é uma necessidade. É aí que entram os outros pães, como as baguetes, os pães de forma, integrais, hot dog, hamburguers etc. De qualquer modo, o importante para cativar o consumidor é o pão quente a toda hora e atendimento de qualidade superior.
Volume/fluxo de produção
O produto deve sair em quantidades mínimas, várias vezes por dia. Os horários sugeridos são: 1ª remessa às 5 horas; 2ª remessa às 9 horas; 3ª remessa às 12:20 horas, 4ª remessa às 15:30 horas; 5ª remessa às 17:30 horas. Para a 1ª remessa de pães ser vendida às 5 horas, o empreendedor precisa estruturar a equipe de funcionários de modo a obter um revezamento de pessoal que garanta produtividade e evite desperdício. Conforme o movimento e a clientela da padaria, o empreendedor pode remanejar estes horários e as quantidades de remessas. A produção de pães em cada remessa varia de 350 a 700 unidades, de acordo com o movimento. O setor industrial da empresa deverá trabalhar em dois turnos de 8 horas cada, numa média mensal de 26 dias.
Dicas de sucesso
Algumas dicas para o sucesso do empreendimento.
- Adquirir equipamentos modernos, capazes de produzir com alta qualidade e baixos custos operacionais, tornando seu produto competitivo no mercado.
- Manter o padrão de qualidade e uniformidade do produto.
- Observar os aspectos legais que envolvem o empreendimento, tais como registros e inscrições nos órgãos públicos pertinentes.
- Preparar-se para a condução do negócio através do desenvolvimento de suas habilidades gerenciais e da formação dos seus funcionários.
Parcerias
A qualidade exigida das padarias nesses novos tempos também tem reflexo entre os fornecedores. tanto de equipamentos quanto de produtos e serviços. Os fornecedores buscam compartilhar com as empresas de panificação e confeitaria essa busca por mais eficiência e qualidade, gerando muitas parcerias, como a dos moinhos com o setor em promoções de época: Natal, Páscoa, Dia das Mães, Dia da Criança etc.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- registro na Junta Comercial;
- registro na Secretária da Receita Federal;
- registro na Secretária da Fazenda;
- registro na Prefeitura do Município;
- registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma Receita Federal
- registro no Sindicato Patronal;
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078 de 11.09.1990).
O futuro empreendedor deve ter conhecimento de algumas outras leis.
-A Lei nº 6.437/77 configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções respectivas e dá outras providências.
O Decreto-Lei nº 986/69 institui normas básicas sobre alimentos.
A Portaria nº 326/SUS/MS/97 aprova o regulamento técnico: "Condições Higiênicos-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos".
Para maiores informações consultar o site da Anvisa.
Entidades
ABIP – Associação Brasileira da Indústria e Confeitaria
Rua Tomaz Gonzaga, 802 - Sl 1106 - Bairro Lourdes - Belo Horizonte – (MG)
30180-140
Tel. (31) 3335 4998
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
SEPN 515, Bloco B - Edifício Ômega - Brasília - (DF)
70.770-502
Tel. (61) 448 1326 / 1327 / 1303 / 1321
Bibliografia
INDI. Perfis Industriais: Padaria, Minas Gerais.
SEBRAE/CE. Perfil de Negócios: Panificação, Foraleza: Ed. SEBRAE, 1995, 39p.
Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas de São Paulo. Padaria. São Paulo: SEBRAE-SP, 1997, 40p.
SEBRAE/PR. Panificadora, Curitiba:SEBRAE/PR, 1995, 22p.
Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria - ABIP
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Pastelaria
Ficha técnica
Setor da economia: terciário
Ramo de atividade: comércio
Principais produtos: pastéis, salgadinhos e caldo de cana
Histórico
O pastel é um snack tipicamente brasileiro, sendo derivado do tradicional rolinho primavera da culinária chinesa. Sua introdução se deu através de imigrantes chineses, que tiveram de adaptar-se às matérias-primas disponíveis no Brasil. Contudo, sua popularização na cultura do brasileiro, veio das mãos dos imigrantes japoneses que, por ocasião da II Guerra Mundial, abriram pastelarias no intuito de se passarem por chineses, livrando-se, dessa forma, da discriminação que havia na época em razão da aliança entre alemães, italianos e japoneses.
Os princípios de manipulação e processamento de alimentos da culinária japonesa foram introduzidos nas pastelarias que tornaram-se um grande negócio dentro da colônia. Os pastéis ganharam o gosto popular por serem produtos saborosos, de rápido consumo e principalmente baratos.
A pastelaria comercializa pastéis de diversos tipos e salgadinhos em geral, com acompanhamento de refrigerantes e caldo de cana. Pela praticidade do negócio, fica opcional a venda de sucos naturais, tendo em vista que o cliente deseja fazer uma rápida refeição em tempo também muito escasso.
Mercado
O mercado de pastel tem uma enorme aceitação no Brasil, mas ainda tende a crescer. Mas, se há consumidores, também já existe muita concorrência, não apenas entre pastelarias, mas entre lanchonetes e lojas de fast-food. Por isso, procure o seu lugar no mercado. Conheça quem são seus concorrentes e procure oferecer ao consumidor alguma coisa melhor ou diferente. Para conhecer os seus concorrentes, visite algumas lojas, experimente seus produtos, verifique seus cardápios, seus preços e o movimento dos estabelecimentos. Converse com os consumidores e avalie seu grau de satisfação. Conhecendo a concorrência, você evita o risco de ficar isolado no mercado e incorrer em erros desnecessários.
Localização
O ponto comercial deve ser localizado próximo a empresas, indústrias e escritórios ou escolas e faculdades. É desaconselhável a montagem deste negócio em bairros estritamente residenciais. Evite também abrir o negócio muito próximo de um estabelecimento similar. O maior movimento de clientes ocorre no horário do almoço e no final da tarde, após às 17hs.
Estrutura
Por ser um alimento barato e de fácil digestão (normalmente um pastel ou um salgadinho é degustado em 10 minutos, aproximadamente), o local dispensa a montagem de mesas com cadeiras. A exemplo das modernas lanchonetes de centros urbanos, é aconselhável dispor de bancos no balcão de atendimento e de mesas suspensas sem cadeiras. Recomenda-se uma área mínima de 20m².
Equipamentos
Abaixo estão listados os equipamentos básicos para a montagem de uma pastelaria.
- Balcão refrigerador para acondicionamento de bebidas e alimentos.
- Cortador de frios.
- Fogão.
- Balança (até 6 kg).
- Freezer horizontal.
- Multiprocessador de alimentos.
- Cilindro para massas (manual).
- Batedeira industrial (com capacidade até 6 quilos de massa).
- Bancada de mármore para preparo de massas (2 metros).
- Tabuleiros para acondicionamento das bolinhas de massa.
- Minibalcões tipo estufa para exposição de salgadinhos.
- Utensílios diversos de cozinha ( talheres, pratos, copos, panelas, espremedor de batatas, modeladores de salgadinhos, de pastel, fôrmas etc.
- Fritadeira elétrica industrial.
- Cestinhas para servir os salgadinhos.
- Caixa registradora.
Investimento
Vai variar de acordo com a estrutura que o empreendedor adotar. Vale lembrar que a montagem de uma pastelaria terá o maior investimento na aquisição de uma cozinha industrial, com equipamentos para fabricação de massas, especialmente pastel. O investimento gora em torno de R$ 30 mil.
Pessoal
Também vai variar de acordo com a estrutura do empreendimento. Aconselha-se o mínimo de três funcionários: cozinheiro, ajudante e atendente.
Produção
1 – Preparo do recheio.
2 – Preparo e abertura da massa.
3 – Montagem do pastel.
4 – Fritura.
Lembretes
- O charme deste tipo de negócio está no preparo criativo dos recheios e na apresentação do local como ponto de encontro.
- Tomar cuidado com as perdas causadas pelo manuseio inadequado do produto Elas podem ser eliminadas com a contratação de mão-de-obra qualificada.
- Investir em propaganda é importante, assim como em qualidade, atendimento, higiene e ter preços baixos.
- Ao fim do dia, é aconselhável que seja feita uma limpeza do local. Para diversificar o negócios, o empreendedor pode vender salgados e sucos.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- registro na Junta Comercial;
- registro na Secretária da Receita Federal;
- registro na Secretária da Fazenda;
- registro na Prefeitura do Município;
- registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
- registro no Sindicato Patronal;
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e também o Alvará de Funcionamento. Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078 de 11.09.1990).
Entidades
ABF – Associação Brasileira de Franchising
Av. Brig. Faria Lima, 1739 (antigo 1734), Jardim Paulistano - São Paulo - (SP)
01452-001
Tel. (11) 3814 4200 / 3817 5986
Bibliografia
BARBUTO, Cláudio. O sucesso do pastel. Pequenas Empresas Grandes Negócios,
Rio de Janeiro, v.5, n.57, p. 33 – 38, out./93
INSTITUTO MONITOR. Guia de implantação de negócios: Guia do comércio.
São Paulo, 1993.
SEBRAE/SP. Pastelaria. São Paulo, 1997. 37 p.
SEBRAE/NA. Pastelaria. Brasília, 1996. 66 p.
Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, 1999.
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Posto de combustível
Ficha Técnica
Setor da economia: terciário
Ramo de atividade: prestação de serviços
Tipo de negócio: posto de combustíveis
Produtos ofertados/produzidos: abastecimento de veículos, troca de óleo etc.
Apresentação
Nos últimos tempos os postos de combustíveis estão se tornando uma verdadeira central de apoio para os clientes, ou seja, estão deixando de lado a função de ser apenas um ponto de abastecimento. Numa versão mais moderna os postos de abastecimento estão cada vez mais avançados, agregando diversos serviços e com uma completa infra-estrutura para atender às necessidades dos clientes.
Mercado
Há algum tempo, os postos de gasolina faziam parte de um setor listado como de segurança nacional. Era a época dos governos militares e o governo definia tudo: o preço de venda, a quantidade que podia ser fornecida pela distribuidora e até o horário de funcionamento. Em compensação, a concorrência era pequena, pois ninguém podia abrir um posto onde bem entendesse. O candidato tinha que obter uma difícil concessão e a localização era pré-determinada, para evitar proximidade e concentração. Na hora de renovar o contrato com a distribuidora, tudo corria a favor do dono do posto.
De repente, tudo mudou, veio a desregulamentação e o número de postos de gasolina, nos últimos cinco anos, triplicou. Lançados à concorrência, seus proprietários viram as margens de seu negócio baixar rapidamente. Se, de um lado, se beneficiaram com a concorrência entre os fornecedores (com o aparecimento de novas empresas), os postos têm, agora, que disputar sua própria clientela e fazer contas em centavos.
Localização
É fator de extrema importância neste empreendimento. É aconselhavél que o empreendedor faça uma análise das potencialidades do local a ser escolhido, tais como: tráfego, acesso, possibilidades de crescimento do comércio das imediações etc.
Estrutura
Vai variar de acordo com a escolha do empreendedor, ou seja, se ele vai contar ou não com o financiamento da distribuidora. Em ambos os casos, ter uma área disponível é de fundamental importância.
Pessoal
O número de funcionários vai variar de acordo com a estrutura. Contudo, deve-se contar com frentistas e responsável administrativo (gerente e/ou proprietário). Alguns requisitos devem ser levados em consideração na hora da contratação, tais como a gentileza e a educação, visto que neste ramo de atividade tais requisitos são fundamentais.
Começando
O empreendedor pode escolher como montará seu posto, considerando as alternativas relacionadas a seguir.
- Com Financiamento da Distribuidora: para montar um posto de gasolina, os futuros empreendedores podem obter financiamento das distribuidoras, variando até 100% do investimento na construção das instalações físicas.
* Área: seja na cidade ou numa rodovia, a grande variável do empreendimento é o terreno, que pode ser próprio, alugado ou da empresa responsável pela distribuição. Caso o interessado possua a área, a distribuidora analisa todas as suas potencialidades de tráfego, acesso, localização e as possibilidades de crescimento demográfico do comércio das imediações.
* Projeto: havendo interesse, elabora-se um projeto e discutem-se os termos de um acordo de financiamento. Cada caso é um caso e tudo pode ser negociado nessa fase.
* Volume de Vendas. As distribuidoras não investem na abertura de um posto de serviço se acharem que o local escolhido pelo parceiro não tem potencial adequado para o desenvolvimento do negócio. Portanto, o volume de vendas estimado é fator preponderante na hora da negociação.
* Financiamento: pode ser em forma de comodato, de locação ou sublocação, de acordo com a negociação realizada e do interesse da distribuidora.
* Sem financiamento da Distribuidora: é possível montar um posto de gasolina sem parceria com distribuidoras. É o caso dos postos de bandeira branca (normalmente pintados de branco e sem emblemas). É importante destacar que, neste caso, a estrutura vai variar de acordo com a localização do posto, ou seja, se na área urbana ou rodoviária.
Área/Estrutura.
Em zona urbana a área deve ter entre 900 a 1000 m². Um posto rodoviário deve contar com uma área em torno de 7.000 m², já que deverá contar com grandes coberturas, estacionamento amplo para caminhoneiros, banheiros confortáveis com chuveiros, churrascaria, lanchonete e até hotel.
Investimento
Em áreas urbanas o investimento gira em torno de US$ 200 mil. Já um posto rodoviário não deve sair por menos de US$ 500 mil. os equipamentos básicos em ambos os casos são: bombas e filtros de combustível, tanques para armazenamento, densímetro, compressor de ar, mangueiras, máquina de troca de óleo, calibrador de pneus, armários, produtos para lavagem dos carros e móveis de escritório, dentre outros.
Crédito de pagamento de combustível
Para garantir o prazo crédito de pagamento do combustível, que varia de dois dias (tempo permitido por lei) a sete dias no mínimo, o proprietário do posto assina com a companhia distribuidora uma carta de fiança. O descumprimento dnesse prazo faz com que o dono do posto tenha que pagar à vista os fornecimentos posteriores.
Escolhendo a distribuidora
É aconselhável, antes de optar por qual distribuidora representar, realizar uma pesquisa sobre as vantagens oferecidas por cada uma delas.
Agregando novos negócios
Diante de um mercado cada vez mais competitivo, possuir um diferencial é de extrema importância para a sobrevivência neste tipo de empreendimento.
A lista de negócios que podem ser agregados ao comércio de combustível é tão extensa quanto a criatividade do empreendedor: lojas de conveniência, locadoras de vídeo, banca de jornais e revistas, floriculturas, máquinas automáticas para venda de refrigerantes e sorvetes, quiosques para vender água-de-coco, minimercado de produtos para veículos, equipamento automático de lavagem para carro, troca de óleo, lubrificação, chaveiro, máquinas para calibrar pneus com hidrogênio, restaurantes, lanchonetes, hotéis, venda de gelo, carvão etc. Outra alternativa é criar facilidades, como a venda por cartões de crédito, prozo maior no pagamento dos serviços e o aumento da oferta de lubrificantes.
Outras possibilidades
- Cartela de pontuação. O cliente ganha um prêmio ao atingir determinada pontuação. É considerada uma das melhores estratégias, pois faz com que os consumidores retornem várias vezes ao posto, até completarem o número de pontos necessários;
- Combustível. Incentivar a venda de combustível oferecendo uma quantidade de litros para cada tanque abastecido é outra alternativa;
- Brindes. Oferecer brindes para cada venda acima de um valor pré-fixado;
- Datas festivas. O dono de posto pode ainda aproveitar para fazer promoções temáticas em datas como Dia das Crianças e Natal.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- registro na Junta Comercial;
- registro na Secretária da Fazenda;
- registro na Prefeitura do Município;
- registro no INSS;
- registro no Sindicato Patronal;
- alvará de Licença - Corpo de Bombeiros;
- filiar-se a um distribuidor (facultativo).
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078 de 11.09.1990). Cabe ao INMETRO a fiscalização do setor.
O empreendedor deve cumprir, além das normas já mencionadas, algumas leis e normas que regem esta atividade, tais como:
- Lei nº 9.478/97, mais conhecida como "Lei do Petróleo", incentiva o desenvolvimento tecnológico da indústria do petróleo, de forma explícita e imperativa.
- Lei nº 3.491/00 que dá nova redação ao parágrafo único do art. 2o do Decreto no 2.705, de 3 de agosto de 1998, definindo critérios para cálculo e cobrança das participações governamentais de que trata a Lei no 9.478, de 6 de agosto de 1997, aplicáveis às atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural.
A ANP (Agência Nacional do Petróleo), é o orgão regulador desta atividade, sendo assim também responsável pela legislação desta, tendo destaque algumas portarias reguladoras desta atividade. Para maiores informações assessar o site da ANP, que esta em anexo, ou pelo telefone 0800 900267 (atendimento ao consumidor).
Entidades
ANP - Agência Nacional do Petróleo
Rua Senador Dantas, 105 - 8° ao 13° andar - Rio de Janeiro - (RJ)
20031-201
Tel. (21) 3804 0000
IBP - Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás
Av. Almirante Barroso, 52 - 26º Andar - Centro - Rio de Janeiro - (RJ)
20031-000
Tel. (21) 2532 1610
ONIP - Organização Nacional da Indústria do Petróleo
Av. Graça Aranha, 1 - 5º andar - Centro - Rio de Janeiro – (RJ)
20030-002
Tel. (55-21) 2563 4615
Bibliografia
SCHOLZ, Cley. ANP suspende o registro de distribuidoras, O Estado de São Paulo, 17/03/98, p. B 5.
Pequenas Empresa Grandes Negócios. Globo. Nº 65. Jun/94. p.75-76
Pequenas Empresas Grandes Negócios. Globo. Nº 54. Julho/93. P. 85-89
Pequenas Empresas Grandes Negócios. Globo. Nº 80. Set./95. P.24-32
Pequenas Empresas Grandes Negócios. Globo. Nº 32. Set./91. P.38-44
Pequenas Empresas Grandes Negócios. Globo. Nº 15. Abril/90. P.65-66
SEBRAE/PR. Posto de Gasolina. Curitiba. Sebrae, 1995. 20p
SEBRAE/SP. Como montar um posto de gasolina. São Paulo. Sebrae, 1996. 40p
COAD. Informe Semanal nº 44/98 - ICMS - OUTROS ASSUNTOS ESTADUAIS, p.360.
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Pousada
Ficha Técnica
Setor da economia: terciário
Ramo de atividade: prestação de serviços
Tipo de negócio: serviços de hospedagem
Produtos ofertados/produzidos: alojamento, alimentação e lazer.
Apresentação
Inspiradas nas hospedarias do passado, as pousadas são a versão contemporânea daqueles estabelecimentos em que se pode conjugar o aconchego de um lar à isenção de tarefas domésticas proporcionada pelos hotéis. Elas são fenômenos razoavelmente recentes, mas já estão presentes na maioria das cidades de pequeno e médio porte com vocação turística. Representam alternativa de hospedagem mais acessível, sem que isso signifique ausência de conforto ou charme. Ao contrário, charme, conforto e personalidade são os primeiros pontos em que o empreendedor da área deve investir. As pousadas mais requisitadas têm em comum o respeito às tradições da hospitalidade, integradas a modernos conceitos de conforto e serviços. Tudo pelo prazer de bem receber.
Mercado
Até alguns anos atrás, hospedagem com conforto, requinte e boa comida eram exclusividade de cidade grande no Brasil. Quem quisesse viajar para o interior tinha de se contentar com pousadinhas modestas, de acomodações simples e comida regional sem grande inspiração. Os novos refúgios, que agora oferecem bem mais que isso, seguem uma tendência internacional. Em alguns países do exterior, é possível encontrar acomodações mágicas que, em meio a paisagens estonteantes, oferecem serviço, conforto e comida que nada ficam a dever aos melhores hotéis cinco estrelas. Aqui, o crescimento do turismo rural abriu novas oportunidades de negócio em cidades de pequeno porte e as pousadas que souberem explorar a oportunidade terão boas chances de sucesso.
Localizado
A localização é muito importante porque os clientes procuram lugares bonitos, arborizados, perto de rios, lagos ou do mar, além de silêncio, calma, paz e aconchego. A facilidade de acesso e infraestrutura da região também são aspectos que devem ser levados em consideração por parte do empreendedor.
Estrutura
O ideal é que se procure orientação especializada na definição dos espaços. Um engenheiro ou um arquiteto podem definir o correto aproveitamento do espaço, assim como a forma mais agradável de apresentá-lo. Normalmente cada quarto apresenta ambientação diferente, porém fiel à mesma linha de decoração. O número de quartos que uma pousada comporta varia entre 06 e 16 apartamentos, isso em áreas que vão de 720 m² a 3 mil m². Em termos de área mínima, existe definição legal para instalação do negócio e que varia de Estado para Estado.
Equipamentos
- Utensílos para cozinha.
- Móveis (poltronas, camas, armários etc.).
- Eletroeletrônicos e eletrodomésticos.
- Equipamentos e materias de escritório.
Investimento
O investimento irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, já que neste tipo de negócio os valores dependem muito do porte. O investimento pode ficar entre R$ 60 mil a R$ 160 mil.
Pessoal
Todos os funcionários terão contato direto com os hóspedes e por isso deverão ser, necessariamente, solícitos, gentis e bem apresentados, proporcionando um ambiente familiar, que fuja da padronização dos hotéis. O quadro de funcionários deve contar com: camareiras, faxineiras, recepcionistas e gerente. Parte deles podem ser contratados como autônomos, trabalhando somente nos finais de semana e meses de pico. O profissional de turismo bem aceito é aquele que atua quase como um relações-públicas, além de ser paciente e estar sempre atento às necessidades dos hóspedes. Fluência em idiomas também é fundamental. O ideal é que o profissional domine pelo menos o inglês. Saber expressar-se em espanhol e francês também está se tornado importante.
Estilos
Os estilos adotados pelas pousadas vão dos mais exóticos aos mais adequados, passando pelas sofisticadas, pelas que não aceitam crianças, pelas que fazem de tudo para agradar o adepto do turismo com adrenalina, ou ainda aquelas que não oferecem luz elétrica (tem gente que acha o máximo). Estilos à parte, o importante é não esquecer do charme - esse conceito subjetivo que significa genericamente uma união entre bom gosto, atenção com detalhes, paixão de servir, conforto compatível com expectativas dos hóspedes, localização privilegiada, construção adequada ao meio ambiente e à região, enfim, o conjunto de fatores que emprestam personalidade única ao local e ao próprio hotel.
Processo de trabalho
Em linhas gerais, as etapas que constituem o dia-a-dia de uma pousada são as seguintes:
- receber, atender e alojar os clientes;
- arrumação e limpeza dos quartos e da área exterior;
- preparação das refeições;
- atendimento do bar e do restaurante, além do serviço de quartos;
- lavanderia (pode ser terceirizado);
- fechar as contas dos clientes e receber;
- prestar serviços de reservas.
Pesquisa
Bom projeto e administração enxuta não são suficientes para fazer uma pousada sobreviver além da estação. O negócio exige ampla pesquisa sobre a cidade, a demanda de turistas e a concorrência. O desempenho desse tipo de empreendimento oscila segundo a situação econômica e a infra-estrutura da região. Além disso, mesmo com condições favoráveis, o empreendimento só vingará se o empresário tiver afinidade com a área.
Sazonalidade
As pousadas estão entre os empreendimentos que mais sofrem os efeitos da sazonalidade. As localizadas no litoral, costumam ter fila de espera entre os meses de dezembro e fevereiro, mas passada essa época, a taxa de ocupação é mínima. Com as pousadas das regiões de montanhas não é muito diferente, tendo seu período de maior ocupação em temporada de inverno.
Nichos de mercado
- Grupos fechados: além de turistas avulsos, pousadas podem receber grupos fechados, tais como: maçons, diabéticos, hipertensos, religiosos, estudantes, obesos etc.
- Turismo de aventura: investir no turismo com adrenalina é uma outra opção. Aventureiros em busca de cachoeiras, trilhas pouco exploradas e muita adrenalina.
- Turismo rural: oferecer ao visitante programas que valorizem as atividades rurais.
Fatores que influenciam
- Bom conhecimento do mercado consumidor, fornecedor e concorrência.
- Estrito controle de estoques, receitas e despesas.
- Dedicação.
- Conhecimento do ramo.
- Qualidade da mão-de-obra.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- registro na Junta Comercial;
- registro na Secretária da Receita Federal;
- registro na Secretária da Fazenda;
- registro na Prefeitura do Município;
- registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma Receita Federal)
- registro no sindicato patronal;
- registro da empresa turística na EMBRATUR;
- filiação à ABAV (para concessão de carta de capacitação técnica);
- registro no Sindetur – opcional.
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e também o Alvará de Funcionamento. Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078 de 11.09.1990).
Outras normas legais que devem ser observadas:
- Lei nº 9.605/98, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente e dá outras providências.
- Decreto nº 84.934/80. Dispõe sobre as atividades e serviços das agências de turismo, regulamenta o seu registro e funcionamento e dá outras providências.
Registro Especial
Após serem cumpridos os trâmites acima citados, a empresa providenciará seu registro junto à Instituto Brasileiro de Turismo – Embratur. Geralmente, cada estado possui uma entidade que responde pela Embratur.
Entidades
ABAV - Associação Brasileira das Agências de Viagens - Regional ES
Av. Capitão Domingos Correia da Rocha, 80 - SL ½ - Ed. Master Place - Santa Luíza -
Vitória - (ES)
29047-600
Tel. (27) 3325 8531
EMBRATUR - Instituto Brasileiro de Turismo
Setor Comercial Norte, Quadra 2, Bloco G – Brasília - (DF)
70712-907
Tel. (61) 429 7777
Bibliografia
Folha de São Paulo. Cozinha de pousada é ponto de encontro, Folha Turismo, 28/02/2000
“A GAZETA” do dia 20/02/2000. Pousada, opção de renda e de qualidade de vida.
Folha de São Paulo. Baias viram chalés em pousada rural, 11/01/99 .
Folha de São Paulo. Agrofolha. 19/02/97. Turismo traz renda adicional a fazendas
“A GAZETA” do dia 12/06/2000.
PEGN nº 135. Começando em casa.
Folha de São Paulo. Expansão da hotelaria aquece mercado, 17/05/98.
SEBRAE/SP. Como montar uma pousada. São Paulo:Sebrae/SP, 2. Ed. 1996. 40p.
SEBRAE/CE. Pousada. Fortaleza:Sebrae/CE, 1995. 35p.
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Restaurante de comida por quilo
Ficha técnica
Setor da Economia: Terciário
Ramo de Atividade: Prestação de Serviços
Tipo de Negócio: Restaurante de comida por quilo
Produtos Ofertados/Produzidos: Comércio e serviço de alimentação.
Apresentação
Até meados dos anos 80 eram raras opções para quem precisava almoçar fora de casa. As alternativas restringiam-se a restaurantes com serviço à la carte, lanchonetes ou pequenos estabelecimentos comerciais que ofereciam o prato feito, conhecido popularmente por “PF”. Todas alternativas deixavam a desejar, principalmente pelo preço, cardápio inadequado, higiene ou demora no atendimento.
O cenário começou a mudar com a instalação de redes de fast-food e o surgimento dos restaurantes self-service por quilo. Essas opções permitiram ao consumidor escolher entre vários pratos de saladas, carnes e massas, pagando apenas pelo consumo. Logo, espalharam-se por todo o país.
Mercado
Num ramo bastante disputado, com 800 mil estabelecimentos no país - exatamente o dobro de cinco anos atrás, os restaurantes não dependem mais só da boa comida para alcançar o sucesso. Devem estar atentos aos desejos dos clientes.
Para se ter uma idéia, há pelo menos 2,5 mil restaurantes por quilo somente na capital paulista. E o mercado não é tão simples como parece. De acordo com a Associação de Bares e Restaurantes Diferenciados (Abredi), apenas 25% dos estabelecimentos funcionam por mais de cinco anos.
Localização
O melhor local para instalação é o que apresenta grande concentração de pessoas, principalmente de trabalhadores com pouco tempo para as refeições. Também é fundamental observar o bairro ou a cidade na qual se pretende instalar o restaurante, para saber se existe clientela que justifique o empreendimento. Em pequenos bairros não há mercado consumidor suficiente.
Estrutura
Com uma área de 120 metros quadrados é possível atender em média 250 clientes por dia. Essa área pode ser dividida em três ambientes:
- Salão de Refeições (70m²): a entrada do salão deve ficar na frente da loja, o caixa ao lado da porta de entrada, o balcão com pratos frios e saladas em primeiro plano dentro do salão e, ao seu lado, a mesa com pratos quentes e talheres. Em seguida, instala-se o balcão dos pratos quentes e, por fim, a balança eletrônica para pesagem. Mesas e cadeiras deverão estar dispostas de forma a evitar atropelos no momento em que o cliente se serve. E para “fechar” a refeição, uma mesa para servir café ou chá.
- Área de Produção (cozinha - 30m²): a cozinha deve ficar ao fundo e a porta deve facilitar o reabastecimento do salão. Uma boa idéia é o balcão “passa-pratos”. Os equipamentos da cozinha devem ser colocados a uma distância que não atrapalhe a circulação dos funcionários. Por motivos de segurança, botijões de gás deverão ser instalados em local protegido, de preferência ao lado da cozinha. Ao lado do salão deve funcionar o escritório/depósito, com as prateleiras de mantimentos distribuídas em forma de corredor. A cozinha pode ser dividida em duas áreas: uma para os pratos quentes e outra para o bufê de frios. Essa divisão facilita a organização e a produção.
– Escritório/depósito (20m²): o depósito para estoque dos alimentos requer local seco, fresco e limpo. O uso de prateleiras para guardar todos os produtos é muito importante para a boa conservação dos alimentos. Já o escritório deve ser bem localizado e organizado.
Equipamentos
Os equipamentos necessários para a montagem de um restaurante são:
- Fogão industrial
- Freezer´s e geladeiras comerciais
- Processadores de alimentos, liquidificadores industriais, espremedores industriais de suco de frutas
- Balcões térmicos frio e a vapor
- Utensílios de cozinha (panelas, talheres, pratos, botijões de gás, toalhas, porta-guardanapos)
- Balanças eletrônicas e caixas registradoras
- Mesas e cadeiras
- Material de escritório em geral
- Computadores, fax e telefone
- Veículos etc.
Investimentos
Varia de acordo com o ponto escolhido, o tamanho do estabelecimento e os materiais. Para um pequeno restaurante, varia entre R$ 60 mil e R$ 120 mil, incluídos gastos na compra dos equipamentos, organização do estoque inicial e despesas do primeiro mês de funcionamento da casa.
Mão de obra
Mola-mestra do negócio, um bom profissional na cozinha (mesmo que seja o próprio dono ou algum familiar com experiência) significa o “pulo do gato” para o restaurante. O número de pessoas envolvidas varia de acordo com a estrutura do empreendimento, sendo que a mão de obra básica deve contar com cozinheiros, ajudantes e atendentes.
Para começar
Quem pretende entrar nesse negócio, deve analisar se o capital disponível é suficiente para os investimentos necessários para sua implementação e, ainda, se o prazo de retorno desse capital compensa o investimento. Caso opte pelo empreendimento, o próximo passo é adquirir conhecimentos sobre a administração de compras, estoques, vendas e finanças. Fazer um cadastro de fornecedores, pesquisar equipamentos, decoração, uniformes e custos da divulgação inicial do negócio também são itens importantes para se evitar erros iniciais comuns nesse tipo de negócio.
Regime de trabalho
Embora muitos restaurantes só abram para o almoço, o movimento começa cedo, com a preparação dos alimentos, controle das finanças e compras. O expediente de um restaurante só termina quando é encerrado o atendimento ao público e os funcionários acabam a limpeza. É uma rotina exaustiva.
Matéria prima
Despesas com a compra de matérias-primas variam de acordo com a região onde se encontra o restaurante. Mas nunca é demais lembrar que a compra bem feita é responsável pelo bom andamento do negócio. Afinal, parte importante do preço a ser cobrado pela refeição vai depender dela.
Fornecedores
Os fornecedores de gêneros alimentícios para esse tipo de restaurante são supermercados e mercearias, entre outras empresas.
Cardápio
O cardápio, junto com a qualidade dos produtos, é um dos itens de grande importância para o sucesso do restaurante. Esse tipo de restaurante requer, principalmente, variedade no tipo das refeições diárias. É importante que o cliente tenha opções variadas. Mas a presença de um prato específico para cada dia da semana é uma prática que dá bons resultados. Mesmo assim, apostar nas inovações. Forçar o cliente a ter “encontro marcado” todos os dias com os mesmos pratos, irá afugentá-lo.
Procure uma combinação criativa de pelo menos oito pratos quentes, dez frios e ainda ofereça variedades de sobremesa. Alguns estabelecimentos alternam com comidas italianas, chinesas, árabes e japonesas junto com o trivial brasileiro. Também incluem vários tipos de grelhados no cardápio. Uma forma de diversificar o negócio é oferecer happy hour (encontros de final de expediente) ou serviço à la carte para o jantar.
Manual de higiene
Fator importante e que deve ser levado em consideração:
- Lavar e higienizar bem as mãos, de preferência com água quente (caprichando na limpeza das unhas, que não podem ter esmaltes). Usar ainda álcool, gel bactericida ou germicida
- Usar permanentemente bonés ou redes de proteção nos cabelos
- Higienizar verduras e frutas que, além de bem lavadas, devem ficar algum tempo mergulhadas em produtos bactericidas ou vinagre
- Limpar e higienizar constantemente banheiros e lavabos
- Colocar dispositivos contra insetos próximos dos alimentos expostos
- Lavar louças, panelas, talheres e utensílios logo após o preparo das refeições. Após a limpeza dos fogões, lavar coifas, azulejos, pias e pisos. Usar produtos de higienização específicos (bactericidas e germicidas). Essas medidas também evitarão os convívio com insetos
- Acondicionar talheres em plásticos com os cabos voltados para a abertura
- Guardar lixo e dejetos acondicionados em sacos plásticos fechados em local separado da cozinha ou da despensa
- Armazenar alimentos e matérias-primas em locais limpos, frescos e ventilados
- Mesas e balcões onde são manipulados alimentos devem ser revestidos de material impermeável (fórmica, mármore, granito ou aço). Janelas ou qualquer abertura para o exterior deverão ser cobertas com telas de proteção
- Proprietários e empregados são obrigados a renovar semestralmente suas carteiras de saúde
- Não fumar nas áreas onde são preparados os alimentos
- Dedetizar todas as instalações em intervalos de quatro meses
Vantagens
Restaurante de comida por quilo é uma excelente opção para quem trabalha fora e deseja pagar pouco, comer bem e em pouco tempo. Todos saem ganhando. O cliente só paga o que consome e o comerciante reduz o desperdício, grande vilão de quem trabalha com alimentos.
Fatores que influenciam o negócio
- Definir a quantidade ideal de refeições/dia
- Manter boa aparência e qualidades nos produtos
- Rapidez no atendimento
- Preços acessíveis
- Contratar um bom cozinheiro
- Dispor-se a acompanhar pessoalmente o negócio
- Possuir conhecimentos em administração e manter controle rigoroso dos estoques, receitas e despesas
Paralelamente a essas observações, é imprescindível conhecer hábitos alimentares, gostos e preferências dos futuros consumidores da região onde se localiza o restaurante. Isso pode ser feito por meio de pesquisas de opinião ou consultas por telefone. Na consulta aos prováveis clientes, o empreendedor deve questionar sobre a freqüência a restaurantes, os pratos e as formas de atendimento preferidas.
O futuro empreendedor deve pesquisar o funcionamento de outros restaurantes self-service, avaliar o seu movimento, a variedade do cardápio, as características de atendimento, os preços praticados, promoções, visitar suas cozinhas e até experimentar a comida de seus concorrentes para uma avaliação do que poderá oferecer como diferencial. Outra sugestão é fazer propaganda em faixas, panfletos e guias de alimentação com promoções e sorteios, formas eficazes de conquistar a clientela. Enfim, instalar um empreendimento desse porte, pode ser encarado sem grandes conflitos administrativos, mas, sem dúvida, administrá-lo é uma operação tão delicada como em qualquer outro negócio. Não basta a “intuição comercial”, um lote de receitas de família ou ainda “dons culinários”. É preciso ter disciplina.
Lembretes importantes
- Concorrência: é preciso conhecê-la. Isso pode ser feito por meio de um cadastro onde conste o tipo de serviço, qualidade de atendimento oferecida, promoções, estratégias para a conquista de novos clientes. Essa prática serve para posicionar o empreendimento no mercado, buscando um diferencial que mostre o caminho para o sucesso do empreendimento. Além disso, fazer frente à concorrência do mercado significa planejar com base nas metas a serem alcançadas. Como em qualquer empresa, e principalmente no comércio, é necessário estar sempre atento à realidade, lembrando que os tempos são de clientes conscientes de suas necessidades e direitos
- Encargos sociais e custos: giram em torno de 75% da folha de pagamentos. Os custos fixos também representam despesa considerável, já que gastos com água - expressivos e imprescindíveis à manutenção de uma perfeita higiene nas dependências e equipamentos da empresa -, e despesas com energia elétrica, são bastante elevadas (principalmente se existirem aparelhos de ar condicionado). Trabalhar com custos baixos exige que se compre bem, redobrando a atenção com relação aos desperdícios e fazendo um cuidadoso acompanhamento sobre a saída dos diferentes pratos, além de produzir apenas o necessário para o dia
- Tendências: concentram-se na alimentação prática, saudável e econômica.
- Comida boa a preço médio: as alternativas mais atraentes estão entre as que oferecem comida de qualidade a um gasto médio de R$ 10 por pessoa, independentemente do cardápio
- Refeições balanceadas: não importa o tipo de cardápio, a grande tendência é o equilíbrio nutricional dos pratos, com receitas que apresentem quantidades balanceadas de proteínas, fibras e gorduras. É uma exigência da geração saúde
- Alimentos orgânicos: o consumo desse tipo de alimento vem crescendo ao ritmo de 10% ao ano no Brasil. Nos Estados Unidos e na Europa, o segmento já movimenta cerca de US$ 20 bilhões anuais.
Legislação Específica
É necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- Registro na Junta Comercial
- Registro na Secretária da Receita Federal
- Registro na Secretária da Fazenda
- Registro na Prefeitura do Município
- Registro no INSS (somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
- Registro no Sindicato Patronal
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações referentes às instalações físicas da empresa (com relação a localização), e ao Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
Algumas leis que o empreendedor deve ter conhecimento.
LEI Nº 7967/89. Dispõe sobre o valor das multas por infração à legislação sanitária.
Para mais informações consultar a ANVISA.
Bibliografia
SEBRAE/BR. Como montar restaurante self-service. Brasília, 1996, 25p.
SEBRAE/SP. Como montar um restaurante self-service. São Paulo, 1996, 40p.
RESTAURANTE DE COMIDA A QUILO. Mulheres de Negócios, Nº 14, 1996, p.31-33.
SOUZA, Lázaro Evair de. Restaurante por Quilo. Pequenas Empresas Grandes Negócios. jan.1998. nº 108. p. 74 a 78.
MAGNEÉ, Henri. Restaurantes Self-Service: Organizar para não fechar. Rua Paula Souza em Revista. set.1997. nº 4. p. 6 e 7.
IDÉIAS QUE VALEM OURO. PEGN, Edição 135 - Abril 2000.
Revista PEGN-Março/2000
COMIDA POR QUILO. Revista PEGN , nº 107 – O restaurante ideal. Revista PEGN-Março/2000
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Salão de beleza
Ficha técnica
Setor da Economia: Terciário
Ramo de Atividade: Prestação de Serviços
Tipo de Negócio: Salão de Beleza
Produtos Ofertados/Produzidos: Serviços de cuidados pessoais.
Apresentação
Para alguns, eles são considerados supérfluos. Para outros, são imprescindíveis à manutenção da auto-estima. Os salões de beleza são considerados por esse último leque de pessoas como um templo no qual se operam verdadeiros milagres. Verdadeiras fábricas de beleza nas quais o “processo produtivo” envolve desde a lavagem, corte, ondulação, penteado e tintura dos cabelos até outras operações de cuidado e arranjo dos mesmos. As ferramentas são os mais diversos materiais e técnicas, que adequadamente empregados embelezam a clientela de acordo com a moda e as exigências dos clientes.
Mercado
O mercado não é muito concorrido. A clientela geralmente é fixa e só procura a concorrência caso os serviços não sejam satisfatórios. Pode acontecer que o cliente prefira os serviços de corte de cabelo em um salão, manicure e pedicure em outro.
O ideal é que o empreendedor ofereça no seu salão qualidade e bons preços em todos os serviços disponíveis. Dessa maneira, ele manterá o cliente fiel ao seu salão. Além disso, esse é um ramo rentável, sobretudo quando o profissional se torna conhecido da clientela.
Estrutura
A estrutura básica deve contar com uma área de 20 metros quadrados, espaço suficiente para montar um salão de pequeno porte. O ponto deve ter instalações elétricas e hidráulicas em boas condições, com um ambiente bem iluminado, paredes e pisos claros e laváveis. É imprescindível transmitir a impressão de limpeza.
Para dar tratamento profissional ao negócio, é fundamental oferecer facilidade de estacionamento e ter sala de espera – ou pelo menos algumas cadeiras – com direito a cafezinho, água, TV ou música ambiente. É o mínimo de conforto a ser oferecido ao público de qualquer classe social.
Equipamentos
- Cadeiras e bancadas com espelhos
- Lavatórios, secadores
- Equipamentos para manicure, podólogo, depilador
- Havendo disponibilidade financeira é interessante adquirir equipamentos como conjuntos para maquiagem, depilação e estética, além de mesas e cadeiras para manicure, aparelhos de TV, equipamentos de hidratação, estufas para esterilização etc.
Investimento
Varia conforme o leque de serviços oferecidos, a quantidade de pessoas a serem atendidas simultaneamente, e o padrão de conforto das instalações. O aporte inicial pode girar em torno de R$ 25 mil.
Pessoal
A mão-de-obra básica de um salão de beleza é formada por cabeleireiros, manicures e um especialista em depilação. O empreendedor pode cuidar do gerenciamento do salão. É válido lembrar que o constante aperfeiçoamento e treinamento do pessoal são fundamentais.
Atendimento
O tratamento dispensado pelo proprietário e por seus colaboradores é fundamental para evitar a evasão dos clientes. Um atendimento inadequado traduz-se, em muitos casos, na potencial perda do cliente.
Começando o negócio
O talento para cortar e pentear cabelos - reconhecido inicialmente por amigos e familiares - é o primeiro sinal de vocação para o ramo.
Características e atribuições do empreededor
Nesse ramo de negócios, o empreendedor atuará além de tudo como um consultor de beleza, orientando e sugerindo a melhor opção e não simplesmente cumprindo as solicitações dos clientes. Muitas vezes, pelo desconhecimento efetivo do resultado final, as pessoas solicitam determinados serviços que o profissional já sabe que não se enquadram com o tipo físico de um determinado cliente. Então, cabe a ele estabelecer uma boa relação com o cliente para poder evitar um resultado não satisfatório. Um corte de cabelo, um penteado, uma tintura, devem compor um conjunto que agrade o cliente, se enquadre com suas características físicas e esteja de acordo com os ditames da moda. O empreendedor deve estar muito bem informado sobre tendências da moda, novos produtos e tecnologias, além de ter facilidade no relacionamento, ser dinâmico e inovador.
Horário
Para dar tratamento profissional ao negócio é fundamental trabalhar com hora marcada.
Preços
Os preços cobrados devem estar de acordo com o perfil do público que se pretende atender e com a localização do estabelecimento.
Material
Higiene é a palavra-chave. Aliás, é fator do qual não se pode descuidar. É importante estar atento à esterilização dos instrumentos (como tesouras, pentes e alicates), que pode ser feita com o uso de estufa ou por meio de produtos químicos. A boa impressão causada nos clientes é importantíssima para o sucesso do negócio.
Estoque
A reposição de estoque de produtos utilizados é feita na medida da necessidade. As perdas dos produtos não são consideradas como riscos, pois são relativamente pequenas. Normalmente, os fabricantes enviam representantes ao local para registrar os pedidos mensalmente.
Diferenciando o empreedimento
- O empreendedor poderá destacar-se da concorrência mantendo uma relação justa entre preço-qualidade, instalações agradáveis e cômodas, além de equipamentos, técnicas atualizadas e prestação de serviços diferenciados
- Atendimento em domicílio é outro diferencial. Em caso de festas, casamentos e outros eventos sociais, o empreendedor pode optar por deslocar uma equipe para atendimento em domicílio, visando maior comodidade para os clientes. Hoje, é bastante freqüente a inclusão do chamado "Dia da Noiva". Esse serviço inclui todo trabalho de estética que uma noiva procura, desde manicure até massagem, passando por limpeza de pele, penteado, maquiagem e pedicure
- É preciso estar em dia com as novidades, pois o mercado é bastante exigente quanto aos aspectos profissionais. Daí, a necessidade do empreendedor estar buscar atualização constante, seja no conhecimento de novas tecnologias ou de novas tendências. Por esse motivo e, principalmente, em épocas recessivas, os profissionais da área devem utilizar criatividade e motivação para manter um público constante aos seus serviços
– A informática já chegou aos Salões de Cabeleireiros e orientam o desempenho das atividades dos profissionais da área estética. Há programas específicos nos quais o cliente pode visualizar como vai ficar com determinado corte, tintura ou penteado antes mesmo de serviço ser executado. Computadores também auxiliam no gerenciamento de estoque de produtos, folha de pagamento, cadastro de clientes etc. No cadastro de clientes o empreendedor pode manter todas as informações específicas dos serviços prestados como última tintura usada (cor, data), corte, produtos utilizados na limpeza de pele etc. Pode armazenar ainda informações complementares sobre o perfil do cliente, tais como profissão, estilo de roupa etc.
- Criatividade é fundamental. Existem salões em que realizam exposições de quadros e chegam a mudar a decoração, orientados pela opinião da clientela. Esse tipo de estratégia ajuda na conquista da clientela.
Legislação específica
Para abertura do empreendimento é necessário tomar as seguintes providências:
- Registro na Junta Comercial
- Registro na Secretária da Receita Federal
- Registro na Secretária da Fazenda
- Registro na Prefeitura do Município
- Registro no INSS (somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
- Registro no Sindicato Patronal
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações relativas às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e ao Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
É importante ter o conhecimento de algumas legislações que regem o setor.
- LEI 6.360/76. Dispõe sobre a vigilância a que ficam sujeitos os cosméticos.
Eventos
Hair Brasil - Feira Internacional de Beleza, Cabelos e Estéticas
Data: Feira de cárater anual que ocorre geralmente no mês de Março
Local: Transamérica Expo Center - São Paulo - (SP)
Fashion Hair - Feira de Produtos para Beleza
Data: Feira de cárater anual que ocorre geralmente no mês de Abril
Local: Clube Caça e Tiro de Lages - Lages - (SC)
Bibliografia
SEBRAE/BA. Salão de Beleza, Salvador:Ed.SEBRAE, 1992
SEBRAE/SP. Como montar um instituto de beleza e estética, São Paulo:SEBRAE/SP, 1997, 44p.
SEBRAE/SP. Salão de Cabeleireiro, São Paulo:SEBRAE/SP, 1994, 29p.
SEBRAE/DF. Como manter seu salão de beleza e similares de acordo com as normas higiênico-sanitárias, Brasília:Ed. SEBRAE.
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Serralheria
Ficha técnica
Setor da Economia: Secundário
Ramo de Atividade: Indústria de serralheria
Tipo de Negócio: Serralheria
Produtos Ofertados/Produzidos: Esquadrias, portões, grades, basculantes etc.
Risco: Médio
Apresentação
Uma serralheria produz esquadrias, portões, grades, entre outros produtos, utilizando-se do ferro e, mais recentemente, do alumínio como matéria prima básica. A maioria das serralherias trabalha por ordem de serviço, ou seja, por encomenda, tendo como boa parte de seus consumidores as pessoas físicas.
Mercado
Atualmente o mercado no setor de serralheria caracteriza-se pela alta competitividade. Diante disso, é aconselhável que o empreendedor tenha conhecimento do ramo e mão-de-obra especializada. Outro fator importante é a busca constante de inovações tanto no processo produtivo como também nos produtos ofertados.
Estrutura
Varia de acordo com os propósitos do empreendedor, sendo que a área mínima é de 135 metros quadrados.
Investimentos
Varia conforme a estrutura do empreendimento. Pode chegar a R$ 30 mil.
Equipamentos
- Equipamentos de corte (curvadoras, perfiladoras, serras e calandras)
- Equipamentos de solda
- Equipamentos de pintura
- Ferramentas em geral (furadeiras, esmeril, lixadeiras etc.)
- Mobiliário e equipamentos de escritório etc.
Mão de obra
Varia de acordo com a estrutura do empreendimento. O número mínimo é de sete funcionários.
Processo de fabricação
O processo de fabricação de artigos de serralheria consiste basicamente em:
- Medição: tamanho e altura
- Corte e curva: consiste na marcação, corte etc.
- Montagem
- Acabamento: esquadrejar, lixar e esmerilar
- Soldagem: o processo de soldagem utilizado pode ser por arco voltáico, se a produção for em pequena escala; ou MIG, caso a produção seja em grande escala
- Pintura: para um melhor acabamento e durabilidade do produto, é aconselhável a pintura a pó eletrostática. Nesse processo, a peça é aterrada, a tinta carregada eletricamente com carga e atraída pela peça metálica, depositando-se de forma homogênea, inclusive em áreas de difícil acesso pelos processos de pintura convencionais
- Colocação ou instalação
É válido lembrar que o processo de fabricação pode variar de acordo com o produto.
Lembretes importantes
- Conhecimento do ramo por parte do empreendedor é fundamental para se obter sucesso
- Ter uma mão-de-obra especializada
- Oferecer um produto de boa qualidade, preço acessível, e o mais importante pontualidade nos prazos de entrega
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
- Registro na Junta Comercial
- Registro na Secretária da Receita Federal
- Registro na Secretária da Fazenda
- Registro na Prefeitura do Município
- Registro no INSS (somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
- Registro no Sindicato Patronal
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações relativas às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e ao Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
Bibliografia
TIPS BRASIL.
Anuário das Indústrias - 97/98
Penteado, Fernando A.C. Processos de Fabricação
SEBRAE/MG. Serralheria. Belo Horizonte, 1995. 43p.
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Serviço de criação de sites para internet
Ficha técnica
Setor da Economia: Serviço
Ramo de Atividade: Terciário
Tipo de Negócio: Criação de páginas para a internet
Apresentação
A internet é sem dúvida um marco na maior evolução das comunicações mundiais e seu impacto na economia iguala-se ao causado pela Revolução Industrial. À medida que a internet ganha espaço como meio de comunicação, a necessidade de estar conectado à rede torna-se praticamente uma questão de sobrevivência, em um movimento semelhante aos que ocorreram com o telefone, rádio, TV e, no início da década de 80, com os microcomputadores.
Motor desta grande transformação no conceito de comunicação, a internet será instrumento de sobrevivência, principalmente para as organizações que detiverem informações estratégicas e souberem utilizá-las. É nesse contexto que ela assume um papel de extrema importância.
Instrumento que "personifica" as informações na internet, o "site" (em inglês, local ou sítio) transformou-se numa ótima oportunidade de negócio. É por meio dele que a definição e os serviços de determinada empresa, entidade ou pessoa são disponibilizados. A importância e a vantagem competitiva de um site residirá no conteúdo oferecido e no quanto ele é acessível.
Mercado
Expandindo-se numa velocidade impressionante, no Brasil, a internet deverá atingir a marca dos cinco milhões de usuários nos próximos anos.
Estrutura
O espaço físico deve ser o suficiente para abrigar os equipamentos. Uma área de 35m² é o suficiente.
Equipamentos
- Computadores (versão atualizada de hardware e software)
- Scanner´s , impressoras etc.
- Software (Corel Draw, Microsoft Front Page, Flash, Cut FTP, Dream Weaver, Fireworks etc.)
- Móveis de escritório, telefone e fax
Investimento
Varia de acordo com a estrutura do empreendimento. O investimento mínimo gira em torno de R$ 5 mil.
Pessoal
O número de funcionários varia de acordo com a estrutura do empreendimento, que pode ser tocado apenas pelo empreendedor.
O que é uma página na internet?
É um arquivo que contém documentos numa linguagem chamada HTML.
Como começar
Uma das maneiras de começar a fazer uma página na rede é entrar num site de buscas da internet (como o “Cade”, “Yahoo” ou “Google”), digitar no campo apropriado palavras como homepage e pesquisar sob re o assunto. Surgirão vários endereços com informações detalhadas.
A maioria dos provedores de acesso também ensina a criar a página. Existem ainda provedores que fazem a hospedagem gratuita de sites como o http://www.hpg.ig.com.br ou o http://www.cgb.net
Como colocar a página na internet
A página precisa de um lugar físico a partir do qual será lida pelos internautas. O endereço americano Geocities é um dos maiores portais de acesso a sites pessoais do mundo. Quase todos os provedores da internet também abrem espaço para páginas pessoais. Alguns fazem restrições a sites que ocupem muito espaço em seus servidores, ou seja, uma página sem nenhum recurso de animação e com uma ou duas fotografias. Para sites mais rebuscados e complexos, os provedores cobram taxas de hospedagem que variam de 30 a 100 reais por mês.
Como ter um endereço próprio
É preciso pagar para ter um endereço próprio. Para isso, acesse o site “registro.br”, mantido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Nele, estão os registros de todas as páginas ou domínios .br existentes. Desde que o nome escolhido por você já não tenha sido registrado por outra pessoa, é possível registrar o novo site.
O site ideal
Atrair, cativar e fidelizar usuários são os maiores objetivos do site. Sendo assim, ao criá-lo, adote estratégias que definam a organização do seu conteúdo explorando todas as potencialidades da "Worl Wide Web" (rede mundial de computadores) e do design a seu favor. Interatividade, capacidade de renovação e constante atualização são palavras de ordem deste meio.
Características
É importante que o site pareça profissional, seja facilmente navegável e atinja seu objetivo. Veja alguns itens devem ser observados para que a concepção do site identifique-se com seus serviços:
- Planejamento: determina o sucesso do site
- Concepção: é forma de desenvolver um site atraente por meio do uso correto de imagens, cores, textos, gráficos etc, além de detalhar em cada página o texto e os gráficos
- Desenvolvimento: é quando ocorre a criação e implantação das idéias concebidas. O cliente pode acompanhar a evolução do site e sugerir os ajustes que julgar necessários
Como atrair visitantes
Para receber visitas além das de parentes e amigos, é fundamental cadastrar a página nos sites de busca, como "Cadê", "Yahoo", "Aonde" e “Google”. Neles, o processo de cadastro é facílimo e gratuito. Há outros sites também.
Legislação Específica
Para abrir um empreendimento, é necessário tomar as seguintes providências:
- Registro na Junta Comercial
- Registro na Secretária da Receita Federal
- Registro na Secretária da Fazenda
- Registro na Prefeitura do Município
- Registro no INSS (somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
- Registro no Sindicato Patronal
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade na qual pretende montar seu empreendimento para obter informações relativas às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e ao Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
Legislações vigentes necessárias ao conhecimento do empreendedor:
- Lei de Programa de computador nº 9.609/98. Promulgada em 19/02/98, substitui a Lei 7646/87, entrou em vigor na data de sua publicação, dando liberdade de produção e comercialização de softwares de fabricação nacional ou estrangeira.
- Lei de direitos autorais nº 9.610/98. Substitui a Lei 5988/73, entra em vigor 120 dias após sua publicação; foi promulgada em 19 de fevereiro de 1998. Assegurou a integral proteção dos direitos dos seus autores e estabeleceu penas rigorosas a quem viole esses direitos. Assim, piratear programas de computador se tornou crime, passível de pena de seis meses a dois anos de prisão.
- Lei de informática nº 10.176/2001. Altera a Lei nº 8.248, de 23 de outubro de 1991, a Lei nº 8.387, de 30 de dezembro de 1991, e o Decreto-Lei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967, dispondo sobre a capacitação e competitividade do setor de tecnologia da informação.
Eventos
Fenasoft
Entidades
Secretaria de Política de Informática e Automação (Sepin), vinculada ao Mistério da Ciência e Tecnologia
Esplanada dos Ministérios - BL E - sala 278 - Brasília - (DF)
70067-900
Tel. (61) 317 7964 / 317 7900 / 317 7500
Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes)
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1713 - 3º andar – cj.33/34 – São Paulo - (SP)
01452-001
Tel. (11) 3816 1185
Bibliografia
Internetic@ - Criação e Hospedagem de Home Page
Mundo Digital.
Veja ano 33, nº 16 – 17/04/2000 – Vida Digital.
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Sorveteria
Ficha técnica
Setor da Economia: Terciário
Ramo de Atividade: Comércio
Tipo de Negócio: Comércio de Sorvete
Investimento: R$17 a R$50 mil
Histórico
Afirmar com certeza quem inventou o sorvete não é tarefa simples. Mas, ao que tudo indica, foram os italianos que, no início do século XVII, inventaram o que chamamos hoje de sorvete. Era um creme de leite, adoçado e temperado com purê de frutas ou geléias, que depois era colocado em recipientes para gelo, feitos de lata e mergulhados em baldes forrados de palha e cheios de gelo, sal e salitre.
Algumas décadas depois, os sorvetes chegaram à corte de Versalhes e dali se espalharam para as outras cortes européias. As receitas foram se sofisticando: musses congeladas, cremes gelados e sorvetes de frutas. Na França, as misturas eram congeladas em fôrmas chamadas sorbetières, que eram giradas até o conteúdo congelar.
No final do século XVIII, os sorvetes cremosos entraram na moda nos Estados Unidos. Mas, até a invenção da sorveteira a manivela, em 1846, os sorvetes continuavam sendo difíceis de fazer. Depois disso as vendas aumentaram rapidamente, e os Estados Unidos dispuseram-se a liderar mundialmente a fabricação de sorvetes.
Mercado
Ainda longe dos índices registrados nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, o consumo de sorvete no Brasil cresce a cada ano. Este tipo de negócio concentra sua atividade no verão. Por isso, o empresário deve observar e estar atento para conjugar a sorveteria com atividades ou produtos não sazonais. A idéia é obter bons resultados durante todo o ano.
Alternativa
Para vencer neste mercado é necessário se diversificar, buscando principalmente novas formas de trabalho como a venda no atacado, fornecimento para restaurantes, redes de carrinho de distribuição ou até mesmo disque-sorvete. Mas também vale tudo na criação de sabores exóticos (flores, frutas, bebidas, frutos do mar, vegetais, sorvetes assados), pois isso é importantíssimo para garantir o marketing e a freqüência na baixa estação.
Porém, é interessante que o futuro empreendedor comece com uma loja de venda direta ao consumidor, pois a quantidade de equipamentos e o capital inicial necessário são menores neste caso.
Matéria-prima
Um fator importante para ser bem-sucedido nesse ramo, e que deve merecer toda a atenção e cuidados do empreendedor, é a origem da matéria-prima.
Um exemplo interessante de obtenção de matéria-prima é o de trazer ao Brasil a maioria desses produtos sob a forma de pó, o que significa economia tanto no transporte, quanto na armazenagem.
Fornecedores
Buscar no mercado fornecedores de renome, com capacidade de oferecer diversos produtos e os mais variados sabores para atender aos gostos e manias dos futuros clientes, é uma prática fundamental para o bom andamento do empreendimento.
Espaço físico
Para começar é necessário uma área mínima de 50 metros quadrados de área útil (depósito, área de preparo e refrigeração, loja) e de preferência em bairro residencial, com escolas próximas.
Equipamentos
- Máquinas de massa
- Máquinas de picolé
- Freezers
- Balcões refrigerados
- Louças para produção etc.
Investimento
Varia entre R$17 mil a R$50 mil, de acordo com o tamanho do empreendimento.
Mão-de-obra
O número mínimo é de seis funcionários. Três na produção e três no atendimento.
Legislação Específica
Para abrir o empreendimento é necessário observar as seguintes providencias:
- Registro na Junta Comercial
- Registro na Secretária da Fazenda
- Registro na Prefeitura do Município
- Registro no INSS
- Registro no Sindicato Patronal
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar a sua sorveteria para obter informações relativas às instalações físicas da empresa (localização) e ao Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990), e o Código Sanitário (especificações legais sobre as condições físicas) no qual a fiscalização federal cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Em estados e municípios a fiscalização cabe, respectivamente, às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.
Bibliografia
Revista: Sorveteria Brasileira – setembro/outubro de 1999
Jornal: O Estado de São Paulo, Painel de Negócios – 17/02/1998
Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios – nº 129 outubro/1999
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Vidraçaria
Ficha Técnica
Setor da Economia: Terciário
Tipo de Negócio: Vidraçaria
Ramo de atividade: Instalação de vidros temperados, laminados e com proteção termoacústica.
Apresentação de Negócios
As fontes pesquisadas não trazem ao certo o período e o povo que descobriu o vidro. Sabe-se, no entanto, que egípcios, sírios, fenícios, assírios, babilônios, gregos e romanos já realizavam trabalhos com o vidro.
Por isso, não é possível atribuir a descoberta do vidro a um único povo e a uma única época. No entanto, numa das fontes pesquisadas, o historiador romano Pliny (23-79 AD), atribui aos fenícios a descoberta acidental do vidro.
A história da indústria do vidro no Brasil iniciou-se com as invasões holandesas (1624/35), em Olinda e Recife (PE), onde a primeira oficina de vidro foi montada por quatro artesões que acompanharam o príncipe Maurício de Nassau. A oficina fabricava vidros para janelas, copos e frascos.
Com a saída dos holandeses a fábrica fechou. O Alvará de 1785 de D. Maria I, "A Louca", determinou a extinção de todas as manufaturas "em qualquer parte onde se acharem, nos (seus) domínios do Brasil". Todo o vidro passou a ser importado de Portugal e posteriormente da Europa e das colônias inglesas.
O vidro voltou a entrar no mapa econômico do país a partir de 1810, quando em 12 de janeiro daquele ano, o português Francisco Ignácio da Siqueira Nobre recebeu carta regia autorizando a instalação de uma indústria de vidro no Brasil.
Até o século XX, a produção de vidro era essencialmente artesanal, utilizando os processos de sopro e de prensagem, sendo as peças produzidas uma a uma.
Foi a partir do início do século XX que a indústria do vidro se desenvolveu com a introdução de fornos contínuos, a recuperação de calor e máquinas semi ou totalmente automáticas para produção em série.
Um fato marcante para o setor vidreiro brasileiro foi o surgimento, a partir do final do século passado, de importantes empresas, que ainda hoje dominam o mercado. A seguir será abordada a constituição dos principais fabricantes de vidro no país.
Mercado
O consumidor, de modo geral, tornou-se extremamente exigente em termos de qualidade, preços e atendimento, onde somente os mais organizados e eficientes têm condições de ter sucesso. No entanto, dar crédito às avaliações de consumo também é uma atitude inteligente.
Foi a partir de um desses estudos que constatou-se uma segmentação no padrão de consumo de vidros de um estado para outro, num comportamento de mercado que não corresponde necessariamente com a situação econômica da região.
Por exemplo, vidros laminados são mais bem aceitos nas regiões Sudeste e Sul que nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Portanto, existe um mercado bem segmentado entre as regiões.
Investimento
O investimento inicial para montar uma vidraçaria varia de acordo com o tipo e o volume de serviços oferecidos, como também sua estrutura. Gira em torno de R$ 40 mil.
Estrutura
A vidraçaria deve ser divida em dois ambientes. Na frente, deve ficar o salão de vendas no qual serão expostas as amostras dos produtos. O fundo deve ser reservado para a estocagem e processamento do vidro.
Equipamentos
- Mesa de madeira para corte
- Lixadeira e furadeira elétrica
- Diamantes para corte de vidro
- Móveis e equipamentos de escritório etc.
Mão-de-obra
Varia de acordo com a estrutura do empreendimento. Porém, operar com um volume e diversidade maior de vidros exige mão-de-obra mais capacitada.
Contar com equipe bem preparada não basta, o próprio empreendedor deve ter conhecimentos técnicos dos materiais com os quais trabalha. Isso dá maior credibilidade ao trabalho.
Atendimento
A preocupação com o manuseio dos materiais deve ser estendida também ao atendimento da freguesia. E isso começa no zelo com o próprio estabelecimento. É recomendável, como manter um show room. Outra ação aconselhável é ligar para o cliente após o término do serviço para saber se há queixas.
Tipos de vidros
- Vidro Laminado: atende às exigências mais específicas de segurança, controle sonoro, controle de calor e de radiação ultravioleta. É constituído por uma ou mais lâminas de vidro, fortemente ligadas através de calor e pressão, a uma ou mais películas de Polivinil Butiral (PVB), de forma que, quando quebradas, mantém os estilhaços aderidos à película, não devassando o vão e reduzindo drasticamente as chances de acidentes
- Vidro Especial: possui altíssima tecnologia e foi projetado para atender necessidades técnicas específicas como controle de luminosidade e da irradiação solar, resistência ao impacto, isolamento do calor na presença de fogo, controle de ondas eletromagnéticas, retenção de calor no ambiente ou total envidraçamento de fachadas
- Vidro de Segurança: é o vidro que foi submetido a um tratamento térmico denominado têmpera, tornando-se mais resistente a choques mecânicos e térmicos, mantendo as características de transmissão luminosa, de aparência e de composição química. É a solução ideal e segura para ambientes que necessitem de um vidro que proteja e não prejudique a integração interior/exterior
- Vidro para Controle Solar: é refletivo e adquire essa propriedade após a deposição de material metálico em sua superfície, formando uma fina camada, responsável pelo incremento nas suas propriedades térmicas e ópticas
Funcionamento
Cerca de 70% das encomendas de uma vidraçaria são feitas pelo telefone. Recomenda-se a seguinte: ao receber o chamado, o dono da loja ou um vendedor vai até o cliente, tira as medidas e faz o desenho conforme o serviço solicitado.
É aí que entra a importância de contar com um profissional bem preparado na hora de tirar as medidas, já que se os desenhos não forem precisos a vidraçaria terá de assumir o prejuízo.
Quando o vidro a ser instalado for do tipo comum, o corte e os furos necessários serão feitos na própria vidraçaria, que normalmente mantém um pequeno estoque de material. Já o vidro blindado requer um processo mais demorado, pois os cortes e furos são feitos antes da blindagem da peça.
Alternativa
A parceria entre vidreiros é o caminho apontado para que pequenas empresas com interesses recíprocos possam formar blocos, juntando o que cada um tem de melhor. Isso facilita a racionalização dos gastos e investimentos, ocupando plenamente equipamentos, espaços de mercado. Composto por um universo muito vasto, com necessidades e teorias diferentes, essa categoria pode estabelecer parcerias entre si. Um exemplo dessa possibilidade é o preenchimento da capacidade produtiva ociosa do concorrente, ao invés de fazer novos investimentos e gerar mais ociosidade.
Divulgação
O anúncios em jornais de bairro e em listas telefônicas classificadas são a melhor ferramenta de divulgação nesse ramo.
Legislação Específica
Para abrir o empreendimento é necessário observar as seguintes providências:
- Registro na Junta Comercial
- Registro na Secretária da Receita Federal
- Registro na Secretária da Fazenda
- Registro na Prefeitura do Município
- Registro no INSS (somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
- Registro no Sindicato Patronal
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
Bibliografia
Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios / Nº 134 (Como Fazer).
SEBRAE-SP, Estudo Setorial de Vidro - Fonte: O Vidroplano, Março/98.
Como montar Vidraçaria – Série oportunidades de negócios – Sebrae/NA.
Sites de Vidraçarias
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