Os Tipos de Negócio
fonte: Sebrae - Clique aqui
Aqui você encontra informações sobre como abrir e administrar diversos tipos de negócios, além de dicas sobre legislação, registros especiais, plano de negócios, franquias, eventos, bibliografia e sites relacionados. Para consultar esse banco de dados, escolha abaixo uma idéia de negócio.
Agência de viagens
Ficha técnica
Setor da Economia: Terciário
Ramo de Atividade: Prestação de Serviços
Tipo de Negócio: Agência de Viagens
Apresentação
Agência de viagens é uma empresa que tem como atividade a venda de passagens avulsas para pessoas físicas ou jurídicas, e revenda de pacotes turísticos montados por operadoras de turismo.
Mercado
Essa nova indústria já rende mais do que a farmacêutica e está chegando perto de setores gigantes como informática e telecomunicações. A Organização Mundial de Turismo - OMT prevê que, em 2020, o turismo ao redor do mundo será responsável por nada menos do que US$ 2 trilhões de faturamento por ano. Nada mal para um setor que na década de 50 era incipiente.
O crescimento deste mercado é uma excelente notícia não só para quem está ligado diretamente ao negócio, como os hotéis e as empresas de transporte, mas também para outros cinqüenta setores da economia que estão indiretamente envolvidos.
Devido a esse impacto, o turismo está sendo considerado o maior empregador mundial da atualidade. De cada nove trabalhadores no mundo, pelo menos um está ligado a esse segmento.
A indústria de viagens e turismo é considerada, pelo Governo Federal, uma atividade estratégica para o desenvolvimento sócio-econômico do país.
Estrutura
A estrutura básica deve contar com um espaço mínimo de 40m², onde ficarão distribuídos os equipamentos.
Equipamentos
- Móveis e materiais de escritório;
- Telefones, aparelho de fax, computadores, etc.
Investimento
Irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, podendo girar em torno de R$ 40 Mil.
Pessoal
Para abrir uma agência de viagens ou uma agência de viagens e turismo não é obrigatório ter curso superior em turismo. Porem é necessário que ao menos um dos sócios ou diretores responsáveis pela empresa possua mais de três anos de experiência profissional no exercício de atividades ligadas ao turismo.
O quadro funcional de uma agência dependerá da estrutura da agência, sendo que para iniciar o empreendimento pode-se trabalhar com apenas um funcionário nas funções de emissor de passagens e atendente. Em casos assim o empreendedor deve se dedicar integralmente à empresa. Em empresas maiores os funcionários podem ser polivalentes, ou seja, podem fazer reservas, emitir passagens, negociar descontos e atender clientes.
Clientes
O perfil do usuário de uma agência de viagens é bastante complexo, ou seja, pode ser uma pessoa jurídica ou pessoa física, podem ser casais, grupos de amigos, estudantes, idosos, etc.
Processo de trabalho
A agência de viagens é uma prestadora exclusiva de serviços, diante deste fato, ela tem que dar retorno a tudo que lhe for solicitado.
Buscar informações e repassá-las corretamente aos clientes é a parte mais importante no processo de trabalho de uma agência, visto que, agradando a clientela, irá não só fortalecer a relação, como também irá atrair novos clientes.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- Registro na Junta Comercial;
- Registro na Secretária da Fazenda;
- Registro na Prefeitura do Município;
- Registro no INSS;
- Registro no Sindicato Patronal;
- Registro da empresa turística na EMBRATUR / Brasília;
- Filiação à ABAV (para concessão de carta de capacitação técnica);
- Registro no Sindetur - opcional;
- Registro do meio de transporte ou frota de ônibus/carro no DER (Departamento Estadual de Rodagem) - no caso de trânsito em estradas estaduais do Espírito Santo (ver Registro Especial), e no DNER (Departamento Nacional de Estradas e Rodagem) para o caso de transporte e circulação em estadas interestaduais.
Para maiores informações sobre a legislação consultar o site da Embratur.
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
Para maiores informações consultar a EMBRATUR.
Registro Especial
A primeira condição para uma agência de viagens funcionar legalmente é registrá-la, como qualquer empresa de natureza comercial, na Junta Comercial do Estado em que está sendo instalada.
Após registro na Junta, a sua empresa deverá obter o cartão CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CGC) – na Receita Federal (este documento é necessário para adquirir o alvará de licença expedido pela Prefeitura Municipal).
A partir de então, a empresa providenciará seu registro junto à Instituto Brasileiro de Turismo – EMBRATUR. Geralmente, cada estado possui uma entidade que responde pela EMBRATUR.
É interessante, também, que a empresa se cadastre no SNEA – Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias. A agência que não se associar a esse sindicato não consegue cadastro para pleitear crédito junto às companhias aéreas. E crédito é vital para uma pequena agência, já que as operações de compra de passagens envolvem grandes somas de recursos e prazos curtíssimos de pagamento.
- DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA CADASTRAMENTO DE AGÊNCIAS DE VIAGENS E TURISMO NA EMBRATUR:
1. Requerimento solicitando o cadastro na EMBRATUR (através da internet ou nas entidades estaduais que responde pela EMBRATUR);
2. Ficha de cadastro preenchida;
3. Cópia do contrato social, arquivado na Junta Comercial como firma Ltda. ou S/A, contendo no objetivo social, o seguinte termo: A sociedade exercerá a atividade de Agência de Viagens e Turismo, conforme legislação em vigor ou, então, de Agência de Viagens;
4. Cópia do CNPJ;
5. Pagamento da taxa de serviço para agência localizada na capital ou no interior, recolhida, integralmente, em favor da EMBRATUR
6. Termo de compromisso.
- PROCEDIMENTOS NECESSÁRIOS PARA O REGISTRO DE AGÊNCIAS DE VIAGEM NO SNEA
1. Fotocópia autenticada em cartório do Certificado de Classificação no Instituto Brasileiro de Turismo – EMBRATUR;
2. Sociedade Limitada: fotocópia do Contrato Social inicial e posteriores alterações;
. Sociedade Anônima: fotocópia dos Estatutos Sociais vigentes, da Ata da Assembléia Geral que elegeu a atual Diretoria, assim como a da que efetivou o último aumento do Capital Social;
3. Tanto em caso de Sociedade Limitada como no de Sociedade Autônoma, o capital mínimo integrado deverá corresponder, em moeda corrente, na data da constituição da sociedade, ou quando da última alteração contratual para elevação do capital, a US$ 25.000,00 (dólar comercial/venda, relativo ao último dia útil do mês anterior ao da assinatura do Contrato ou da efetuação da Alteração Contratual) para as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e US$ 20.000,00 para o interior desses Estados e, também para os demais Estados do país;
4. Fotocópia do Contrato de Locação ou comprovação de propriedade do local e Alvará de Localização;
5. Fotocópia do CNPJ;
6. Autorização formalizada em documento endereçado à Diretoria do Sindicato em papel timbrado da firma;
7. Informação Cadastral da firma postulante e de seus sócios, fornecida por firma especializada e na sua falta, por outro órgão informante;
8. O requerimento de cadastro, com os documentos retroenumerados, deverá ser encaminhado ao SNEA por intermédio de uma Empresa Aeroviária
9. Juntamente com os documentos encaminhados pela Empresa Aérea apresentando a postulação da agência, deverá ser anexada Declaração de Capacitação Técnico-Profissional de um dos componentes da sociedade, fornecida pela ABAV e/ou SINDETUR, onde houver.
Modelo de Autorização para o SINDICATO NACIONAL DAS EMPRESAS AEROVIÁRIAS (Utilizar Papel Timbrado da Empresa):
" (nome da firma), estabelecida à (endereço completo), no Estado de ........................, neste ato representada por seu representante legal (nome e qualificação), vem apresentar a documentação anexa, para fins de cadastro junto a esse Sindicato, pois deseja participar do sistema uniforme de administração e cobrança dos valores devidos às empresa aéreas pela venda de bilhetes aéreos em consignação, estabelecido e gerenciado pela COPET.
Para tanto, a requerente se compromete a manter atualizado, junto ao SNEA, todos os seus dados cadastrais, inclusive a comunicar, imediatamente, a esse Sindicato, toda e qualquer alteração implementada em sua estrutura societária.
A requerente concorda em permitir que, sempre que se fizer necessário, um representante do SNEA visite suas dependências, com a finalidade de verificar, concretamente, a observância dos requisitos exigidos para comercialização de bilhetes aéreos.
A requerente declara conhecer os termos do Regimento Interno da COPET e afirma preencher os requisitos necessários à participação no sistema uniforme de comercialização de bilhetes aéreos em consignação, estando ciente de que a inobservância, por qualquer agência de viagem, dos padrões instituídos para comercialização dos bilhetes aéreos, importa em sério risco para o mercado da aviação, por isso que se compromete a dar ciência a esse Sindicato de qualquer irregularidade ocorrida em suas instalações, não importando que tenha agido com ou sem culpa, com a finalidade de viabilizar a adoção das medidas necessárias a que seja minimizado o risco antes mencionado.
A requerente também declara que tem ciência de que, caso venha a ser constatada a prática de irregularidades, por medida acautelatória, será promovida sua exclusão provisória (1 ano), ou definitiva (reincidência), do cadastro do SNEA.
Por fim, a requerente se compromete a, uma vez instada a promover a devolução dos bilhetes aéreos que lhe foram entregues em consignação, atender, de imediato, o pedido, tendo ciência de que, caso assim não proceda, será definitivamente excluída do cadastro do SNEA.”
- DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA O REGISTRO DA FROTA DE EMPRESAS DE FRETAMENTO E/OU TURISMO PARA TRANSPORTE INTER ESTADUAL E INTERNACIONAL no DNER/ES:
1. Documentos de Constituição da Empresa;
2. Cadastro na EMBRATUR;
OBS. Há uma exigência de mais documentos, sendo desta forma sugere-se entrar em contato com o DNER.
- DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA O REGISTRO DA FROTA DE EMPRESAS DE FRETAMENTO E/OU TURISMO PARA TRANSPORTE INTER MUNICIPAL no DER.
1. Requerimento ao Diretor Geral do DER - Registro de Empresa no DER na modalidade de Fretamento e/ou Turismo;
2. Instrumento constitutivo da empresa, arquivado em Junta Comercial, do qual conste como um dos fins sociais a exploração de serviços de transporte coletivo de passageiros;
3. Comprovação de capital registrado, em UFIR’ S;
4. Comprovação de integralização mínima de 69,73% do capital registrado;
5. Inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes (CGC) do Ministério da Fazenda;
6. Inscrição Estadual/ Municipal/ Alvará;
7. Documento de identidade e prova de regularidade quanto à legislação eleitoral e militar dos titulares, diretores ou sócios gerentes, conforme o caso;
8. Declaração dos titulares, diretores ou sócios gerentes, sob as penas da lei, de não terem sido definitivamente
condenados a pena que vede, ainda que de modo temporário, o acesso a funções ou cargos públicos;
9. Relação, especificação e prova de propriedade do(s) veículo(s) componente(s) da frota (inclusive IPVA e
seguro obrigatório);
10. Inventário, com descrição pormenorizada das instalações e do aparelhamento técnico, adequado e disponível para a realização dos serviços;
11. Relação das equipes técnicas e administrativas da empresa;
12. Prova de disponibilidade permanente de escritório, garagem e oficina própria ou arrendadas para atendimento dos serviços de manutenção, estacionamento e circulação da frota;
13. Prova de regularidade com as exigências da legislação fiscal (certidões negativas de débito para com as Fazendas Federal, Estadual e Municipal), trabalhista (FGTS) e previdenciária (INSS);
14. Certidões negativas de protestos de títulos e documentos, emitidas pelos cartórios respectivos da Comarca da sede da empresa e das filiais no Estado do Espírito Santo, caso a sede esteja situada em outro Estado;
OBS. Para maiores informações no DER.
Entidades
BRAZTOA – Associação Brasileira das Operadoras de Turismo
Rua Marconi, 34, 1º andar – Centro - São Paulo – (SP)
01047-000
Tel.(11) 259 9500
EMBRATUR - Instituto Brasileiro de Turismo
Setor Comercial Norte, Quadra 2, Bloco G – Brasília - (DF)
70712-907
Tel. (61) 429 7777
ABAV - Associação Brasileira das Agências de Viagens
Bibliografia
BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Calendário brasileiro de exposições e feiras - 1996. 175p.
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Como montar agência de viagens. 3.ed. Brasília, 1996. 30p. (Série Oportunidades de Negócios).
SEBRAE/SP. Turismo: o que você precisa saber para investir no setor. São Paulo, 1996. 38 p.
INSTITUTO FRANCHISING. Guia de oportunidades: 968 franquias para você escolher. São Paulo. 1996. 100p.
PEQUENAS EMPRESAS GRANDES NEGÓCIOS. Guia do empreendedor: como fazer. Globo, V. 4, n. 4, jun. 1994. Número especial.
IKEDA, Ana Akemi. O marketing em empresas de pequeno porte e o setor de serviços: um estudo em agências de viagens. Brasília: SEBRAE, 1995. 276p.
MIRANDA, Renato. Marketing turístico orientado para agências de viagens. Vitória, 1994. 15p.
SEBRAE/ES. Como abrir sua empresa. Vitória, 1996. 51p.
PEREIRA, Heitor José. Criando seu próprio negócio: como desenvolver o potencial empreendedor./coordenação de Heitor José Pereira e Silvio Aparecido dos Santos.
Brasília: SEBRAE, 1995. 316p.
SANTANA, João. Como entender o mundo dos negócios: qualidades do empreendedor, a empresa, o mercado. Brasília: SEBRAE, 1993. 64p. (Série O empreendedor, 1)
SANTANA, João. Como planejar sua empresa: roteiro para o plano de negócios. Brasília: SEBRAE, 1993. 68 p. (Série O empreendedor, 2).
SANTANA, João. Como abrir e administrar sua empresa: registro da firma, registro da marca, organização do negócio. Brasília: SEBRAE, 1993. 72p. (Série O empreendedor, 3).
COMO FAZER. Guia do Empreendedor. Pequenas Empresas Grandes Negócios. mai.1995. nº 7. p. 36
Adapatações: SEBRAE/ES
O Estado de São Paulo – Painel de Negócios – “Turismo começa a explora a WEB” - 04/07/2000
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Churrascaria
Ficha técnica
Setor da Economia: Terciário
Ramo de Atividade: Churrascaria
Tipo de Negócio: Restaurante especializado em churrasco
Apresentação
Uma churrascaria moderna trabalha, hoje, com pelo menos dez variedades de carnes, além do serviço de acompanhamento do churrasco e de mercadorias como bebidas.
A importância do churrasco na sociedade brasileira pode ser comprovada também nos restaurantes comuns. A churrascaria tornou-se uma opção para almoços rápidos, reuniões familiares ou de pessoas que trabalham na mesma empresa.
Quando se fala em churrasco, fala-se também de uma variedade que pode passar de vinte tipos de carnes. Há ainda um bufê que, em alguns casos, pode oferecer mais de 30 tipos de saladas e acompanhamentos.
Mercado
O Brasil é o campeão mundial de produção de carne. O rebanho brasileiro tem 165 milhões de cabeças e só perde para o da Índia, com 245 milhões. Npo entanto, é do Brasil o maior rebanho comercial do mundo. O consumo "per capita" de carne no país é um dos dez maiores do mundo. São 34,5 quilos por ano. A análise desses dados nos remete à seguinte conclusão: no Brasil, vender carne para churrasco é um excelente negócio.
Estrutura
Deve contar com uma área de aproximadamente de 200 metros quadrados, distribuída em três ambientes distintos: atendimento (mesas), apoio (serviços) e armazenagem.
Equipamentos
Os equipamentos básicos são:
- Mesas e cadeiras
- Churrasqueiras a gás ou carvão
- Freezer’s com capacidade de 600 litros
- Geladeiras
- Fogões industriais
- Materiais diversos de cozinha (talheres, equipamentos em geral como liquidificadores e processadores)
- Chopeiras
Investimentos
Varia de acordo com a estrutura do empreendimento. Exige, em média, um aporte inicial de R$ 200 mil.
Mão-de obra
Como em qualquer outro ramo de negócio, a qualidade da mão-de-obra é fundamental para o sucesso de uma churrascaria. Churrasqueiros, cozinheiros, nutricionistas e gerentes precisam estar atentos à questão da qualidade dos produtos e serviços oferecidos. Garçons, recepcionistas, manobristas, músicos etc. devem ser treinados para atender bem. Afinal, são são eles que dão calor humano à churrascaria e fazem com que a carne fique ainda mais saborosa.
Localização
Uma boa localização é fundamental para o sucesso de uma churrascaria. Não é indicado um ponto comercial que recebe diretamente o sol da tarde, pois o ambiente torna-se desconfortável.
Matéria-prima
Levantar os fornecedores das matérias-primas é um dos pontos de partida para o sucesso do negócio. A carne, ingrediente básico, deve ser comprada dos melhores fornecedores nacionais e até internacionais.
Os perecíveis, legumes, verduras, frutas etc. podem ser comprados em atacadistas e devem ser adquiridos diariamente. A qualidade dos ingredientes utilizados define o resultado final do produto.
Início
Para o começo do empreendimento, deve-se ter um cardápio limitado a 10 tipos de carnes e um bufê de frios e saladas. As melhores bebidas para acompanhar um churrasco são refrigerantes e o chope. Mas é importante ter à disposição do cliente uma carta com dez tipos de vinho, uísque nacional e estrangeiro (12 anos), além de licores digestivos.
Segredos
O segredo deste tipo de empreendimento é a preocupação com o cliente. Outra dica importante é cuidar da higiene do local. É importante comprar apenas carne que passe por inspeção sanitária e produtos de primeira qualidade, além de ter bons nutricionistas e um excelente processo de congelamento.
Legislação específica
Para abrir uma churrascaria é importante tomar providências como:
- Registro na Junta Comercial
- Registro na Secretaria da Receita Federal
- Registro na Secretaria da Fazenda
- Registro na Prefeitura do Município
- Registro no INSS (quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – procurar Receita Federal)
- Registro no Sindicato Patronal
O candidato a empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações referentes às instalações físicas da empresa e ao Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
Este empreendimento está submetido a uma rigorosa legislação de controle sanitário. As principais exigências referem-se às instalações, condições de manipulação e de armazenamento de produtos. Toda a carne deve ser previamente inspecionada pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). As carnes congeladas e embaladas devem ter etiquetas de origem, tipo de corte, data de embalagem e prazo de validade.
Para mais informações consultar a Anvisa.
Entidades
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
SEPN 515, Bloco B - Edifício Ômega - Brasília - (DF)
70.770-502
Tel. (61) 448 1326 / 1327 / 1303 / 1321
Bibliografia
SEBRAE/NA. Churrascaria, Ed. Sebrae: Brasília, 1997, 76p
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Confecção de bichos de pelúcia
Ficha técnica
Setor da Economia: indústria
Tipo de Negócio: fabricação de bichos de pelúcia
Nº funcionários : 01 recortando e montando e 1 ajudante.
Área : 100 m² (Fábrica e Estoque)
Investimento em instalações e equipamentos: R$ 22 mil.
Apresentação de negócios
Quem nunca ganhou, quis ganhar ou já deu algum bicho de pelúcia? A resposta serve como estímulo ao empreendedor. Mas nesta atividade, diversificação é a palavra-chave para faturar. Para isso, é fundamental contar com a criatividade e alguns conhecimentos de técnicas de desenho. A idéia principal é criar modelos que escapem do lugar comum.
Temporada
Aproveitar datas especiais para calcular a produção e comercializá-la são pontos vitais. Programar uma agenda de lançamentos conforme as diversas festas e datas comemorativas do ano é uma sugestão a ser considerada. Por exemplo, no Dia dos Namorados, aposte nos ursinhos. Mas se o seu público-alvo é o adolescente, invista na novidade dos bonecos malcriados: os "meanies" . Coleção de criaturas que usa a repelência como atrativo – algo na linha "os nojentos também amam".
Quem compra
Os bichos devem ser destinados a lojas de produtos infantis de pequeno porte e bazares.
Produzindo
As fases de produção dos bichos envolvem desde a criação até o acabamento, passando por corte costura e enchimento das peças. A confecção de bichos de pelúcia é muito semelhante à confecção de roupas, utilizando as mesmas máquinas de costura e de corte. Nessa hora, a experiência na área de confecção caracteriza um diferencial no gerenciamento eficiente do negócio. Fabricados com tecido próprio (pelúcia), os bichinhos tomam forma a partir de costuras definidas conforme o desenho do produto. Recheá-los é um trabalho para as máquinas "enchedeiras" devidamente adaptadas e ajustadas conforme o perfil do boneco. A matéria-prima utilizada para se encher os bonecos, podem ser sobras de materiais não tóxicos.
Os bichos de pelúcia são confeccionados de forma bem manual. Os moldes para a confecção deste podem ser escolhidos inspirados em desenhos de papéis de presentes, cartões, fotografias, filmes, etc.
Equipamentos
Máquinas de costura e corte industriais, bancada, prateleira, materiais diversos, linha telefônica e veículo utilitários
Etapas da confecção
1. Copie os moldes na cartolina e corte. Coloque-os sobre a pelúcia e corte as peças que compõem a parte da frente do bicho;
2. Faça o mesmo para obter as peças da parte de trás;
3. Comece pelas orelhas. Costure sempre pelo lado avesso. Costure as duas partes de cada orelha, direito sobre direito. Deixe o lado reto sem costurar. Desvire para o lado certo;
4. Coloque a lateral do rosto sobre a orelha, direito sobre direito, e costure. Repita o mesmo processo para o outro lado;
5. Pelo avesso, costure a mancha entre as duas peças;
6. Costure o focinho abaixo da mancha entre as duas laterais do rosto. Mesmo depois de costurado em toda a volta, o focinho ficará com uma abertura. Costure essa abertura, unindo as duas pontas;
7. Emende as duas peças que compõem a parte de trás da cabeça, direito sobre direito, costurando pelo lado reto;
8. Una a parte da frente com a de trás da cabeça, direito sobre direito, costurando em toda a volta. Deixe aberta, sem costurar, apenas a parte reta;
9. Desvire pela abertura e encha com plumante;
10. Una as duas partes de cada braço, costure, direito sobre direito, em toda a volta, deixando uma abertura na parte reta;
11. Desvire pela abertura e encha com plumante. Costure a parte aberta com pontos feitos à mão;
12. Costure as duas extremidades (lado menor) da pata;
13. Centralize o solado do pé na parte reta da peça, direito sobre direito;
14. Costure em toda a volta;
15. Costure os braços nas aberturas indicadas na parte da frente do urso;
16. Prenda as patas nas aberturas inferiores da parte da frente do urso e encha as patas com plumante;
17. Una a parte de trás com a da frente do urso pelo avesso, deixando apenas uma abertura na parte de cima, por onde será colocado o plumante e onde será presa a cabeça;
18. Desvire, coloque o plumante e costure a cabeça no corpo com pontos invisíveis feitos à mão;
19. Nos olhos, enfie a agulha com linha preta grossa e dê um ponto apertado, passando internamente até a parte de baixo do focinho. Volte e arremate com um nó, aprofundando o local dos olhos;
20. Borde o focinho com a mesma linha, formando um triângulo;
21. Se guindo a linha da costura do focinho, vá bordando com o fio preto e faça o desenho da boca com sorriso;
22. Borde as garras com fio duplo, fazendo essas marcas por três vezes em cada pata;
23. Cole os olhos com cola quente ou use olhos com trava, se o urso for para crianças com menos de 3 anos;
24. Faça um laço e cole-o com cola quente, em cima da costura da cabeça com o corpo e está pronto um urso de pelúcia.
Material
Para confeccionar um ursinho, você vai precisar de:
- 1/2 metro de pelúcia de pêlo curto ou médio; 600g de plumante para enchimento; olhinhos próprios para bichinhos tamanho médio; linha para bordar cor preta; 1 meada de linha de crochê preta; 2 folhas de cartolina para o molde;1/2 metro de fita de cetim para o laço; cola quente; acessórios de costura (inclusive a máquina de costura).
Preços
Uma arara-azul de pelúcia custa, em média, R$ 19. Na natureza, hoje, não existem mais que 130 exemplares do animal nativo da Bahia, segundo o Ibama. O bichinho mais caro é o muriqui, considerado o maior macaco das Américas. Custa cerca de R$ 39 e mede cerca de 25 cm. In natura, ele não chega a ser um King Kong, mas atinge cerca de 70 cm e pesa 15 quilos, metade de um chimpanzé. O tamanduá-bandeira é o bicho mais acessível ao bolso. Em sua versão menor, custa por volta de R$ 8.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
- Registro na Junta Comercial, (exceto para as empresas prestadoras de serviço, que serão registradas no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas);
- Registro na Secretária da Receita Federal (somente para as pessoas jurídicas - CNPJ);
- Registro na Secretária da Fazenda (exceto para as empresas prestadoras de serviços);
- Registro na Prefeitura do Município;
- Matrícula no INSS:
* Para as pessoas jurídicas já cadastradas no CNPJ, o registro da matrícula no INSS é simultâneo;
* Para as demais, é necessário a solicitação da matrícula, inclusive obra de construção civil, no prazo de trinta dias, contados do ínicio de suas atividades.
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
IMPORTANTE: Todos os brinquedos infantis devem cumprir normas técnicas específicas, relacionadas na NBR 11.786 – Segurança de Brinquedos, de maio/96 da ABNT e devem estar em conformidade com as exigências do INMETRO.
Entidades
ABRINQ - Associação Brasileira dos fabricantes de brinquedos.
Av. Pedroso de Moraes, 2219/Pinheiros/SP/05419001
Tels: (11) 3816-3644 / Fax: (11) 3031-0226
FUNDAÇÃO ABRINQ
R.Lisboa, 224 - São Paulo/SP/05413-000
Telefax: (11) 3081-0699
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Confecção de uniformes
Ficha técnica
Setor da Economia: Secundário
Ramo de Atividade: Indústria
Tipo de Negócio: Confecção de Uniformes Profissionais
Produtos ofertados/Produzidos: uniformes de vigilantes, jalecos, aventais, macacões etc.
Apresentação
Foi-se o tempo em que usar uniformes era constrangedor. Por causa do aspecto rústico dos materiais utilizados na confecção e pelo caimento imperfeito, vestir uniforme era a última alternativa. Hoje, as roupas profissionais ganharam sofisticação e status de moda, graças a novos desenhos, modelagens, cores e tecidos. Além disso, conforme estudiosos, o uniforme impressiona o cliente.
Mercado
O aperfeiçoamento dos materiais, aliado a uma mudança na mentalidade do empresariado que percebeu a importância da imagem interna e externa da empresa, colaborou para a ampliação do mercado e viabilizou a criação de produtos específicos para vários segmentos da indústria, comércio e serviços. A tendência do setor é de crescimento, impulsionado principalmente pelos elevados preços dos artigos de vestuário, o que estimula a adoção de uniformes.
Localização
A confecção deve ser instalada próxima aos fornecedores e de fácil acesso para os clientes.
Estrutura
A estrutura básica é composta de um salão de produção, depósito (matérias-primas e peças acabadas) e escritório.
Equipamentos
Os equipamentos básicos para abrir uma fábrica de roupas profissionais são:
- Overloques
- Interloque (para fechamento da peça)
- Retas (para acabamento)
- Caseadeiras
- Máquinas para pregar botões e de corte etc.
- Móveis e utensílios de escritório (computadores, fax, mesas, cadeiras etc.)
Investimento
Varia de acordo com a estrutura da empreendimento. Em média, necessita-se de um aporte em torno de R$70 mil.
Pessoal
Varia de acordo com a estrutura do empreendimento. Necessita de modelistas, costureiras, recepcionistas, vendedores etc. Pode haver terceirização.
Clientes
Os principais clientes das confecções de uniformes profissionais são condomínios, bancos, empresas de segurança, indústrias e empresas prestadoras de serviços nas mais diversas áreas. Hospitais e empresas alimentícias em que o uso do uniforme é obrigatório formam significativos nichos de mercado.
Produto
A idéia é que o empresário da confecção venda um conceito novo de uniforme, baseado na personalização, mas que deverá estar de acordo com a atividade do cliente.
Bastante confortáveis, os materiais algodão com poliéster, gabardine, crepe, acetato com viscose, poliéster com lã e micro fibra oferecem também melhor caimento.
A qualidade do tecido determina a durabilidade da roupa. Por isso, segundo os empresários, não compensa usar materiais de segunda linha, que desbotam muito ou encolhem na primeira lavada. Se forem observados esses cuidados, o objetivo principal de confeccionar uma roupa que não pareça uniforme será atingido.
Linha de produtos
- Kits femininos: blazers, saias, calças, blusas, vestidos, aventais, echarpes e laços
- Kits masculinos: blazers, calças, camisas e gravatas
Processo
A atividade da confecção engloba, basicamente, as seguintes etapas:
- Modelagem
- Corte
- Costura
- Aviamento
- Acabamento
- Controle de qualidade
- Embalagem
Alternativas de produção
A terceirização é um ponto controverso entre os fabricantes de roupas profissionais. Para alguns, ela prejudica a qualidade. Para outros, dá agilidade ao processo produtivo. Nesses casos, as peças são cortadas na fábrica e então enviadas para a oficina terceirizada, que efetua as “costuras gerais”. Na fase de acabamento, voltam para a fábrica, onde será finalizado o processo. Detalhes como bordados especiais também podem feitos fora.
A vantagens observada pelos empresários adeptos da terceirização é a facilidade de administrar o negócio. Mas o processo exige atenção redobrada com a qualidade, que resulta de dois fatores: observação da produção e treinamentos constantes.
Outros empresários preferem não aderir à terceirização com o argumento de que a perda de qualidade é inevitável.
Matéria-prima
Aconselha-se que seja realizada uma escolha cuidadosa dos tecidos, pois existem materiais alternativos que não oferecem qualidade. Nesses casos, mesmo com preços mais altos, é melhor adquirir um brim de boa procedência, mais durável, que dará ao produto final melhor qualidade. A empresa só tem a ganhar em credibilidade quando oferece produtos de mais qualidade.
Período de criação
Nas indústrias, as renovações nos desenhos ocorrem em prazos médios de um ano. Nas companhias aéreas o prazo pode chegar a oito anos, conforme a estratégia de marketing e o investimento na criação da roupa. Atualmente, o desenvolvimento dos modelos inclui projetos assinados por estilistas famosos. Isso levou as confecções especializadas a aumentar a quantidade de modelos e de tecidos utilizados, indo do algodão com poliéster à microfibra.
Por que é bom usar?
A padronização da roupa é vantajosa porque transmite impressões como organização, seriedade e competência, além de determinar aumentos visíveis na produtividade e na qualidade. É uma demonstração clara de que o fornecimento de uniformes é um benefício proporcionado pela empresa.
Lembretes
- Se o empreendedor pretende atuar nesse segmento e se diferenciar da concorrência, ele deverá, logo de início, especializar-se em roupas profissionais de uso específico ou optar pela venda só no atacado ou só no varejo
- Nunca se deve recusar pedidos
- Para iniciar o negócio são imprescindíveis noções comerciais, mercadológicas, produtos (tecidos e aviamentos) e modelagem
- O empresário deve tomar a iniciativa de visitar empresas
Legislação específica
Para a abertura do empreendimento, é necessário tomar providências como:
- Registro na Junta Comercial
- Registro na Secretária da Receita Federal
- Registro na Secretária da Fazenda
- Registro na Prefeitura do Município
- Registro no INSS (somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
- Registro no Sindicato Patronal
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações relativas às instalações físicas da empresa e ao Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
Eventos
FENATEC – Feira Internacional de tecelagem
Local: Expo Center / Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi - São Paulo - (SP)
FEIMACO – Feira Internacional de Máquinas e Componentes para a Indústria de Confecção
Local: Expo Center - São Paulo - (SP)
OBS: Feiras anuais.
Entidades
ABIT - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção
Rua Marques de Itu, 968 - Vl. Buarque - São Paulo – (SP)
01223-000
Tel. (11) 3666 0101
SENAI/ES – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
Bibliografia
UNIFORMES PROFISSIONAIS. Guia do Empreededor. Boas Idéias. Pequenas Empresas Grandes Negócios. set.1996. nº 10. p. 102. Adaptação: SEBRAE/ES.
Folha de São Paulo, de 18/04/1999. "Empresa lucra com uniformes"
SEBRAE/SP. Confecção de uniformes profissionais. São Paulo: Sebrae/SP, 1995. 36p.
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Escola de informática
Ficha ténica
Setor da Economia: Serviço
Ramo de Atividade: Ensino e treinamento
Tipo de Negócio: Curso de informática
Histórico
A abertura de mercado e a expansão comercial impostas pela globalização aceleraram o uso da tecnologia da informação. A conseqüência desses movimentos foi a expansão do uso de computadores em domicílios ou empresas. O resultado foi a crescente necessidade de conhecer e aperfeiçoar as formas de utilização dos equipamentos (hardwares) e programas (softwares).
Mercado
O mercado é bastante promissor e está em expansão. O empreendedor deve observar as deficiências das escolas atuantes para poder atrair os clientes. Existem dois nichos principais para cursos de informática:
- Cursos básicos: indicados para aqueles que necessitam das primeiras noções referentes aos aplicativos mais usados
- Cursos especializados: indicados para o público que já possui conhecimento dos aplicativos básicos e necessitam se aperfeiçoar na utilização de softwares mais específicos e sofisticados
Os cursos básicos sofrem maior concorrência, já que são oferecidos por praticamente todas as escolas. O que fará o diferencial nesse caso será a localização e o preço. No caso dos cursos específicos, o público é bem definido e o diferencial está concentrado na qualidade do curso.
O leque de cursos oferecidos deverá ser bastante amplo, com linguagens mais avançadas e com as versões mais recentes dos softwares. A leitura de algumas revistas especializadas em informática poderá ajudar a definir o segmento de atuação (Exame Informática, Byte, PC Magazine, CAD Design e Publisher).
Localização
Uma escola deve estar localizada, preferencialmente, num local de fácil acesso com estacionamento e segurança.
Estrutura
Estima-se ser necessário uma área de 300 metros quadrados. Essa área poderá variar de acordo com a disponibilidade financeira do empreendedor e também conforme a dimensão do empreendimento.
Os ambientes devem ser divididos em salas de aula, um escritório, uma recepção e banheiros (masculino e feminino). As salas devem ser confortáveis, com boa iluminação e ausência de ruídos. O empreendedor deverá fazer adaptações nas instalações elétricas de modo a proporcionar a perfeita adequação aos equipamentos de informática.
Equipamentos
Os equipamentos básicos são
- Móveis e materiais de escritório
- Telefones, aparelho de fax, computadores, impressoras, além de softwares adequados aos cursos
Outros equipamentos podem ser dispostos de acordo com o curso que a escola se propõe a oferecer
Investimento
A estimativa de investimento inicial é de R$ 80 mil.
Pessoal
Varia de acordo com a estrutura do empreendimento. O quadro funcional necessita de:
- Recepcionistas
- Técnico em informática para cuidar da manutenção dos equipamentos
- Instrutores que irão ministrar os cursos
Cabe ao empreendedor a parte administrativa e a coordenação pedagógica e técnica.
Programa de funcionamento
Através da combinação de três salas de aula, três turnos diários, durante seis dias na semana, pode-se montar 54 turmas com dez alunos.
Propaganda
A melhor forma de divulgação ainda é a "boca-a-boca" e a melhor maneira de diferenciação é fazer o trabalho com absoluta seriedade.
Lembrete
Alguns fatores devem ser lembrados para proporcionar o sucesso do empreendimento, tais como:
- É essencial que o empreendedor detenha um amplo conhecimento de informática ou que esteja disposto a contratar um profissional da área com esses conhecimentos
- Segundo um empresário do ramo, “o grande segredo do negócio é o investimento em equipamentos e a atualização dos cursos de informática”.
– Fazer parcerias com empresas, escolas, órgãos públicos e etc., inclusive ministrando os cursos nas próprias entidades
Legislação Específica
Para abrir o empreendimento é necessário tomar providências como:
- Registro na Junta Comercial
- Registro na Secretária da Fazenda
- Registro na Prefeitura do Município
- Registro no INSS
- Registro no Sindicato Patronal
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar sua Escola de Informática para obter informações relativas às instalações físicas da empresa e ao Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
Outro fator importante é o conhecimento de algumas legislações deste setor:
- Lei de Programa de computador n. 9.609/98. Promulgada em 19/02/98, substitui a Lei 7646/87, entrou em vigor na data de sua publicação, dando liberdade de produção e comercialização de softwares de fabricação nacional ou estrangeira.
- Lei de direitos autorais n. 9.610/98. Substitui a Lei 5988/73, entra em vigor 120 dias após sua publicação; foi promulgada em 19 de fevereiro de 1998. Assegurou a integral proteção dos direitos dos seus autores e estabeleceu penas rigorosas a quem viole esses direitos. Assim, piratear programas de computador se tornou crime, passível de pena de seis meses a dois anos de prisão.
- Lei de Informática nº 10.176/2001. Altera a Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991, a Lei no 8.387, de 30 de dezembro de 1991, e o Decreto-Lei no 288, de 28 de fevereiro de 1967, dispondo sobre a capacitação e competitividade do setor de tecnologia da informação.
Observações importantes:
- Comete crime o comerciante que importar, expor ou manter em estoque programas estrangeiros que não tenham sido registrados na SEPIN - Secretaria de Política de Informática e Automação, órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Para eles, a lei prevê pena de detenção de até quatro anos, além de multa.
- Certifique-se de que os produtos e equipamentos importados adquiridos pelo empreendimento entraram no país legalmente. Caso contrário, o empreendedor pode ser enquadrado como cúmplice em crime de contrabando.
- O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), autarquia federal vinculada ao Ministério da Indústria, Comércio e Turismo é o órgão responsável pelos registros dos programas de computador. Para que possa garantir a exclusividade na produção uso e comercialização de um programa de computador, o interessado deve comprovar a autoria do mesmo. Por isso, é fundamental o registro no INPI.
Entidades
ASSESPRO - Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia de Informação
Av. Treze de Maio, 33 - Bl A - Sl.509 - Centro - Rio de Janeiro - (RJ)
20031-000
Tel. (21) 532 5267
ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1713 - 3º andar – cj.33/34 – São Paulo - (SP)
01452-001
Tel. (11) 3816 1185
Ministério da Ciência e Tecnologia
Esplanada Dos Ministérios - Bloco "E" - Brasília - (DF)
70067-900
Tel. (61) 317 7500
Bibliografia
Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios - abril/1999
Como Montar um Curso de Informática – SEBRAE/SP - 1996
SEBRAE/BR. Escola de Informática. Brasília, 1996, 27p.
SEBRAE/AM. Escola de Informática. Manaus,1995, 42p.
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Estúdio fotográfico
Ficha técnica
Tipo de Negócio: Serviços fotográficos
Setor da Economia: Terciário
Ramo de Atividade: Prestação de serviço
Produtos e Serviços: Produção de fotos, books, composite etc.
Apresentação
Existem várias opções para montar um estúdio fotográfico. Elas dependem do tipo de fotografia que se pretende executar, que podem ir desde as mais simples fotos de identificação e portrait, até produtos específicos para publicidade, portanto de maior porte.
O fotográfo
Transformar uma idéia em imagem fotográfica requer não só sofisticado conhecimento técnico, mas também talento, cultura, sensibilidade, constante atualização profissional, além de eficiência administrativa para desenvolver e organizar o seu trabalho.
Para desempenhar suas funções, além de todas as características pessoais, o fotógrafo, na maioria dos casos, precisa dispor de uma estrutura complexa, que envolve instalações, equipamentos e pessoal especializado.
Opções
Uma opção pode ser o uso de cabine para fotografia de identificação, exclusiva para documentos e lembranças, registrando até meio-corpo da pessoa fotografada. Esse tipo de cabine já vem com iluminação de flashes calibrada e embutida, pronta para uso. As medidas da cabine de fabricação nacional são de 80 cm de largura e 2,5 m de comprimento, e o seu preço médio é de R$1 mil.
Outra opção pode ser a montagem de um estúdio pequeno e simples, ocupando um espaço mínimo de 2,5 m de largura por 4 m de comprimento, que permite fotografias de corpo inteiro. Para isso, é preciso ter dois flashes compactos de 160W/seg reais (guia número 40, ISO 100).
Equipamentos específicos
No caso de pretender fazer qualquer tipo de fotografia, tanto de pessoas como de produtos, o espaço mínimo necessário é de 4 m x 6 m, com altura de 2,80 m. Basta adquirir três flashes de 400W/seg reais (guia número 80, ISO 100) ou um gerador de 1.200W/seg reais (guia número 134, ISO 100) com três ou quatro tochas.
A câmara fotográfica mais utilizada em estúdio é para formato 120. Porém, é possível substituí-la por uma 135, dependendo do tipo de fotografia.
Na montagem de um estúdio, é necessário estabelecer área de foto, fundo infinito, laboratório, cozinha, oficina, contra-regra e área administrativa. Precisará, ainda, dispor de acessórios como sombrinhas, soft, tripés, girafa, refletor etc.
Área física
O espaço do estúdio depende das possibilidades financeira do empreendedor. Quanto maior a área, mais facilidades terá o fotógrafo em executar seu trabalho. No entanto, é preciso considerar as despesas de manutenção do negócio. Para iniciar o negócio, uma área em torno de 40m2 é considerada satisfatória.
Investimento
O valor investido em equipamentos (02 máquinas 35 mm, 01 máquina de médio formato, 02 flashes de reportagem, 02 flashes compactos, tripés, objetivas, fundo infinito) e instalações (computador, fax, telefone celular, estúdio de 40 m²) gira em torno de R$ 17 mil. Importante: este valor é estimado apenas para montagem de um estúdio.
Mercado
A gama de serviços diferentes que o futuro empreendedor poderá encontrar pela frente, dentro da área de fotografia, é imensa. Pode ser um simples ponto de coleta de filmes, um laboratório convencional, uma empresa de fotografia técnica ou de produção de "books" fotográficos. Qualquer que seja a escolha, sensibilidade, criatividade e profundos conhecimentos de fotografia são itens indispensáveis.
Localidade
Independentemente do tipo de serviço, o importante é observar alguns pré-requisitos para que o negócio tenha chances de ser bem-sucedido.
Na escolha do ponto, o ideal é dar preferência a ruas movimentadas, com facilidade de estacionamento, próximas a escolas e estabelecimentos comerciais. Também é preciso saber se o mercado local não está saturado.
Protocolo de entrega
As atividades burocráticas nem sempre são agradáveis. Porém, em determinados casos elas são necessárias e muito eficazes. Enviar um trabalho (fotos) à agência/cliente merece um pouco mais de atenção. As fotos são bens de propriedade do fotógrafo, que estão sendo passadas a outras mãos e exigem um documento que comprove a entrega e a recepção. A experiência de ter uma foto perdida ou danificada, sem que alguém seja responsabilizado por isso, pode ser evitada se forem gastos cinco minutos na elaboração de um protocolo.
Estúdio acoplado a loja de produtos fotográficos
Ao optar por um "minilab" (pequeno ponto comercial que efetua revelação e cópias em uma hora) ou por uma loja com laboratório convencional, o ideal é dividir o espaço em duas áreas: laboratório e atendimento.
Na loja, são fundamentais as estantes e um balcão, que servirá para separar a área de circulação dos clientes da área de estocagem das mercadorias.
No laboratório convencional serão necessários um ampliador, um processador de filmes e bacias para produtos fotográficos. Já no caso do "minilab", os equipamentos não custam menos de R$ 60 mil.
A revelação de fotografias é a atividade mais lucrativa de uma loja de produtos fotográficos. Se o empreendedor não quiser investir em equipamentos próprios de revelação e ampliação, precisa contar com um laboratório de confiança, que garanta qualidade e prazos dos serviços.
O dono não precisa ser fotógrafo, mas deve ter noções sobre qualidade e tipos de filmes e máquinas para poder aconselhar os clientes, especialmente porque o bom atendimento ao público é um dos fatores fundamentais de sucesso nesse ramo.
Além de vender filmes e máquinas, pode-se aumentar a variedade de produtos, oferecendo fitas cassete e de vídeo, disquetes etc.
Pré-requisito
- Conhecimento do ramo
- Atendimento personalizado
- Cumprimento dos prazos de entrega
- Qualidade dos serviços
- Instalação do negócio em grande densidade populacional
Legislação Específica
Para a abertura do empreendimento, é necessário tomar as seguintes providências:
- Registro na Junta Comercial
- Registro na Secretaria da Receita Federal
- Registro na Secretaria da Fazenda
- Registro na Prefeitura do Município
- Registro no Sindicato Patronal
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar o seu estúdio para obter informações referentes às instalações físicas da empresa e ao Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990), e o Código Sanitário (especificações legais sobre a condições físicas).
Bibliografia
. ESTÚDIO FOTOGRÁFICO.PEGN, Nº 68, Set./94, p.18.
. PRODUTOS FOTOGRÁFICOS.PEGN, Nº 78, Julho/95, p.58.
. Lista Telefônica do ES.
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Fábrica de bonés
Ficha técnica
Setor da economia: Secundário
Tipo do negócio: Confecção de bonés
Produtos: Bonés bordados e serigrafados
Capita de giro: R$ 10.000
Risco: médio
Apresentação
O boné é uma peça de amplo uso por pessoas de todas as idades. Mas tem muita aceitação entre o público infanto-juvenil, principalmente adolescentesque praticam esportes. Também é utilizado como hábito puro e simples da população preponderantemente masculina ou ainda como protetor contra a incidência direta dos raios solares sobre a cabeça.
Mercado
A pequena peça tem mercado promissor, principalmente quando a venda estiver associada a de um souvenir de caráter turístico.
Outra área onde a confecção de bonés tornou-se promissora foi a de brindes promocionais, devido ao preço acessível e por ser uma mídia extremamente eficaz na divulgação de logomarcas.
No entanto, é mais difícil entrar no segmento promocional, pois exige investimentos em publicidade, marketing e promoção. Em contrapartida, é o que apresenta maior liquidez, já que são grandes as quantidades e curtos os prazos de pagamento, ao contrário do lojista que tem pouco capital de giro.
Processo produtivo
- Aquisição de matéria-prima e estocagem: os tecidos e aviamentos serão adquiridos pelos fornecedores, estocados e retidos quando o processo de remessa para dublagem for iniciado.
- Dublagem: trata-se da colagem do tecido à esponja. O prazo de retorno chega a oito dias, constituindo-se numa das dificuldades enfrentadas pelos confeccionadores de bonés.
- Criação: a empresa dispõe de desenhista responsável pelo design dos bonés. O design diferencia o produto pelo corte, tecido, formato de abas, jogos de cores, bordados, serigrafia etc.
- Corte: de posse dos tecidos dublados, as costureiras efetuam o corte de acordo com o modelo combinado entre empresa e cliente.
- Serigrafia ou bordado: a empresa deverá dispor de setor serigráfico, onde serão realizados os trabalhos gráficos e de impressão. Quando a escolha do cliente recair sobre bonés bordados, esta parte do trabalho será incumbida a prestadores desse tipo de serviço.
- Costura: após cortadas, as peças são costuradas ficando então concluso o produto final.
- Controle de qualidade: percorrida a etapa anterior, as peças serão entregues à equipe responsável pela qualidade final do produto, sendo devolvida para conserto aquela que porventura apresente defeito.
- Entrega do pedido: o produto final é embalado, lacrado em saco plástico e entregue ao cliente, pessoalmente, ou no local por ele indicado.
Investimento
Estima-se que o investimento em equipamentos e instalações fique em torno de US$ 15 mil. É aconselhável ter um automóvel, um fax e telefone comercial.
Infra-estrutura
A montagem da infra-estrututra de uma fábrica de bonés não apresenta complexidade. É desejável uma área mínima de 150 m² até para acomodação de maquinários e equipamentos (uma máquina de corte industrial, três máquinas de costura reta, uma pespontadeira e uma mesa para corte e estamparia).
Faturamento mensal
Depende do volume de produção e vendas, mas considerando sazonalidades ocasionadas por períodos (ex. Copa do Mundo e eleições) lucrarão aquelas empresas que mantiverem programa de produção para todo o ano, que considere essas e outras sazonalidades.
Estoque
Embora muitos bonés sejam feitos a partir de modelos básicos não se deve manter em estoque grandes quantidades de produtos semi-acabados. Também é arriscado fechar contratos para grandes encomendas, ficando na dependência de poucos clientes.
Mão-de-obra
Deverá contar com pelo menos oito pessoas: o dono, um cortador, cinco ajudantes e um entregador.
Divulgação
O contato direto com os clientes em potencial é a melhor maneira de divulgar o negócio, mas a publicidade em listas telefônicas, telemarketing e internet também devem ser usados.
Manter contato com clientes potenciais como clubes, grêmios e outros pode proporcionar inúmeras oportunidades, principalmente em épocas de eleição e competição.
Marca
Torna-se imprescindível, também, a definição de uma marca, que deverá estar registrada no Instituto de Propriedade Industrial (Inpi) para o lançamento do seu produto no mercado.
Prazo de entrega
As entregas precisam ser programadas conforme as necessidades dos clientes. Uma empresa do ramo adotou uma tática de pontualidade que tem contribuído para conquistar clientes: as entregas nunca passam de quatro dias após a encomenda, qualquer que seja a quantidade pedida. Essa tática exigiu um cuidadoso planejamento no roteiro das entregas para não aumentar as despesas de transporte.
Concorrência
É forte entre os fabricantes, por isso antes de iniciar esta confecção o investidor deve:
- Dominar a tecnologia
- definir a que público será destinada sua produção
- estar atento às inovações tecnológicas, às tendências e variações do mercado (no que diz respeito à mudança do gosto e do comportamento dos consumidores)
- trabalhar com uma boa política mercadológica, associando o seu produto à utilidade (protetor solar) e à imagem de "souvenir" da cidade ou como forma de brinde
- procurar, constantemente, por parcerias com os diversos segmentos empresariais de eventos e de grandes estabelecimentos industriais, comerciais e de serviços
- praticar uma política de preços competitiva
Registro especial
- A primeira condição para uma indústria de bonés funcionar legalmente é registrá-la na Junta Comercial do Estado em que está sendo instalada
- Após registro na Junta, a sua empresa deverá obter o cartão Cadastro Geral de Contribuintes (CGC) na Receita Federal. O CGC é necessário para adquirir o alvará de licença expedido pela prefeitura municipal
Informações mais detalhadas sobre o passo a passo para a legalização de sua empresa, inclusive endereços de entidades para contato são encontradas no manual editado pelo Sebrae-ES intitulado "Como abrir sua empresa."
Eventos
Salão Internacional de Brindes & Presentes
Rua 13 de maio, 717 - Bela Vista - São Paulo - SP
CEP 01327-000
Tel: (011) 253-4134
Feira Internacional da Indústria Têxtil (Fenit)
Feira Internacional de Tecelagem (Fenatec)
Promoção: Alcântara Machado Feiras e Promoções
Bibliografia
SEBRAE/PR/CETIQT. Boné. Curitiba, 1993.
. TELESP. São Paulo: classificada empresa. São Paulo, 1996.
. COPA DO MUNDO, O Estado de São Paulo, Encarte Painel de Negócios, 20/01/98, p.2.
. COMERCIALIZAÇÃO DE BONÉS. Bonés&Cia. Ano 1 - Número 2 Fevereiro/2000, pág. 6 e 7.
. PERFIL DE NEGÓCIO: Indústria de boné. Fortaleza: SEBRAE/CE, 1996.
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Fábrica de tijolos
Ficha Técnica
Setor da Economia: Secundário
Ramo de Atividade: Indústria de tijolo
Tipo de Negócio: Fabricação de tijolos de barro com quatro 4 e seis furos.
Histórico
A necessidade do homem criar espaços em busca de abrigo, remonta à pré-história. Utilizando recursos naturais precisava defender-se dos predadores, dos rigores da natureza e de seus próprios semelhantes. Não demorou a perceber que sua sobrevivência dependia da segurança destes refúgios. Fechar espaços, eis a questão! A arte de construir evoluiu por milhões e milhões de anos.
A utilização dos ligantes na construção se fez necessária pela necessidade em consolidar peças menores, muito mais fáceis de serem encontradas e manuseadas. Com a evolução dos tempos, o homem descobriu diversos materias e produtos para utilizar na construção. Um deles é o tijolo.
Mercado
A demanda por produtos cerâmicos sempre esteve atrelada a políticas relativas ao setor da construção civil. Cabe ao empreendedor avaliar o potencial do mercado regional que pretende atingir com seus produtos.
Deve-se considerar quais são as necessidades deste mercado com relação a qualidade dos produtos, quantidade e preços praticados. O principal ponto a ser estudado é a demanda, suficiente para justificar a implantação desta nova olaria (fábrica de tijolo de barro cozido).
Localização
A cerâmica deverá ser localizada em terreno preferencialmente plano e o mais próximo possível da jazida de argila.
Estrutura
Varia de acordo com a estrutura do empreendimento. Mas é indispensável que haja no local disponibilidade de toda infra-estrutura básica necessária à implantação e operacionalização da indústria, tais como: energia elétrica, telefone, água etc.
Equipamentos
Varia de acordo com a estrutura do empreendimento, já que alguns equipamentos podem ser adquiridos ou não, ou até mesmo ser substituídos por outros mais acessíveis. São eles:
- Caixa de alimentação (onde se faz o deposito das diversas matérias primas)
- Misturador (mistura os tipos de argila)
- Laminador
- Esteira automática
- Maromba
- Caldeira + exaustor (utilizados no processo de secagem artificial)
- Fornos
- Retroescavadeira + caminhão basculante (podem ser terceirizados)
- Móveis e materias de expediente
Mão-de-obra
Varia de acordo com a estrutura do empreendimento, sendo que a mão-de-obra básica deve contar com:
- Auxiliares de produção
- Encarregados de produção
- Encarregado administrativo
- Auxiliar de escritório
Clientes
Os clientes, em geral, serão construtores, pessoas físicas etc.
Matéria prima
Com relação à matéria-prima, a principal variável que influi na decisão de investir ou não no setor é a disponibilidade de jazidas de barro. Duas condições devem ser consideradas:
- A existência de jazida própria por parte do empreendedor
- O direito de lavra fornecido pelo Ministério de Minas e Energia para exploração de jazidas de terceiros
Admitindo-se a primeira hipótese, o ideal será que a jazida encontre-se o mais próximo possível da unidade produtiva, diminuindo custos de transporte etc.
É importante que o futuro empreendedor entre em contato com empresas outras olarias. O objetivo é ter um maior entendimento com relação ao tipo de barro específico para a fabricação deste tipo de tijolo. A partir daí, recomenda-se que ele procure o fornecedor específico (caso não tenha uma jazida própria).
Processo produtivo
No processo produtivo, a argila é extraída por retroescavadeira, que faz o carregamento de um caminhão basculante. O caminhão leva ao depósito (caixa de alimentação), onde se faz a mistura dos tipos de argila.
Da caixa de alimentação, o material é carregado manualmente à transportadora automática, que o conduzirá até o misturador.
No misturador é controlada a umidade, efetuando-se a mistura das argilas. Do misturador, a argila desce por gravidade ao laminador, que tem por objetivo reduzir a argila pastosa em lâminas finas, fazendo-a passar entre dois cilindros de ferro fundido que, além de triturarem por esmagamento todas as pedrinhas ou torrões ainda não desfeitos, produzem mais uma mistura.
O material laminado é transportado por uma esteira automática até a maromba (máquina de fabricar tijolos) a vácuo, onde calcadores/alimentadores forçam-no a passar através das grelhas, fragmentando-o em pequenas porções nas quais se processa a desaeração, reduzindo, ao mínimo, o ar contido ou incluído na massa cerâmica pela ação das misturas e da água agregada.
Caindo no parafuso-sem-fim, a argila é impelida para a frente, passa através da câmara de vácuo e depois através dos orifícios da boquilha, que é o molde dos tijolos.
O bloco de argila extrusada (já em forma), saindo da boquilha, corre sobre os rolos da máquina cortadora e é automaticamente cortado em tamanhos pré-fixados, que correspondem ao comprimento dos tijolos furados.
Os tijolos cortados são classificados fazendo-se retornar à maromba as peças refugadas. As demais peças são transportadas por esteira rolante às estantes de secagem, carregadas manualmente. Nelas, permanecerão para secagem natural por um período médio de 10 dias com tempo bom e aproximadamente 30 dias no caso de tempo frio/úmido. O tempo de secagem pode ser reduzido para aproximadamente 72 horas, se for utilizada secagem artificial (caldeira + exaustores).
Após secagem, as peças são manualmente transportadas até os fornos e empilhadas a fim de que a queima se processe de forma homogênea em todas as peças. Após o cozimento, as peças deverão descansar até que adquiram a temperatura ambiente, sendo, então, encaminhadas para o controle de qualidade e posteriormente para a expedição e consumo.
Lembrete
As empresas que possuírem equipamentos competitivos, quanto à produção/qualidade, juntamente com a disponibilidade de matéria-prima próxima à olaria, terão maiores probabilidades de sucesso neste ramo.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
- Registro na Junta Comercial
- Registro na Secretária da Receita Federal
- Registro na Secretária da Fazenda
- Registro na Prefeitura do Município
- Registro no Sindicato Patronal
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar o seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
A fabricação de tijolos é normalizada segundo a ABNT, conforme a:
NBR 5711 – Tijolo modular de barro cozido.
São muitas as normas para a fabricação e testes deste produto, para maiores informações consultar a ABNT
Entidades
ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas – Regional Leste RJ/ES/BA
Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar/RJ - 20003-900
Tel. (21) 3974-2300
IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S.A.
Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira - SP -
05508-901
Tel.(11)3767-4002/3767-4126/3767-4456/3767-4744
Bibliografia
SEBRAE/PR. Olaria, Curitiba:SEBRAE/PR, 1995, 21p.
SEBRAE/SP. Olaria, SEBRAE/SP, 1994.
CNI/DAMPI. Como Iniciar Uma Indústria de Tijolos, Rio DE Janeiro, 1978
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Farmácia
Ficha técnica
Setor da economia: terciário
Ramo de atividade: comércio
Principais produtos e serviços: medicamentos em geral, compostos químicos, cosméticos, produtos de higiene pessoal etc.
Histórico
Houve época que na pessoa do sacerdote estavam embutidos o médico, o farmacêutico e o psicólogo, dentre outros. Era o início das ciências da saúde. Em 1240, a farmácia foi separada oficialmente da medicina por um edital de Frederico II, imperador da Prússia, que estabeleceu na mesma época um código de ética profissional. Até pouco tempo atrás existiam farmácias com seus profissionais farmacêuticos habilitados, que formavam um vínculo de confiança na relação médico-farmacêutico-paciente. Hoje o que se vê é a separação entre os dois profissionais, fazendo com que se sintam distantes entre si e até mesmo se desconheçam profissionalmente. Como a tendência atual aponta para o retorno ao atendimento personalizado, o que se preconiza é o retorno à figura do sacerdote-médico-farmacêutico-psicólogo. Assim, hoje a farmácia tem por objetivo a promoção da saúde através da personalização da relação de confiança entre médico-farmacêutico-paciente.
Mercado
Depois do Plano Real, com a estabilidade da moeda, muita gente que antes consumia menos medicamentos, passou a cuidar um pouco mais da saúde. Segundo a Abifarma, pelo menos 20 % da população da faixa E passou a consumir mais medicamentos. Stress, hábitos alimentares incorretos, poluição, doenças do trabalho, são problemas que levam cada vez mais gente às farmácias em busca de medicamentos e asssociam-se à abertura da economia brasileira, trazendo como conseqüência um apelo aos produtos importados, fortalecendo um mercado que cresce a ritmo acelerado no Brasil: o das vitaminas e suplementos alimentares. Segundo a Abifarma, existe um enorme potencial de crescimento para produtos farmacêuticos, considerando que o mercado consumidor real no Brasil é de apenas 30 milhões para uma população de 150 milhões, isso porque só entra nesse mercado consumidor quem ganha mais de quatro salários mínimos. E este mercado ainda não está saturado.
Localização
Para abrir uma farmácia, é fundamental a escolha adequada do ponto. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a área de abrangência de atendimento de uma drogaria deve ter pelo menos 10 mil clientes potenciais. Portanto, deve-se pesquisar bem antes de adquirir ou alugar um imóvel e verificar quantas farmácias existem na região a fim de conhecer o tamanho de sua concorrência. Lembre-se que a boa rentabilidade é resultado de uma conjunção de fatores que envolve principalmente o local em que foi instalado o estabelecimento. Locais de grande densidade populacional são ideais, mas não esqueça que existem exigências e restrições à instalação de farmácias e drogarias.
Estrutura
A estrutura básica deve contar com uma área bem arejada e clara, dividida em espaços para o estoque, recepção do cliente e aplicação de injeções etc.
Equipamentos
- Balcões;
- Pratileiras;
- Vitrines;
- Computadores;
- Móveis;
- Materiais e equipamentos hospitalares em geral etc.
Investimentos
Os investimentos variam de acordo com a estrutura a ser montada pelo empreendedor, podendo ficar em torno de R$ 100.000,00.
Mão de obra
O número de funcionários irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento. Para começar, pode-se contar com: dois balconistas, um farmacêutico e o dono, que deve se responsabilizar pela parte administrativa.
De acordo com conselhos regionais de farmácia (CRF), um número considerável de atendentes de drogarias e farmácias não tem sequer o 1º Grau completo e muitos deles chegam até a indicar e vender medicamentos controlados, caracterizando uma situação que assusta e preocupa os conselhos. A Organização Mundial de Saúde estabelece que o ideal é que haja um farmacêutico para cada 10 mil habitantes.
Conhecendo a concorrência
Visitar as drogarias da região onde se pretende montar o negócio, para pesquisar preço, atendimento e tipo de serviço oferecido pela concorrência é muito importante.
Estocagem
Os fiscais da Vigilância Sanitária e do CRF constataram, em todas as farmácias vistoriadas, que os psicotrópicos e entorpecentes estavam estocados em armários abertos, quando é obrigatório que esses medicamentos estejam em armários fechados com chave e somente abertos quando o cliente apresenta o receituário de cor azul. Desta forma o cuidado com a estocagem dos medicamentos é fundamental.
Produtos
Basicamente, os produtos comercializados consistem em medicamentos monitorados, medicamentos liberados, artigos de higiene pessoal, artigos de perfumaria, linha hospitalar, fraldas etc.
Clientela
Deve-se pesquisar hábitos dos futuros clientes para traçar melhor o perfil do estabelecimento e, com base nessas informações, formar o estoque inicial básico.
Novidade
Hoje o cliente de uma farmácia pode contar com a preciosa ferramenta da internet. Através de farmácias on line o internauta pode comprar diversos produtos, de saúde a artigos de beleza. O Farmasite, por exemplo, possui um mecanismo de busca de medicamentos e uma biblioteca on line sobre temas de saúde, onde o internauta pode avaliar seu estado de saúde.
Lembrete importante
As irregularidades mais graves observadas neste setor são: falta de alvará; falta de farmacêutico; falta de inscrição estadual; falta de registro no CRF; falta de cumprimento das normas técnicas da Vigilância Sanitária. As multas para essas infrações variam entre 450 a 900 UFIR.
Nicho de mercado
Um novo tipo de farmácia esta surgindo no mercado, as farmácias especializadas em medicamentos genéricos, medicamentos estes mais baratos e que, consequentemente, atrairão um número maior de consumidores.
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
- registro na Junta Comercial;
- registro na Secretária da Receita Federal;
- registro na Secretária da Fazenda;
- registro na Prefeitura do Município;
- registro no INSS; somente quando não tem o CNPJ – pessoa autônoma - registro no Sindicato Patronal;
- alvará da Vigilância Sanitária;
- responsável técnico habilitado;
- registro no Ministério da Saúde.
O novo empresário deve procurar a Prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
Algumas leis que o futuro empreendedor deve conhecer:
- LEI Nº 6.360/76. Dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos, e outros produtos, e dá outras providências.
- LEI Nº 9.787/99. Altera a Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976, que dispõe sobre a vigilância sanitária, estabelece o medicamento genérico, dispõe sobre a utilização de nomes genéricos em produtos farmacêuticos e dá outras providências.
- LEI Nº 3.820/60. Cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Farmácia e dá outras providências. O artigo 24 desta Lei pede que as empresas que atuam neste ramo provem perante os conselhos Federal e regionais que as atividades sejam exercidas por profissionais habilitados e registrados. (O Conselho Regional de Farmácia do Espírito Santo pede que este profissional atue no mínimo três horas por dia na farmácia).
- LEI Nº 9.120/95. Altera dispositivos da Lei nº 3.820, de 11 de novembro de 1960, que dispõe sobre a criação do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Farmácia, e dá outras providências.
- LEI Nº 5.991/73. É a Lei que rege as farmácias, a mesma que define drogaria como sendo o estabelecimento que só vende remédios sem manipulá-los e farmácia como estabelecimento que, além de vender, manipula remédios.
- LEI Nº 9.782/99. Cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, orgão fiscalizador.
Registros Necessários:
- Conselho Regional de Farmácia
Documentos necessários para o registro de farmácias:
- 01 (uma) cópia autenticada do laudo de vistoria prévia;
- 01 (uma) cópia autenticada do contrato social de constituição de forma coletiva ou individual;
- Caso ocorra alguma alteração contratual, 01(uma) cópia autenticada de cada alteração;
- 01 (uma) cópia autenticada do CNPJ (CGC) da firma;
- 01 (uma) cópia autenticada da inscrição estadual;
- 01 (uma) cópia da Carteira de Trabalho página da foto e verso, página da contratação ou contrato de prestação de serviço com firma reconhecida em cartório;
- 01 (uma) copia autenticada do laudo de vistoria prévia;
Declaração de horário de funcionamento da firma, feito em papel timbrado, carimbo do CGC, assinatura do proprietário e duas testemunhas com firmas reconhecidas em cartório.
As taxas só serão emitidas após apresentação da documentação acima citada, através de boleto expedido pelo CRF. Mais informações podem ser obtidas no Conselho Regional de Farmácia do seu Estado.
Entidades
ABCFARMA - Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico
Rua Santa Isabel, 160 - 5º andar - Vila Buarque - São Paulo - (SP)
01221-010
Tel. (11) 223 8677
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
SEPN, 515 - Bl.b - Ed. Omega - Brasília - (BR)
70770-502
Tel. (61) 448 1327
Bibliografia
SEBRAE/SP. Como montar uma farmácia e drogaria. São Paulo, 1996. 40p.
SEBRAE. Como montar drogarias de pequeno porte. Brasília, 25p.
SEBRAE/DF. Como montar uma farmácia de pequeno porte. Brasília, 43p.
Jornal "A Gazeta". Fiscalização interdita cinco farmácias. 18/05/98.
A Gazeta, 17/06/98 — p.9
SEBRAE/PR. Farmácia. Curitiba, 1995. 21 p.
SEBRAE/ES. Como abrir sua empresa. Vitória, 1996. 51p.
SANTANA, João. Como entender o mundo dos negócios : qualidades do empreendedor, a empresa, o mercado.
Brasília: SEBRAE, 1993. 64p. (Série O empreendedor, 1)
SANTANA, João. Como planejar sua empresa: roteiro para o plano de negócios.
Brasília: SEBRAE, 1993. 68 p. (Série O empreendedor, 2).
SANTANA, João. Como abrir e administrar Dsua empresa: registro da firma, registro da marca, organização do negócio.
Brasília: SEBRAE, 1993. 72p. (Série O empreendedor, 3)
PEREIRA, Heitor José. Criando seu próprio negócio: como desenvolver o potencial empreendedor./coordenação de Heitor José Pereira e Silvio aparecido dos Santos.
Brasília: SEBRAE, 1995. 316p.
COAD. Informativo Semanal nº 50/98 - ICMS. p. 410.
Entidades consultadas: Secretaria Estadual de Saúde e Conselho Regional de Farmácia.
"A Gazeta" de 04/05/2000. TESSAROLO, Marcela. Vigilância pode fechar 600 farmácias no ES.
Por Conta Própria, 09/06/99 - nº , pág. 05
Panorama Setorial. LUKIANOCENKO, Marlucy.
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Floricultura
Ficha técnica
Setor da economia: terciário
Ramo de atividade: comércio
Tipo de negócio: comércio de flores e afins
Apresentação
A flor e seus significados podem render lucros. Apostando nessa constatação muitos empreendedores começam negócios nessa área e ganham muito. Entretanto, o olfato desse empreendedor deve ir além do sentido comum a todo mortal. Ele deve saber identificar de longe as características e oportunidades que surgem num bom negócio dessa natureza. É que uma floricultura precisa ser um lugar agradável e receptivo e para isso o "nariz" do dono é fundamental.
Mercado
O mercado de floricultura está numa situação bem privilegiada. De um lado, consumidores cada vez mais exigentes; do outro, produtores com acesso a novidades e tecnologias que os têm tornado cada vez mais competitivos. Esta situação estimula, ainda mais, a demanda com diversificação e sofisticação da oferta, criando desta forma um mercado altamente competitivo.
Outro fator importante é a iniciativa de inserção no mercado mundial, que criou uma dinâmica forte na base produtiva, com movimentos de mobilização e sensibilização de liderança dos produtores e empresários do setor.
Localização
A localização é um aspecto importante neste tipo de negócio. Facilidade de acesso e de estacionamento são características essenciais, mas deve ser dada grande importância à identificação de áreas onde se concentre o comércio de flores, ou onde haja grande fluxo de pessoas, à facilidade de visualizar e ter acesso, à proximidade de centros comerciais, de escritórios ou de edifícios residenciais.
Estrutura
A estrutura básica deve contar com uma área mínima de 40 m². O local dever ser fresco, arejado, bem iluminado, com vitrinas atraentes e visíveis, um balcão para atendimento e manipulação dos arranjos. Uma área deve ser reservada como oficina de limpeza das flores e embalagens. Uma boa idéia é manter o ambiente de trabalho separado por uma janela de vidro (como um aquário), deixando assim que o cliente veja a manipulação dos arranjos. Disponibilizar considerável variedade de flores em exposição, com espaço para que o cliente possa circular e observar tudo conduz a um contato maior com as plantas e obviamente à identificação e escolha das plantas de sua preferência.
Equipamentos
Os equipamentos básicos são:
- Máquinas de limpar rosas;
- Câmaras frigoríficas;
- Móveis e utensílios (Computadores, telefone, fax, mesas, balcões, suporte p/ vasos, cadeiras, prateleiras, etc);
- Ferramentas (tesouras, alicates de corte, limpadoras de rosas);
- Automóvel utilitário usado.
Investimento
Irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento, podendo este girar em torno de R$ 30 Mil.
Produtos
Alguns dos principais produtos são: flores, plantas em geral, vasos, xaxim, terra, húmus, sementes, acessórios de jardinagem, entre outros.
Estoque
A aquisição de mercadorias deve ser bem planejada, variada e estudada de acordo com as características do estabelecimento e com os hábitos de consumo da clientela. O gerenciamento dos estoques envolve decisões ágeis na hora de comprar, cuidados com as perdas e bom controle do capital de giro. Na verdade, junto com a manutenção, esse é o grande segredo do negócio de flores.
Manutenção
A manutenção da estrutura da floricultura é, sem dúvida, um trabalho que precisa de atenção especial. Reposição de flores e arranjos, limpeza das flores recém chegadas, embalagem e eficiência no serviço de entregas são pontos nevrálgicos da floricultura.
Pontos fortes e adversidades
O segmento oferece muitas atrações, mas há também seus espinhos. O principal deles é a venda, que é sazonal. O primeiro trimestre do ano é muito fraco e os demais, fortes, com períodos de picos de demanda em maio e junho, setembro, outubro e dezembro, em virtude das datas comemorativas dos dias das mães, dos namorados, início da primavera e festas de fim de ano. O florista tem que aprender a conviver com isso e dosar compras e capital de giro. A sazonalidade torna-se ainda mais grave em épocas recessivas. Além dessa questão, existe o problema do produto ser extremamente frágil e perecível. Segundo empresários do setor, a perda média gira em torno de 20%. Elas variam em função do tipo de flor e do clima de onde são cultivadas e de onde serão vendidas. A variação muito alta é sempre prejudicial. Além das questões técnicas e financeiras, o futuro florista deve ter em mente outra realidade: a carga de trabalho. Floricultura é um bom negócio, mas exige muita dedicação: esqueça as noites bem dormidas, as férias, os finais de semana e feriados para ocupá-los com as compras que passarão a fazer parte da realidade do dono de uma floricultura. Pelo menos até o negócio se firmar, alertam os empresários.
Alternativas
Surge como alternativa que encanta o cliente a idéia de disponibilizar não só uma floricultura, mas uma verdadeira butique de flores, onde são oferecidos desde os mais simples buquês, até arranjos sofisticados, acompanhados de garrafas de vinhos, bombons, queijos. Quitutes que, em profusão, transformam buquês em presentes finos, onde as flores passam a ser meros complementos. Foi assim que surgiram as cestas de café da manhã, moda que veio e ficou. Ignorando período do dia que o próprio nome impõe, essas cestas podem ser presenteadas à qualquer hora do dia ou da noite. No entanto, ofertá-las é uma alternativa que exigirá maior empenho do empresário. Existem outras formas de conquistar o cliente, tais como:
- Propaganda. Divulgar o empreendimento é tarefa para estratégias de marketing simples, mas eficazes, como: panfletagem em residências e escritórios, via correios (que têm serviços direcionados a esse filão), propagandas em revistas locais, cartazes, internet e outros. Bom mesmo é não esquecer que a propaganda boca-a-boca é a grande aliada, por isso o capricho é essencial. Outra opção é cadastrar os clientes e enviar mensagens em datas especiais ou quando fizer promoções.
- Vendas pela internet. A mídia eletrônica é uma tendência. Muitos empreendedores vêm apostando no potencial de vendas de flores pela internet. Para isso é recomendado que o empreendedor crie uma home page atraente e um eficiente sistema de entregas. Mas essa operação deve ser analisada com critério, principalmente no início do negócio.
- Outras Formas. Colocar à disposição um catálogo com vários tipos de arranjos e manter um serviço de entrega eficiente e pontual, com produtos de boa qualidade, são iniciativas que cativam muito o cliente. Outra sugestão é lançar constantemente novidades em embalagens e acompanhamentos, para ampliar o menu de opções.
Dicas
- As rosas representam o amor, mas suas cores possuem significados especiais: rosa vermelha (amor, paixão); rosa amarela (felicidade, amizade); rosa rosa (amizade, carinho); rosa chá (respeito, admiração); rosa branca (pureza, paz); rosa laranja (fascínio, encanto); rosa champagne (admiração, reverência).
- Para presentear moças muito jovens, prefira as rosas brancas, as amarelas ou rosas rosas; rosas vermelhas são ideais para mostrar uma paixão; para senhoras de idade, prefira as rosas rosa, as rosas laranja, rosa-chá e champagne;
- O significado das flores: acácia amarela (amor secreto); acácia branca ou rosada (constância, elegância); amor perfeito (meditação, recordações, reflexão); cravo amarelo (desdém); cravo branco (amor ardente, ingenuidade, talento); cravo rosado (preferência); cravo vermelho (amor vivo); crisântemo amarelo (amor frágil); crisântemo branco (verdade); crisântemo vermelho ("eu amo"); girassol (dignidade, glória, paixão); hortência (frieza, indiferença); lírio (casamento, doçura, inocência, majestade, pureza); margarida (inocência, virgindade); orquídea (beleza, luxúria, perfeição, pureza espiritual).
Legislação específica
Torna-se necessário tomar algumas providências para a abertura do empreendimento, tais como:
- Registro na Junta Comercial;
- Registro na Secretária da Receita Federal;
- Registro na Secretária da Fazenda;
- Registro na Prefeitura do Município;
- Registro no INSS; (Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
- Registro no Sindicato Patronal;
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização) e também para o alvará de funcionamento.
Além disso, deve consultar o Procon para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (Lei Nº 8.078 de 11.09.1990).
Eventos
Fiaflora – Local: São Paulo – (SP)
Expoflora – Local: Holambra – (SP)
Entidades
Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura
Rod. D. Pedro I, km 140,5 - Ceasa – Campinas – (SP)
13001-970
Tel: (19) 3746 1663
Bibliografia
COMÉRCIO DE FLORES. Como Fazer. Guia do Empreededor. Pequenas Empresas Grandes Negócios. mai.1995. nº 7. p. 63 a 67.
VENDA DE FLORES. Boas Idéias. Guia do Empreendedor. Pequenas Empresas Grandes Negócios. set.1996. nº 10. p. 59.
Revista Veja - 13/10/99.
Revista PEGN nº144 - "Negócios e Oportunidades"
SEBRAE/NA. Como montar Floricultura. Brásilia, 1996. 29p.
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Gráfica
Introdução
O mercado de gráficas possui duas áreas de trabalho distintas: a gráfica convencional ou tradicional, voltada para o mercado editorial; e a gráfica rápida ou de conveniência, que aproveita os avanços da computação e da editoração gráfica para oferecer um serviço de primeira linha e, geralmente, em menor escala.
Cenário
As projeções de expansão do mercado para este ano ainda são tímidas, mas os empresários do setor estã |